Mostrando postagens com marcador carnificina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador carnificina. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de outubro de 2016

Israel vs Palestina: Operações Militares XIII (2008-09)

The children walking over the bricks of their destroyed homes, their mother putting up a tent, their father in jail... in tears and confusion looking at the tanks coming down the street, the soldiers and settlers holding metre-long machine guns... they stare... need I say more ...just imagine how it would feel to be a Palestinian....”  Reservista da IDF Breaking the Silence sobre operação militar israelense.
Reservista da IDF explica armamento "convencional"
2008
Fevereiro: Operation Warm Winter - Mivtza Horef Ham
Operação militar israelense na Banda de Gaza  do dia 28 de fevereiro a 3 de março de 2008.
Objetivo: punição coletiva pela eleição do Hamas.
Justificativa: foguetes da Brigada Qassam contra Israel.

No dia 27 de fevereiro, o Hamas, o Jihad e os comitês de resistência palestina em Gaza, decidiram responder aos ataques sistemáticos da IDF jogando uma penca de foguetes em Sderot, perto da Faixa. Uma meia dúzia de habitantes da cidade sofreu ferimentos leves, mas foi o bastante para Ehud Olmert, em plena crise política, aproveitar a oportunidade e fazer o que os primeiros ministros israelenses sempre fazem nesses casos - uma operação militar tonitruante para ganhar popularidade. Desta vez, voltando a bombardear Gaza.
O porta-voz da IDF declarou: "The operation is aimed at disrupting terrorist infrastructure in the Gaza Strip". Para reforçar a hasbara, um dos primeiros alvos foi o escritório de Ismail Haniyeh, primeiro ministro palestino eleito.
A Força Aérea da IDF bombardeou a Faixa durante 4 dias sem parar.
O dia 1° de março foi considerado o mais sangrento que os palestinos viveram desde o fim da Segunda Intifada.
No dia 2, começou a operação terrestre. Dois mil soldados da IDF invadiram a Faixa e ocuparam Jabalia e Shujaiya. Encontraram resistência armada  e perderam 2 homens.
Estas duas baixas na infantaria bastaram para a população reclamar, pois os israelenses são como os estadunidenses, a caixões alheios, olham de esgueio; caixões seus, pranteiam copiosamente.
Portanto, no dia seguinte, sentindo a incapacidade de controlar as perdas e temendo que sua popularidade caísse em vez de aumentar, Olmert ordenou que a IDF batesse em retirada 'estratégica', após destruir fábricas, armazéns, residências e prédios administrativos.
A retirada da infantaria foi noturna.
Em seguida, o primeiro ministro israelense anunciou o fim desta operação, mas prometeu que a IDF voltaria logo. E que nesse ínterim, os bombardeios intermitentes continuariam.
No fim da operation Warm Winter, mais de 120 palestinos estavam mortos. Segundo a B'Tselem, ONG israelense de direitos humanos, 54 deles eram civis - inclusive mulheres e crianças - 25. Por isso a B'Tselem exprimiu preocupação pelo "large number of children and other uninvolved Palestinian civilians among those killed and wounded in the Gaza Strip". Mais de 350 palestinos foram feridos.
Além dos mortos em Gaza, um menino palestino de 13 anos foi assassinado na Cisjordânia por soldados da IDF em passeata pacífica de apoio aos compatriotas gazauís. Dezenas de jovens foram feridos.
Do lado de Israel, três pessoas morreram: dois soldados e um civil. Oito ficaram feridos.
No dia 29, o ministro israelense da Defesa Matan Vilnai, pronunciou uma frase que chocou o mundo inteiro: "As the rocket fire grows, and the range increases... they [Palestinians] are bringing upon themselves a greater 'Shoah' because we will use all our strength in every way we deem appropriate..." "...os palestinos estão buscando para si mesmos uma shoah maior porque usaremos toda nossa potência e todos os meios que julgarmos apropriados...".
Alguns dias mais tarde, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a resolução 33-1 que expressava "shock at the Israeli bombardment of Palestinian homes and the killing of civilians ... inflicting collective punishment against the civilian population." It also called "for the immediate cessation of all Israeli military attacks throughout the occupied Palestinian territory..."
Apesar de a resolução proposta pelo Paquistão condenar também "the firing of crude rockets ... which resulted in the loss of two civilian lives and some injuries in southern Israel," os países europeus se abstiveram na votação;  EUA e Canadá votaram contra; Rússia, China, India, Brasil, a favor.

