domingo, 7 de julho de 2013

Golpe militar no Egito



Oitocentos e oitenta e sete dias após os jovens egípcios tomarem a praça Tahrir no Cairo para exigir o fim da ditadura de Hosni Mubarak, a volta dos militares aos quartéis e melhores condições de vida, o Exército deu um Golpe de Estado.
Que agrade ou não, o que acontecu no Egito foi um Golpe militar, embora os Estados Unidos - que negam participação, mas demonstram apoio velado por vias diplomáticas - resistam a usar o termo exato. Os militares saíram do fundinho dos bastidores a que haviam sido confinados e falaram firme e grosso: Ordem ou nada!
Eu não tinha nenhuma simpatia por Morsi e desde o começo do governo critiquei sua guinada para o autoritarismo e o excesso de poder conferido à Irmandade Muçulmana. 
Porém, como acho que a democracia ainda é o melhor sistema inventado, talvez tivesse sido melhor para o Egito que o povo praticasse a democracia pela qual lutou e esperasse que o mau mandato errado acabasse. A prática da democracia é um aprendizado. Por pior que Morsi tenha sido, o Golpe transmitiu uma mensagem  tão ruim quanto sua traição aos ideais democráticos dos revolucionários.
A base da democracia é o poder das urnas, da escolha da maioria. Se cada vez que os egípcios - ou um segmento da população de qualquer país recém-democratizado - não estiverem satisfeitos com a gestão do presidente eleito os militares derem um Golpe de Estado, o país está condenado à desordem do curto prazo. 
Para mim, um mal não pode absolutamente ser combatido com um mal maior ou igual.
E um Golpe de Estado é sempre um Golpe de Estado. É anti-democrático. É sempre melhor deixar as urnas falarem.
Aconteceu com Morsi e pode acontecer com qualquer outro civil que for escolhido - mal ou bem - pelo povo. Foi esta a mensagem clara que se lia no Cairo.  
E após a informações divulgadas pelo Investigative Reporting Program da Universidade de Berkely, na Califórnia, confirma-se as suspeitas de que nenhum governo se manterá sem o consentimento de Washington.     


O filme do Golpe seguiu um roteiro banal. 
Desde a queda de Mubarak que Mohamed Morsi - quinto presidente eleito no Egito desde a queda da monarquia há seis décadas - vem decepcionando o povo que há dois anos disse Basta! e clamou por uma liberdade que no governo Morsi só vislumbraram, sem conseguir desfrutar de verdade.   

Seu ano de governo foi marcado por decretos controvertidos, instabilidade econômica e política, e cerceamento paulatino dos poderes judiciários e dos movimentos sociais.
Cinquenta pessoas foram mortas nos protestos em janeiro de 2013 e no dia 30 de junho milhões de egípcios foram às ruas "comemorar" o aniversário da posse de Morsi exigindo que se demitisse.
A resposta do Presidente foi dada em um discurso desafiador e incompreensível.
Sem pé nem cabeça, mesmo. Mas ficou claro que ele rejeitava as demandas democráticas.
As imensas passeatas continuaram, o país ficou parado, os generais se chatearam e voltaram ao palco.
Deram a Morsi 48h para que fizesse as malas, Morsi rejeitou o ultimatum e na noite do dia 3 de julho o  Palácio foi ocupado por oficiais do Exército que o tiraram de lá a fim de "restabelecer estabilidade". 
O golpe aconteceu, a Irmandade Muçulmana - que é a base político-religiosa do presidente deposto - foi às ruas e os mortos e feridos se contam aos montes. 
A tendência é que, com a força bélica que dispõem, os militares levem a ordem de volta às cidades, sobretudo ao Cairo, mais cedo ou mais tarde. 
Mas por enquanto, a desordem reina tanto nas cidades quanto no meio dos oponentes a Morsi. A oposição está mais dividida do que nunca. Pois a briga para o poder começa agora.  
Está muito cedo para fazer previsões porque o Cairo está de cabeça para o ar. Literalmente. E os conchavos militaro-político-econômicos estão ocupando todo espaço. Por enquanto, o futuro é incerto. O que é certo é que qualquer que seja o civil que ocupar a presidência, os generais estarão presentes e alertas. 


É mais do que provável que nenhum civil ficará dando as cartas junto com os militares. Por enquanto, posso falar sobre as razões políticas para o Egito ter chegado à situação atual. Primeiro, a Irmandade Muçulmana e sua ala política, The Justice and Freedom Party, escolheu governar sozinha sem pedir apoio dos demais segmentos políticos e sociais.   