Journeyman: Cleansing Gaza. Operação Cast Lead 2008/09 (14')
Following the reaction to this shocking documentary, Israel promised internal probe.It would never be implemented. https://youtu.be/cKHaowFEOsw
DezembroOperation Cast Lead.
Operação militar israelense em larga escala na Banda de Gaza. Durou do dia 27 de dezembro de 2008 a 18 de fevereiro de 2009.
Objetivo:  punição coletiva pela resistência.
Justificativa: foguetes da Brigada Qassam contra Israel.
A OCL começou no fim da manhã de sábado, às 11:30, encurralando os habitantes em sua faixa exígua.
Em um fim de semana no qual o ocidente cristão inteiro está de folga, desarmado e distraído com as festas natalinas e o reveillon. Inclusive a Palestina, já que sua população é constituída de muçulmanos e cristãos (proibidos de ir à missa do galo e de aceder às igrejas, mas a fé continua a mesma).
80 aviões de combate invadiram o espaço aéreo de Gaza e despejaram mais de 100 toneladas de explosivos na Faixa de cima abaixo nas delegacias, repartições da secretaria de segurança e outras repartições públicas. Sem nenhuma preocupação com os funcionários que estavam trabalhando ou com os prédios residenciais vizinhos.
Este primeiro ataque durou só 5 minutos. Mas foi devastador. Devido à organização, à força e armamento usados, e ao horário. É nessa hora que os meninos saem das escolas e estão brincando nos pátios ou voltando para casa. Vários foram mortos e dezenas foram feridos já nesse dia.
Cumprido este  objetivo, Israel isolou a Faixa do resto do mundo. Todos os postos de fronteira com Israel e Egito foram bloqueados aos jornalistas estrangeiros durante os 22 dias em que os cerca de 20 mil soldados de infantaria com sua pesada artilharia, a aeronáutica e a marinha israelense praticaram o genocídio.
No fim, quando os jornalistas foram autorizados a entrar para fazer seu trabalho de informar, encontraram casas, quando não em pedaços, esburacadas e vandalizadas de todas as maneiras inimagináveis, inclusive com insultos escritos nas paredes pelos soldados com seus escrementos. 
Pior, só em Sabra e Shatila, em 1982.
1.410 palestinos foram assassinados. Dentres eles, 949 civis, inclusive 356 crianças e 113 mulheres. Dos homens não civis, 231 eram policiais, servidores públicos, mortos nas delegacias onde trabalhavam.
5303 palestinos sofreram ferimentos graves. A IDF levou consigo 120 homens presos.
11.157 residências foram totalmente destruídas. 8.511 foram parcialmente destruídas. Mais de 30 mil casas foram "apenas" danificadas.
612 escolas, postos de saúde, repartições públicas foram mais ou menos danificados e o mesmo aconteceu com cerca de 700 fábricas, 710 comércios, o sistema de saneamento e esgoto, 24 mesquitas,  cerca de 50 prédios da ONU - escolares e de saúde, e 643 veículos, reduzidos a sucata.
Grande parte das culturas agrícolas foram pulverizadas. Além das perdas humanas e das doenças que suas armas 'convencionais' e químicas provocariam nos anos seguintes.
Este ataque deixou mais de 2 bilhões de dólares de prejuízo para os palestinos que já vivem à míngua.
As estatísticas não representam o horror do espetáculo tenebroso que a IDF deixou ao bater em retirada. Retirou-se por causa da resistência encontrada e pela perda de três civis e dez soldados - um deles, por fogo amigo. 336 soldados israelenses foram feridos pela resistência e 182 civis sofreram ferimentos, na maioria, leves, provocados pelos foguetes Qassam ou por pânico.
The great deceiver Mark Regev já estava na ativa em 2008, mentindo como hoje. Só que na época, a censura na BBC ainda não era totalmente castradora como em 2014. Veja abaixo.
Tirando os Estados Unidos, Israel foi condenado verbal-unanimamente pelos seguintes crimes:
. Punição coletiva
Familias inteiras dizimadas, como a do médico gazauí formado em Harward, Izzeldin Abuleiash, que trabalhava inclusive em hospital israelense.
 
. Uso de força desproporcional e aleatória.
. Obstáculo a socorro.
. Uso de civis, na maioria, meninos, como escudo humano.
. Uso de armas 'convencionais' desumanas.
. Uso de explosivo de metal denso inerte (cancerígeno)
. Uso de arma química, - fósforo branco.
. Uso de drones contra civis.

. Abusos físicos e psicológicos cometidos pela infantaria.
. Ataques a veículos e pessoal de saúde.
. Ataque de estruturas  das Nações Unidas.
John Ging, alto funcionário das Nações Unidas, reclamou na mídia no dia 6 de Janeiro. Mas o horror só terminaria após a posse de Barack Obama e um acordo de cúpula para que ele desse uma de bonzinho, adiando a carnificina.
Apesar da investigação da ONU que seguiria, ficaria por isso.
Os depoimentos visuais abaixo revelam melhor o acontecido.
Os únicos jornalistas presentes eram os correspondentes locais. A Al Jazeera é a única mídia internacional que tinha dois bons repórteres experientes na Faixa durante a OCL. Por acaso. O trabalho deles resultou no ótimo documentário THE WAR AROUND US.
As outras testemunhas foram estrangeiros voluntários, tais como o jornalista free-lancer italiano Vittorio Arrigoni, grande cara, morto em Gaza mais tarde. Da coragem deles, nasceu este documentário: ERASED, wiped off the map. Em tempo real.
 
pa
Outro : To shoot an elephantIs an eye witness of Operation Cast Lead in Gaza.
Equipe de voluntários internacionais, em Gaza durante a OCL, documentaram o caos. O título To shoot an elephant é inspirado do livro de George Owell Shooting an Elephant, que  critica a política colonial britânica. 
VO with English subtitles
pa
Nero AS production: Tears of Gaza.
Produced by Tere kristianson and directed by Vibeke Lekkeberg.
In a rough style, by way of unique footage, the brutal consequences of modern wars are exposed.
The film follows three children through Operation Cast Lead and the period after the ceasefire.'
.
pal
The 22 days war documentary - Gaza Strip (Sameh Habeeb)
Part I (14')
Part II: GS2: https://youtu.be/CDC9FCqPGfY (16')
pal
Interview with IDF soldiers in Israeli TV:  Interview about Cast Lead Testimonies
Reservistas da IDF, forças israelenses de ocupação,
Shovrim Shtika - Breaking the Silence 
https://youtu.be/8nLYGLnAq7k
https://youtu.be/EDZmRqx4cpQ
https://youtu.be/8nLYGLnAq7k
https://youtu.be/HjjWU6ZRyLQ
https://youtu.be/cNHq55CQJdM
https://youtu.be/oVQ8zAY5Ug4
https://youtu.be/4wKJFHBS7Fo
https://youtu.be/wL1s2op2QI0
https://youtu.be/VxNOhS158Yw
https://youtu.be/EW46A-mmwnA
 NEWS

The biggest news of the week was this: Russia lost its seat on UN human rights council. "Human rights leaders" Saudi Arabia and China were re-elected. The moral of this story is that the USA is still in total control of the United Nations. Untill when?
A notícia internacional mais importante da semana foi esta: A Rússia perdeu seu assento no Conselho de direitos humanos da ONU. Os campeões de direitos humanos China e Arábia Saudita foram reeleitos. A moral desta história é que os EUA continuam controlando o destino da ONU. Até quando? 

Russia may lose patience over Syria accusations ....


p
a.  PALESTINA
BDS:Will your city or organization join the HP Week of Action? pa
Electronic Intifada: The video below shows Israeli soldiers in the occupied West Bank throwing stones at Palestinian schoolchildren in the village of al-Tuwani on 25 October.
According to the video’s captions, the Israeli soldiers are supposed to protect the children from attacks by Israeli settlers in the area.
But instead, as the video shows, the soldiers lob stones towards the children, including with a slingshot.
The soldiers also failed to come to the designated point to meet the children, according to the video, and “checked one child’s bag and stopped another one without a clear reason.”
Al-Tuwani is a village in the South Hebron Hills area of the occupied West Bank, where thousands of Palestinians living in dozens of small communities are resisting expulsion or the loss of their land from encroaching Israeli settlements.
Settlers from the nearby colony of Havat Maon habitually attack Palestinians.
In one such incident last November, masked, rock-throwing Israelis injured a 6-year-old Palestinian girl in the head.
The Israeli human rights group B’Tselem has regularly documented settler attacks, including a days-long rampage in Hebron a year ago while Israeli forces looked on and did nothing.
In other cases, Israeli occupation soldiers have been filmed protecting and assisting settlers as they attack Palestinians.
While Israeli soldiers and settlers enjoy near-total impunity for violence against Palestinians, Israel has recently toughened penalties for Palestinians, including children, accused of throwing stones.
Five Palestinian youths from the village of Hares are currently serving 15-year sentences imposed by Israeli military courts on accusations of stone-throwing that they deny. All five were children when they were arrested in 2013.

OCHA 

Electronic IntifadaEU recognizes right to boycott Israel.

No ano passado, na mesma época, a perseguição nos EUA a posição anti-ocupação e anti-limpeza étnica da Palestina, ia de vento em popa. Continua. Na França, idem.pa
BRASIL


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Rogue State of Israel XIX : Licenced to Lie Cheat Kill?



Barack Obama decided to step up, as talks continued in the Egyptian capital Cairo this Thursday. US President said Gaza, under an Israeli blockade since 2007, could not remain cut off from the world 'forever'.
"Long-term, there has to be a recognition that Gaza cannot sustain itself permanently closed off from the world," Obama told a news conference in Washington, saying the Palestinians needed to see "some prospects for an opening of Gaza so that they do not feel walled off".
Words, words of deception. The Gaza blockade and the Israeli occupation of the West Bank wall off the Palestinians anyway. The occupation and the blockade must end once for all.
Although the negociations have been secret, Hamas didn't seem to be willing to accept vain promises. Not this time. Not again. A source said it was ready to resume fighting once the truce ended if its demands were not met. 
Barack Obama resolveu dizer a Israel que a Faixa de Gaza não pode ficar isolada "para sempre": "A longo prazo ter-se-á de reconhecer que Gaza não pode se sustentar permanentemente cortada do mundo. Tem de haver prospectos de abertura para eles não se sentirem murados".
Palavras, palavras e miragens. Os palestinos estão concretamente murados, não há como fazerem de conta que não estão cercados e cerceados.
Embora as negociações estejam secretas, parece que Tony Blair e o general Sissi estão pressionando para mais um cessar-fogo sem resolver nada. E os palestinos ficariam à mercê de Israel e à míngua como antes. Mas parece que o Hamas não vai se deixar enganar de novo, sobretudo porque os gazauís se sentirão traídos. Todo este sofrimento para nada?
Nesse ínterim, o Hamas anunciou a execução de "colaboradores". Palestinos que foram surpreendidos informando os israelenses das estratégias do Hamas. Não se sabe quantos. Mas era claro que a IDF estava sendo informada dos movimentos dos resistentes em vários lugares. Foram os próprios gazauís que descobriram a traição desses compatriotas.


In the (temporary) End of Operation Protective Edge, the tunnels are still underground and Hamas home made rockets have not totally been destroyed. Israel has accomplished nothing besides killing 1.875 and injuring 9.563 people, mostly civilians, and spreading destruction all over Gaza. Was it worth it, Netanyahu?
No Fim (temporário) da Operação Protective Edge, os túneis continuam no subsolo da Faixa, os foguetes artesanais do Hamas não foram completamente destruídos, enfim, Israel só conseguiu matar 1.875 e ferir 9.563 pessoas, maioria absoluta de civis, e semear destruição e sofrimento pela Faixa inteira. Valeu a pena, Netanyahu?


Norwegian doctor invites Barack Obama to spend some time at Gaza Hospital so that he can see the victims of Israel's so called right to "defend itself". Médico noruequês convida Barack Obama para visitar o maior hospital de Gaza para ele ver as vítimas do suposto direito israelense de "defender-se".

Channel 4: Israeli Operation Protective Edge was a war on children?
A Operação Protective Edge foi uma guerra contra crianças?

Binyamin Netanyahu is claiming victory (although public opinion in Israel is divided), saying that the IDF destroyed the tunnels, but, as always, it is not true. For the only reason that Hamas web of tunnels is too deep underground, impossible to destroy from the air - and Israeli Prime Minister knew that from the start and could have sealed them from israeli end, if he had not wanted to invade Gaza once more.
A leader of the Palestinian group Hamas has said there will not be a renewal of the Gaza ceasefire that ends on Friday unless Israel meets some of its demands. Ismael Radwan said that “The truce will not be renewed; it cannot be renewed without real achievements. As we speak, no response has been received to Hamas’s demands, which means there is no breakthrough in this respect.” That is true. Israel seems only to be buying time under USA's pressure, which, by the way, is being too weak, too late.
And as the ceasefire comes to its last day without a permanent deal - as I posted yesterday - and Gaza no longer makes media headlines, the ICCR (International Comittee of the Red Cross) 
President Peter Maurer visits Gaza.
Binyamin Netanyahu está cantando vitória (apesar da opinião pública em Israel estar propensa a pensar o contrário) dizendo que conseguiu destruir os ténueis do Hamas, porém, como sempre, não é verdade. Pela simples razão que a teia de túneis é prounda demais, impossível de ser destruída do ar - e o Primeiro Ministro israelense sabia disso desde o início e poderia tê-los selado do lado de Israel se não quisesse cometer este desastre humano e material em Gaza.
Um dos líderes do partido palestino Hamas disse que se Israel não concordar com demandas básicas como o fim do bloqueio, não haverá extensão de cessar-fogo: "A trégua não será renovada; não pode ser renovada sem termos conseguido algo palpável. Até agora, não recebemos resposta a nenhuma de nossas reivindicações, o que significa que não saímos do impasse". O que é verdade.  Israel parece  preocupado apenas em melhorar sua imagem e em ganhar tempo sob pressão estadunidense, que por sinal, está sendo muito fraca e chegou muito tarde.  
Hoje o cessar-fogo chega em seu último dia e Gaza saiu das manchetes dos jornais, apesar dos gazauís estarem vivendo dramas de perdas e danos inimagináveis. Enquanto as discussões continuam no Cairo - como disse no blog de ontem - o presidente do CICR (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) Peter Maurer aproveitou a calma para visitar Gaza e ver a extensão do desastre.