Mohamed Morsi fez vários cálculos políticos errados, inclusive sua extensão de poder através de uma pseudo-expansão constitucional que provocou animosidade da Corte Suprema.
Entre a maioria absoluta da Irmandade Muçulmana no governo e os poderes presidenciais aumentados, não sobrou espaço para atender às expectativas dos protagonistas sociais da revolução de 2011. 
Os grupos sociais que fizeram a revolução acabaram sendo marginalizados, assim como os segmentos laicos, liberais, de esquerda, os jovens e as mulheres.
Morsi fez umas tentativas acanhadas para dialogar com as coalisões progressistas, mas a desconfiança era mútua e o Presidente acabou alienando sistematicamente o apoio dessas correntes socio-políticas graças às quais houvera eleiç5es e ele fora eleito. 
E para completar, Morsi não conseguiu administrar direito os antigos centros de poder nem os interesses econômicos. Em vez de cooptar os setores empresariais e financeiros que estavam associados a Mubarak por razões pragmáticas, ele os afastou e prejudicou, provocando falências e desemprego.


No futuro incerto é certo que os generais vão usar o crédito da "ordem", da demonstração que são os guardiães da nação - como fizeram no fim da era Mubarak - para doravante representarem um papel mais importante. 
E a re-militarização será fácil já que as estruturas nunca foram desmanteladas. Porém, o ditador "terá" de prender muita gente e derramar muito sangue nas masmorras do regime e nas ruas das cidades principais.  
Acho difícil a maioria dos egípcios aceitar o retorno de uma ditadura. Mas a chamada "comunidade internacional", ou seja, os Estados Unidos e seus aliados que já evitam usar a palavra "golpe" para definir o golpe de estado egípcio, vão acolher bem esta volta ao status quo da época de Mubarack. O general Sissi jamais teria agido sozinho. Seu ato anti-constitucional deve ter partido dos credores, dos financiadores e dos Estados Unidos. Se não arquitetado, pelo menos abençoado e incitado.

Quanto à Irmandade Muçulmana, duvido que concorde em abrir mão do poder que adquiriu com Morsi com facilidade. Tentar descartá-la seria um erro grave. Se (o que duvido) o poder voltar para as mãos de um civil, será preciso cooptá-la dando-lhe um papel de segundo plano. 
Qualquer que seja o governo transitório, terá de integrar a Irmandade Muçulmana no processo decisório. Caso contrário, assistir-se-á a um banho de sangue a conta gotas ou em enxurrada.
A oposição que apoiava o regime antigo está mexendo os pauzinhos junto com os militares. Mas é pouco provável que consiga recuperar o poder a médio prazo.
Por outro lado, até o príncipe Osman Rifaat Ibrahim, herdeiro do trono do Egito e em exílio desde a Revolução dos Oficiais Livres, que pôr fim à monarquia no Egito em 1952, prontificou-se a retornar ao país.
Sua proposta é a restituição de um regime como o da Espanha, em que ele representaria o papel que o rei Juan Carlos representa na democracia parlamentarista espanhola.
O príncipe tinha dois anos quando a família real foi expulsa do país. Seu pai, o príncipe Amr Ibrahim, foi considerado persona non grata por representar "ameaça à nova ordem". O monarca fora comandante da Polícia Especial durante a Segunda Guerra Mundial e gozava de certa popularidade em alguns círculos cosmopolitas e intelectuais. Sonhar não custa nada.
Os da velha-guarda monárquica ainda lembram com nostalgia do Egito monárquico. Aquele descrito no famoso livro "O Edifício Yacoubian"  do escritor Alaa Al Aswany. No livro tem uma frase reveladora do tipo de saudosismo desta classe "culta": "Era uma era diferente. Cairo era como a Europa. Era limpa, inteligente, as pessoas eram bem educadas e respeitáveis e todos conheciam o seu lugar..."

Os que saíram por cima a curto prazo  
Abdel-Fattah al-Sissi : Ministro da Defesa e comandante das Forças Armadas, formou-se em Academias militares dos Estados Unidos e da Inglaterra.
Nomeado por Morsi em agosto do ano passado, é religoso e conservador, mas acima de tudo, um militar da pesada.
Tem 58 anos e foi o oficial mais jovem do Supremo Conselho das Forças Armadas que governou o Egito após a queda de Mubarak.
Em fevereiro de 2011 ele foi o chefe de Inteligência Militar e Adido Militar do Egito na Arábia Saudita. Portanto, próximo dos EUA.
O lema dele é ordem a qualquer preço. Vai ficar com o Ministério da Defesa, com certeza, e para mexer os pauzinhos no próximo governo. Se não se transformar em ditador em poucos dias, semanas ou meses. Aposto que isto vai acontecer.