Even Human Rights Watch, which always takes Israel's side, wants Palestinians to go to the Hague to have Israel prosecuted for war crimes. "As long as Hamas is prosecuted as well", for sending rockets against cities and killing... three people. Am I dreaming or what
Até o Human Rights Watch, que é conhecido por tomar partido por Israel, quer que a Autoridade Nacional Palestina vá à Háguia acusar Israel de crimes de guerra. "Contanto que o Hamas também seja julgado", pelos foguetórios jogados em cidades e por ter matado... três pessoas. Por que estas pessoas se sentem obrigadas a comparar o incoparável quando se trata de Israel?
As Palestinians Go To ICC, Human Rights Watch Alleges Israeli War Crimes for Shooting Fleeing Gazans. Na hora em que os palestinos vão ao Tribunal Internacional da Háguia, HRW diz que soldados israelenses cometeram crimes de guerra atirando em civis que deixavam suas casas, como atesta o depoimento do reservista israelense na vídeo do início do blog. 

Can Israel Claim Self-Defense Against the Territory it Occupies?  Jurist John Dugard Says, No.  Israel pode alegar auto-defesa contra um território que ocupa? O jurista John Dugard diz que não. 

Israel left Gaza in the dark, again.
Israel deixou Gaza às escuras, de novo.


One of the first major actors to react atainst Operation Protective Edge was Spanish actor Javier Barden, who published this open letter in July 25. 
In the horror happening right now in Gaza there is NO place for distance or neutrality. It’s a way of occupation and extermination waged against a people with no means, confined in a minimum territory, with no water, and where hospitals, ambulances and children are targets and presumed to be terrorists. It’s hard to understand and impossible to justify.
I’m outraged, ashamed and hurt by all of this injustice and the killing of human beings. Those children are our children. It’s horrendous. I can only hope that those who kill will find it in their hearts to show compassion and be cured of this murderous poison which only breeds more hate and violence.”
Javier was joined by his wife actress Penelope Cruz and other Spanish entertainment greats like Pedro Almodovar, Eduardo Noriega and musicians like Amaral in a subsequent open letter. They called on the European Union to condemn “the bombing by land, sea and air against the Palestinian civilian population in the Gaza Strip.”
In the letter, which was published by several Spanish media outlets, they demanded a cease fire by the Israeli military and urged Israel to lift the blockade that has caused the Gaza Strip to suffer for more than a decade.
“Open the crossings to facilitate people’s mobility, the entry of medical equipment, medicine and food, to repair the damage caused by Israeli attacks on the physical, moral and psychological levels suffered by the civilians in Gaza, especially the children,” they demanded. “Open the path of dialogue between Palestinians and Israelis to reach peace that is just and a lasting solution to the conflict.”
Um dos únicos atores famosos a reagir contra a Operação israelense Protective Edge em Gaza foi o espanhol Javier Barden em carta aberta do dia 5 de julho.
El actor Javier Bardem nunca ha tenido pelos en la lengua a la hora de hablar sobre cuestiones políticas. Esto le ha empujado a escribir una carta abierta para denunciar la situación en Gaza, que el califica como un "genocidio". Además, aprovecha la misiva para mostrar su descontento por la política de pasividad que ha adoptado la Unión Europea que, según el actor, “no me representa por su nula vergüenza”.
"En el horror que está sucediendo en Gaza NO cabe la equidistancia ni la neutralidad. Es una guerra de ocupación y de exterminio contra un pueblo sin medios, confinado en un territorio mínimo, sin agua y donde hospitales, ambulancias y niños son blancos y presuntos terroristas. Difícil de entender e imposible de justificar.
Y vergonzosa la postura occidental de permitir tal genocidio. No entiendo esta barbarie que los horribles antecedentes del pueblo judío hacen aún más cruelmente incomprensibles. Sólo las alianzas geopolíticas, esa máscara hipócrita de los negocios -por ejemplo, la venta de armas- explican la posición vergonzosa de USA, UE y España.
Sé que los de siempre deslegitimarán mi derecho a la opinión con temas personales, por eso quiero aclarar los siguientes puntos:
Sí, vivo Sí,  mi hijo nació en un hospital judío porque tengo gente muy querida y cercana que es judía y porque ser judío no es sinónimo de apoyar esta masacre, igual que ser hebreo no es lo mismo que ser sionista, y ser palestino no es ser un terrorista de Hammas. Eso es tan absurdo como decir que ser alemán te emparenta con el Nazismo.
Sí, trabajo también en USA donde tengo amigos y conocidos hebreos que rechazan tales intervenciones y políticas de agresión. "No se puede invocar la auto defensa mientras se asesina a niños" me decía uno de ellos por teléfono ayer mismo. Y también otros con los que discuto abiertamente sobre nuestras encontradas posturas.
Sí, soy Europeo y me avergüenza una comunidad que dice representarme con su silencio y su nula vergüenza.
Sí, vivo en España pagando mis impuestos y no quiero que mi dinero financie políticas que apoyen esta barbarie y el negocio armamentístico con otros países que se enriquecen matando a niños inocentes.
Sí, estoy indignado, avergonzado y dolido por tanta injusticia y asesinato de seres humanos. Esos niños son nuestros hijos. Es el horror. Ojalá que haya compasión en los corazones de los que matan y desaparezca este veneno asesino que sólo crea más odio y violencia. Que aquellos israelíes y palestinos que sólo sueñan con paz y convivencia puedan un día compartir su solución. Os animo a leer estos links":
Javier Bardem

domingo, 3 de agosto de 2014

Rogue State of Israel XV : Licenced to Lie Cheat Kill?

Israel: deceivers and murderers  /  Israel: enganadores e assassinos

After making a false statement to the whole world in order to destroy Rafah and kill many more Palestinians women and children trapped between IDF tanks and walls, the Israeli army finally admitted that it has determined that Hadar Goldin, the 23-year-old soldier it said was captured by Hamas on Friday, was killed in action.
The army had previously said that Goldin went missing when its soldiers, two of whom were killed, were attacked while trying to destroy a Hamas tunnel in southern Gaza.
The press and Western presidents are just puppets in Israel's hands.
Will any of the deceived, Obama, Cameron, Hollande, react to the deception or will they go on supporting evil?

Israel queria acabar com Rafah e matar mais palestinos sem que seus cúmplices, Obama, Cameron, Hollande e Merkell (ela, por ser alemã, diz não tem saída) ficassem muito constrangidos em justificar o injustificável.
Então o que fez?
O que faz todas a horas, todos os dias, todos os meses, todos os anos, durante décadas.
Inventou uma estória que servisse o seu propósito do momento.
Mentiu descaradamente para o mundo inteiro de frente para as câmeras e para Obama ao telefone. O presidente dos Estados Unidos fez o discurso indigno do "ato bárbaro de capturar um soldado", etcétera e tal, a família foi lamentar diante das câmeras, transmitir apoio aos governantes, enfim, vocês viram a encenação nas telinhas.
A IDF celou Rafah, procedeu ao seu massacre longe das câmeras dos repórteres "trancados" de fora mas com a população civil encurralada entre os tanques, os arames farpados e o muro fronteiriço com o Egito. E quando terminou de destruir e matar à vontade, o que fez?
Contou a verdade.
Anunciou, de cara lavada, que o tal soldado, que o Hamas garantia não ter capturado, tinha mesmo morrido "em campo de batalha". E, certamente, como disse o Hamas, debaixo de uma bomba dos F16, como os resistentes que os atacaram.
E fica por isso? Não é possível!
O pior é que ninguém (tirando os jornalistas no terreno) creditou na declaração do Hamas. A imprensa sionista inclusive disse que eles estavam escondendo "o sequestro" (é porque quando é o Hamas, não captura, sequestra) como um trunfo.
O pior é que não somos só nós jornalistas que sabemos que não dá para acreditar em nenhum comunicado de Tel Aviv, os quatro padrinhos de Binyamin Netanyahu também sabem que o sujeito os engana sem parar. E por que continuam a apoiá-lo? Por que continuam a dar-lhe corda para enforcar os palestinos? Por que não lhe dizem que bombardear à noite, famílias dormingo, é mais um crime de guerra que cometem todos os dias?

Palestinian Death toll at 11:00 GMT / Número de mortos palestinos às 11:00 GMT: 1.762.
Dentre eles: mais de 400 crianças;  209 mulheres;  74 idosos;
no mínimo pois muitos corpos estão reduzidos quase a cinzas e não dá nem para identificar sexo ou idade. Só será possível quando as famílias se reagruparem.
More than 400 children;  209 women;  74 elders.
9.212 estão gravemente feridos. Dentre eles, mais de 2.744 crianças;  1.750 mulheres;  343 idosos.
9.212 seriously injured. More than 2.744 children;  1.750 women;  343 elders.
Proporcionalmente, seria como se uma potência estrangeira bombardeasse várias cidades do Brasil durante três semanas e matasse maais de 120 mil brasileiros, deixasse mais de 330 mil em estado crítico, e que Brasília, inclusive o Palácio do Planalto, estivesse destruído; 2/3 de São Paulo; e ídem para todas as capitais; Itaipu e nossas maiores centrais não existissem mais; só sobrasse alguns poucos hospitais em todos o território nacional; ídem para as escolas e universidades; toda a infraestrutura pública brasileira estivesse destruída; milhões de prédios; 80 milhões de brasileiros tivessem perdido todos os seus pertences, estivessem desabrigados e quando as mães, seus filhos e avós sobreviventes se refugiassem em abrigos das Nações Unidas, fossem bombardeados e o invasor mentisse que bombardeou porque pensava ter visto em seus radares ultra-sofisticados um grupo de resistentes nas paragens, você saber que era mentira e ficar frustrado em saber que o mundo acreditava no seu agressor e não em você; que apoiava o agressor e não o seu povo; que armava o agressor, e a resistência que defendia você e seus compatriotas lutassem com armas artesanais e ainda assim fossem, ELES, considerados os "bandidos" e os sanguinários que nos atacam, os "mocinhos".
É isso.

Since the beginning of Israel aggression in Gaza, 36 ambulances have been partially or completely destroyed, and 102 medical staff have been injured and 19 killed.
Desde o início da Operação Protective Edge em Gaza, Israel já destruiu 36 ambulâncias; 102 para-médicos foram feridos e 19 assassinados.


Israel eavesdropped on US Secretary of State John Kerry during doomed peace talks with the Palestinians last year, German news weekly Der Spiegel reported today.
The article said the Israelis and at least one other secret service listened in on Kerry's conversations as he tried to mediate, in a development that Der Spiegel said was likely to further strain ties between Israel and the United States.
Kerry regularly spoke by telephone with high-ranking officials throughout the Middle East during the negotiations that finally collapsed earlier this year.
Spiegel, which cited "several sources among secret services", said that he used not only secure lines but also normal telephones with satellite connections which were vulnerable to tapping.
"The government in Jerusalem used this information in the negotiations on a diplomatic solution in the Middle East," it said.
Spiegel said Kerry's office and the Israeli government declined to comment on its report.
US Secretary of State has attempted to mediate during the current Israeli military offensive in Gaza and flew to Israel last week. However, he has failed to bring about a lasting truce in the 26-day confrontation that has claimed more than 1,700 lives.
A revista alemã Der Spiegel publicou  hoje que durante as "nogicações paz", Israel grampeou os telefones de John Kerry e ouviu todas as conversas que ele teve com os palestinos e com seus assessores sobre o assunto.
As fontes do Spiegel são seguras.
Kerry e Netanyahu responderam à revista alemã: No comment.
Israel e os Estados Unidos são mesmo farinha do mesmo saco até nisso. Espionam até os aliados. Neste caso, até o padrinho. O feitiço que virou contra o feiticeiro.
As negociações em questão não deram em nada, ou melhor, deram na carnificina atual.


Israel decidiu não negociar mais nenhum cessar-fogo e parar unilateralmente quando tiver destruído tudo na Faixa de Gaza. Assim, pensa, o status quo continuará o mesmo. O bloqueio, a carência, a prisão sob vigilância constante, enfim, os gazauís continuarão sofrendo do mesmo tanto e sua situação estará pior do que antes.
A vingança de Binyamin Netanyahu e Avigdor Lieberman contra a resistência é esta. E o mundo vai dizer Amém, como sempre?
A IDF está desenfreada, até com os soldados matando os civis como na Cisjordânia, a "tiro ao alvo", porque espera safar-se deste como safou-se dos outros massacres e está com pressa porque teme que a Cisjordânia fique incontrolável (as passeatas em Ramallah, Jenin, Nablus, Belém, estão aumentando e sendo reprimidas com violência) e que os palestinos engrenem uma Terceira Intifada. Se tem uma palavra que faz os governos israelenses e a população tremer é este: Intifada. Que significa revolta, em árabe.
A punição exemplar a Israel, além de ser levado à Háguia por crime contra a humanidade e a Genebra por crime de guerra, seria obrigá-lo a pagar os prejuízos materiais - pois os humanos não há dinheiro que amenize o sofrimento da perda de um ente querido e de acompanhar a luta de uma criança condenada a viver sem um ou dois membros e traumatizada à enésima potência do soldado que cometeu as atrocidades da qual foi vítima inocente.
Na semana que está terminando, várias personalidades políticas, artistas e até o ex-jogador de futebol e ativista Eric Cantona manifestaram sua revolta com a passividade e cumplicidade dos governantes europeus com a Casa Branca e com o governo de extrema-direita de Israel. Denunciaram em voz alta o drama da ocupação e da carnificina que Israel está protagonizando na Faixa de Gaza.
Desta vez, após 2008/2009 e 2012, sinto que a opinião pública está se deixando enganar menos, apesar do controle da grande mídia e do filtro que esta faz no ocidente inteiro em favor de Israel.
E não é porque o horror é maior. Não. A Operação Cast Lead, que abordarei neste blog na história do conflito Israel vs Palestina, foi assombradora. O número de crianças mortas foi impressionante, o número de crianças com a vida destruída, imenso, e 75 mil crianças ficaram dependentes de tratamento psico-social. As mulheres, estóicas, como sempre, caladas em seu sofrimento porque é delas que depende uma suposta normalidade familiar impossível na circunstância de prisioneiros em que vivem, mas tentam.
Durante a Operação Cast Lead, Israel celou a Faixa e os jornalistas só puderam entrar para constatar o caos, estupefatos. Mas a informação chegou tarde e foi logo esquecida, pois o fato estava consumado. Embora a carnificina tenha durado tanto quanto esta está durando.
A Operação de 2012,  Pillar of Defense, pegou os jornalistas desprevenidos e "só" durou uma semana. Os estrangeiros viram a barbaridade em conta gotas e ninuém se lembra mais disso.
A diferença com esta Operação Protective Edge é que ela já vai para três semanas, os corpos estão se amontoando de maneira indecente, já tem nove funcionários das Nações Unidas mortos, e o mais importante, os correspondentes já estavam na Cisjordânia e foram logo para Gaza. Seguiram a demência desde os primeiros momentos.


O problema com Israel é que, como não canso de repetir, não dá para acreditar em nenhuma informação oficial e em nenhuma informação que não chegue com prova concreta. Porque mentem, mentem, com a cara mais lavada do mundo. Este foi e é o Modus Operandis deles.
Por que?
Porque mesmo que se prove o contrário, o que sempre é provado, nós jornalistas somos obrigados a transmitir a declaração oficial, a contragosto e sabendo que não é verdade, e os chefes que decidem o que é ou não publicado e o que sai ou não na tela, transmitem a informação para o público com a veemência da estratégia de desinformação de Israel.
Depois quando a verdade vem à tona, em duas horas, um dia, uma semana, um mês ou um ano, às vezes ela é comunicada em segundo plano ou às vezes a mídia nem se dá ao trabalho de retificar a falsa informação. Portanto, no final das contas, no jogo da mídia e da propaganda, Israel sempre sai ganhando.
Meus colegas idôneos que trabalham em TV sofrem quando transmitem as mentiras de Israel: "É culpa do Hamas"; "Foi o Hamas que rompeu o cessar-fogo"; "bombardeamos o hospital, o abrigo da ONU porque tinha armas do Hamas escondidas"; "matamos crianças com dor no coração, mas é culpa do Hamas que usa os civis como escudo". E assim por diante. Eles fazem tudo para deixar claro que viram bem que a declaração de Israel não procede e é mentirosa, mas na maioria das vezes os editores cortam ou o âncora fala por cima da voz deles. É uma luta constante contra a propaganda israelo-estadunidense.


A diferença que vejo na Operação Protective Edge é que há mortos todos os dias e muitas crianças. Ainda mais do que em 2009, e elas são vistas na tela diariamente. E o público vê os repórteres (não sei no Brasil) de colete à prova de balas e de capacete, que é como se trabalha, com proteção porque onze jornalistas já foram mortos e os snipers israelenses não hesitam em atirar em repórter. Não se fala nestes colegas assassinados porque não são de nenhum jornal conhecido e são todos palestinos, que vão buscar notícias para nós, pra você, no terreno.
E desta vez, o mundo inteiro está enojado com a IDF, com Israel, e espero com que com Londres, Paris e Washington.
Eu nunca entendi como os ocidentais - apesar de Israel ser nítida e indiscutivelmente criminoso, não apenas porque aterroriza e mata os palestinos a seu gosto como também porque infringe as leis internacionais - continuam condescendentes com Tel Aviv, incompreensivelmente.
Quando digo ocidentais, digo as pessoas normais e não apenas os dirigentes. Um colega acha que é porque os israelenses são mais parecidos conosco e a identificação é mais fácil.
Isto pode ser válido para os europeus, mas não para nós latino-americanos.
O Brasil tem milhões de descendentes de sírios, de libaneses, que são etnicamente semelhantes aos palestinos e que são brasileiros a cem por certo como você e eu. E além disso, seria mais natural nos identificarmos com os palestinos cuja cultura árabe é mais hospitaleira, como a nossa, e também porque há muitos cristãos. Mas, não. Por quê? É um enigma. Só posso atribuir à eficiência da propaganda israelense e à força dos lobbies que servem a causa amoral da ocupação e os horrores ques esta protagoniza.
Lembro que na Segunda Intifada, o New York Times, que é totalmente controlado pelo lobby sionista, aumentava inescrupulosamente de 125% o número de mortos israelenses nos atentados suicidas e diminuia sistematicamente o número de palestinos assassinados a 18%. Um absurdo. Imagino que os nossos jornais copiassem estes dados falsificados como se fossem verdade, já que veneram o NYT.
A mesma coisa aconteceu com os Acordos de Campo David patrocinados por Bill Clinton entre Ehud Barak e Yasser Arafat, quando o dirigente palestino foi tão pressionado pelos EUA para dar a Palestina para Israel de mãos beijadas que retirou-se deixando os dois cúmplices falando sozinhos. Um jornalista do NYT escreveu um artigo totalmente errado baseado no comunicado de imprensa israelense, ganhou o Pullitzer (!) e quando a verdade veio à tona, ninguém nunca questionou a má-fé do sujeito. E ele guardou o prêmio que não merecia e arbora o título. E o pior é que todos os jornais ocidentais, inclusive do Brasil, relataram o fato a partir do relato dele.
Isto é só um exemplo. Mas há inúmeros.
Respondendo a perguntas que me fazem por email: "Em quem confiar?" Nos Estados Unidos, o Washington Post é o único jornal importante que resiste como pode, embora dê umas resvaladas. Os demais são vassalos da AIPAC e de Tel Aviv. E na telinha, os únicos canais fiáveis são Democracy Now e a RT Network, sobretudo Cross Talks e o programa da Abby Martin.
Na Inglaterra, o Guardian tenta ser imparcial e os londonianos foram à rua manifestar (liderados por Ken Loach, Peter Gabriel e outros intelectuais e artistas humanistas) contra a parcialidade da BBC  em favor de Israel (a pedido dos próprios jornalistas que não suportam mais a interferência na redação). O único canal de televisão fiável é o Channel 4, e sobretudo, o programa de Jon Snow com Jonathan Miller, no terreno.
Na França é uma catástrofe. A única mídia fiável é Mediapart que vive apenas de assinantes e sua redação prima por poder exercer seus valores morais.
E assim por diante. No Brasil não sei em quem confiar. Talvez no jornal da TV Cultura, apesar das imagens e das informações virem da BBC, que por incrível que pareça, "por paridade", tem um repórter em Gaza e outro em uma cidade israelense qualquer protegida pelo Iron Dome para falar sobre cada foguetinho do Hamas que ele vê no céu e do "sobressalto" em que vivem os "coitados dos isrelenses"...


Não há como tratar do mesmo jeito um conflito tão desproporcional como este. Não há mesmo.
As Brigadas al-Qassam, a ala militar do Hamas fabrica seus foguetes artesanalmente e os lança de plataformas obsoletas. A al Qassam se defende dos soldados israelenses com dificuldade por túneis cavados durante meses e no qual se esgueiram até o inimigo. A al Qassam combate os soldados israelenses com fusis que estão longe de rivalizar com os da IDF. As Brigadas al-Qassam mataram três civis; mais por acaso do que por vontade.
Pois bem, como tratar com equidade o que é tão díspare?
Não são as Brigadas al-Qassam que avisam que vão bombardear jogando uma bomba menor 3 minutos antes de voltar bombardeando moradias com as famílias dentro, meninos brincando na praia, escolas, hospitais, templos religiosos, universidade, abrigos das Nações Unidas; enfim, não é o Hamas que mata indiscriminadamente mulheres e crianças, que destrói toda a infra-estrutura pública que serve 1.8 milhão de pessoas, só para maltratar, espezinhar, causar o máximo de prejuízo material, moral e humano.
Portanto, como ser imparcial quando o agressor é criminoso de guerra?
Durante a Segunda Guerra, os jornais que foram "imparciais" colaboraram com o nazismo e suas atrocidades. Imparcialidade, em casos extremos como estes, é covardia e no mínimo, cumplicidade com a potência bárbara.
É isso que nós jornalistas entendemos. Não queremos ser cúmplices como foram nossos colegas durante os campos de concentração e as barbaridades nazistas. Tentamos passar para o público (apesar dos filtros da hierarquia) este sentimento porque não aguentamos mais. Basta!
A desproporção dos meios da IDF (que já "listei" em blog precedente) e das Brigadas al-Qassam é enormíssima. A arrogância do agressor é nojenta. O desprezo do agressor pelo agredido e por todos os não israelenses é flagrante e crescente. E o bloqueio de Gaza e a ocupação da Palestina é a maior injustiça do mundo contemporâneo.
É verdade que o Hamas nem sempre age com a ética que gostaríamos, mas o comportamento do Hamas é incomparável com o dos governantes de Israel. Sem contar que não há como comparar o invasor e o resistente.
Quem faz isso tenta amenizar o crime da ocupação e o sofrimento dos palestinos.
O desprezo de Binyamin Netanyahu é tão grande e doentio, que ele chegou a dizer: "What other people but the Plestinians would be expected to endure that?" "Que povo sem ser o palestino suportaria isso?"
"Isso", "that", é a ocupação, é a humilhação, é o roubo de terra, é a limpeza étnica - à qual os judeus também foram obrigados a submeter-se na Segunda Guerra porque Hitler era bem mais potente; a história se repete e Netanyahu e seus cúmplices nem se dão conta?
Equalizar os dois lados é ser cúmplice da expansão sionista, da desapropriação dos palestinos dos direitos básicos dos quais os israelenses e nós dispomos.
Como todo mundo, sou culpada de chamar o que acontece lá de "conflito". Uso a palavra porque não existe no vocabulário de nenhuma lingua que conheço uma outra adequada à situação absurda da Palestina.
Contudo, o que acontece na região desde 1948, e que agravou-se em 1967, não é conflito. É outra coisa sem nome; nada a ver com o que já existiu e existe. Ter-se-á de inventar uma palavra que exprima esta abominação que Israel criou.
Não há comparação possível entre ocupante e ocupado. Agressor e agredido. Algoz e vítima.
A resistência é um direito e uma obrigação.
O Hamas tem seus defeitos, porém, luta contra Israel e a maior potência bélica do planeta, os Estados Unidos. Apesar dos deslizes, merece respeito.
Nós, cidadãos do mundo, temos o direito de julgar, acabar com o paradigma de paz! no "conflito" e gritar o que esta situação inexprimível exige: Justiça!
O jornalista "imparcial" em um caso extemo destes é cúmplice. Sabemos muito bem que não são os palestinos que são responsáveis pela violência e sim os israelenses. E esta violência vem do desejo que os israelenses explicitam, sem vergonha, de ter um Estado de religião judia exclusiva em toda a Palestina. Se os israelenses quisessem viver em paz e dormir tranquilos, era só aceitar o Estado palestino e aprender a respeitar e conviver com os vizinhos.
Enfim, a raiz do mal é o sionismo e o discurso obtuso de Israel que todo judeu tem direito adquirido de viver na Palestina, e que os donos da terra têm de ser expulsos. Para onde, já que a Palestina é a terra deles há mais de, no mínimo, 7 mil anos? (com um interregno de 800 anos em que os israelitas se apossaram da região).
Trocando em miúdos, o problema não é a intransigência palestina de querer pelo menos um terço das terras de seus antepassados. O cerne do problema é o sionismo, que "justifica" aberrações humanas inadmissíveis.
Os 2 Estados independentes, lives e soberanos é a única solução decente.

Milhares protestaram em Sydney ontem
Thousands protested in Sydney yesterday

Call for the Major Demonstration against Israel in London, in August 09
Chamada para a próxima passeata em Londres no dia 09 de agosto 

Facebook event | Twitter hastag: #Gaza9
  • Get organised. Transport must be organised now from every corner of the country, bringing everyone to London who is outraged by Israel's barbaric onslaught.
  • Spread the word. Everyone must now mobilise wherever they are in Britain, spread the word as widely as they can - among family, friends, in their workplaces, colleges, community.
  • No excuses. Over the past three weeks, London has held the biggest demonstrations for Gaza in the world, twice mobilising over 50,000 protesters. But on Saturday 9 August we need to fill the streets of London with a huge outcry at the carnage being perpetrated by Israel, with the support of David Cameron and his government.
  • Reasons why. 25 days of the world's fifth most powerful military force bombarding an area no bigger than the Isle of Wight has killed 1,600 Palestinians and injured 9000 more. No one and nothing is safe from Israel's war crimes: 80% of the dead are civilians, over 300 of them children -- women, the disabled, the elderly, the infirm, all slaughtered by Israel's indiscriminate bombing with missiles and shells.
  • More reasons why. Hospitals, schools, power stations, sewage works -- Gaza's infrastructure is being turned to rubble. Israel has declared more than half of Gaza a no-go area, effectively announcing it will make Gaza a free-fire zone, when it knows full well there is nowhere for its people to move that is safe, with the borders sealed by Israel and Egypt's inhumane siege.
  • Gaza needs you. On Saturday 9 August, there will be demonstrations in cities and towns across the world. We will be there to say Israel's crimes against humanity must stop. And we will be there in our solidarity with the people of Gaza, who need to know they are not alone.

Reservista da IDF, forças israelenses de ocupação,

Shovrim Shtika - Breaking the Silence 
Gaza: Burning the consciousness
"In November 2012, Israel launched a military operation in the Gaza Strip called "Amud Anan", the literal English translation of which is, "Pillar of Clouds". Though, the official name in English was deemed, “Pillar of Defence”.
A few days ago we launched another operation named, "Mighty Cliff”, which is officially called, "Protective Edge".
Both chosen titles are highly defensive in their essence.
When I hear the names given to military operations in Gaza - especially the versions chosen for an international audience - I am reminded of my military service as a combatant in the Israeli army, whose full name (both in Hebrew and English) is: the “Israel Defence Forces” (IDF).
These days, I am reminded of the gap I discovered during my military service between the ethos represented by the name of the IDF, and the actual military operations that we carried out in the West Bank.
Officially, the task before us was defensive. We performed "preventative" operations, such as prevention of terrorism. But my friends and I learned that “prevention” was nothing but a code name for a bunch of actions, many of which were offensive operations in any case. Bogui Ya'alon, then chief of staff and today the defence minister, called on us to "burn the Palestinian consciousness".
In the spirit of this call, we were sent to intimidate and punish an entire civilian community systematically. This was grounded in the assumption that its members would refrain from revolting if they were hurt, oppressed and scared enough. Frightened consciousness is, in other words, "burned consciousness”.
In order to "thwart", my friends and I learned to look at every Palestinian as an enemy and, as such, a legitimate target for attack. When we went on operations in order to “demonstrate our presence”, our objective was to frighten and confuse the civilian population in order to make them understand that they are always under our control.
We achieved this objective through patrols on city streets and through entering homes randomly, at all hours of the day and night. No actual intelligence information guided us during these operations.
Other times, we “prevented” terror through the collective punishment of innocent Palestinians. Such was the operation to which we were sent after a Palestinian murdered a little girl from the Adora settlement.
A few hours after the murder, we laid siege to the village of Tufach near the settlement of Adora. For an entire day we entered, one after the other, every single house in the village. We raided the houses and sent all the men in the village for questioning at the local school, which became our interrogation facility.
We did not find anything, but looking back, that was not the objective. Through mass arrests and invasion of the houses, we sowed fear and "punished” the community of Adora. The logic that guided us was that if we punish everyone now, they will be afraid to do something in the future.
The rocket fire from Gaza on Israeli civilians inside Israel is a terrible deed, which has no justification and should not be justified. It threatens the lives of men, women, and children in the entire country, and has even injured several citizens.
But the shooting of rockets does not turn all of the residents of Gaza into legitimate targets for mass destruction, just as the murder of the child should not have turned all of the residents of Tufach into legitimate targets for arrest and indiscriminate searches.
Hundreds of Palestinians have been killed thus far as a result of the Israeli attacks, most of them civilians. The UN reports that at least 342 houses have been destroyed.
On the first day of the operation, the attack on the Kwara family’s home (one of whose sons is a Hamas activist) killed eight family members who were in the house - six of whom were children.
In the name of defence, these days we are even attacking the civilian population under Israeli control throughout the year.
Even after the disengagement in 2005, we still control the airspace and territorial waters of Gaza, buffer zones inside the Gaza strip, and the movement of people and goods to and from Gaza - almost completely. Gaza's population registry is controlled by Israel, and in order to obtain an ID card at the age of 16, Israel’s approval is required.
This is just the tip of the iceberg, of course.
One of the characteristics of such control is seen in periodic military operations, causing terrible damage not only to the para-military infrastructure, but also to civilians, men, women and children that live in Gaza.
This reality was not forced upon us. It is the product of choices made by our leadership every day, to maintain control over the Palestinian territories and the population that resides there. I know the consequences of this choice well, because as a soldier and commander I took part in its implementation.
I learned that the preservation of such control requires the constant exercise of force. I learned that is impossible to forcefully enforce a foreign government’s rule on a population of millions of people for decades, ethically.
Designating the repeated attacks on Gaza with defensive names will not change the nature of the operations.
Significant change will come only on the day the occupation ends. In truth, it is difficult to know whether the threat to southern Israeli towns and communities will cease if the occupation ends.
Though we do know that the occupation has not ceased thus far, and if nothing changes, we are all condemned to undergo another bloody operation, similar to the current one, in a year or two.
Semantics will not change this reality, in which Israel is not only defending itself but also attacking - not only during these difficult days, but every day.
Instead of trying to explain and justify it, we must act to change it. These are the days when we have to say: it's time to end the occupation".
Yehuda Shaulserved as an infantry combat soldier and commander in the IDF, and is a founding member of Breaking the Silence, an Israeli NGO

Jon Snow "aperta" o "grande enganador": porta-voz israelense Mark Regev
Jon Snow (Channel 4) "grills" the great deceiver: Israeli spokesperson Mark Regev
English sous-titré en français