Adly Mansour: Presidente interino desde o dia 1° de julho, é um advogado de 68 anos. Foi um juiz obscuro do Supremo Tribunal da Corte Constitucional. Participou da redação das leis eleitorais que levaram Morsi ao poder. É um homem discreto cujas simpatias políticas são um enigma. On the record. Sua função atual é pro-forma e seu poder limita-se a re-escrever as leis eleitorais. Quando passar esta fase transitória é bem provável que ele desapareça como apareceu.

Mohamed El Baradei: Advogado, diplomata, Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho na direção da Comissão Nuclear da ONU, é uma figura eminente no Egito. Porém, falta-lhe base eleitoral, embora dirija o Constitution party and the National Salvation Front. Ele foi avisado do Golpe e estava do lado do general Sisi quando este anunciou que Morse fora deposto. Espera-se que ele represente um papel de liderança nem ISIe presenteprestou-se ao papel de  Joined Sisi for announcement that Morsi had been deposed, o governo apoiado pelo Exército.
Mansour o convidou para Primeiro-Ministro, mas seu nome foi logo vetado pelo Partido Religioso Nour.
Mas como ele apoiou o Golpe desde o início, é certo que terá de imediato um cargo importante. Quem sabe a pasta das Relações Exteriores. Isto se Baradei não se der conta que está no caminho errado e saltar do barco furado antes que acabe preso por desacato aos golpistas militares.

Hazem el-Beblawi, economista liberal com reputação de tecnocrata e uma história de crítico dos regimes anteriores. Foi professor de Economia em várias universidade, trabalhou nas Nações Unidas e no Banco Árabe de Desenvolvimento.
Opôs-se à política econômica de Hosni Mubarak abertamente em um debate em 2009. Denunciando inclusive a corrupção administrativa e a incapacidade do governo de desenvolver a base industrial egípcia.
Há pouco tempo em uma entrevista ao Daily News Egypt descreveu a política econômica de Morsi um fracasso: "The least that can be said is that it has not been exactly succesfull, and it lacked clarity. Morsi did not present a clear program. He delivered the same speeches that all politians make about accomplishments achievements and attracted foreign investments."
Muitos democratas egípcios confiam que sua teoria liberal produza soluções concretas para os problemas que ele critica. Com ele nas rédeas, é o mergulho do Egito no neoliberalismo. E no bolso dos Estados Unidos.

Ahmed Shafiq: Ex-Primeiro Ministro de Mubarak e ex-comandante da Força Aérea, é visto como um candidato do antigo regime. Nas últimas eleições, Morsi o derrotou por uma margem pequena. Foi acusado de corrupção - acusação que nega e considera política - e está exilado nos Emirados Árabes. A Irmandade Muçulmana o acusa também de conspirar contra o "deep state" do Egito para derrubar Morsi. Seu retorno é a maior especulação no Cairo nestes dias.
Ele conta com o apoio dos "Muabarakistas".


Cronologia dos principais eventos da curta "era" Morsi

July 01 2012, Mohammed Morsi, the first democratically elected president of Egypt, has been sworn in by the country's highest court, succeeding Hosni Mubarak who was toppled 16 months ago. 
Morsi became Egypt's fifth head of state since the overthrow of the monarchy in 1952.
Jul 08, Morsi has defied Egypt's top court and its powerful military council by ordering the country's dissolved parliament back to work. 
The decree that Morsi issued stated that he decided to restore the elected People's Assembly, which was voted into office over three months beginning in November, and reconvene it in session to begin issuing legislation again.
Jul 10, The US secretary of state Hillary Clinton met with President Morsi and declared their support for "ful transition" in Egypt.
The meeting concentrated on the domestic political deadlock and economic development. Clinton pledged hundreds of millions of dollars in debt relief, private investment and job creation funds - money the US administration had earlier promised. The top American diplomat said her country's "shared strategic interests far outnumber our differences" with Egypt.
On the same day, Egypt's Supreme Constitutional Court rebuked Morsi's decree, meeting in a special session to assert that he has no right to reconvene parliament after the court ordered it to dissolve on June. As a reaction, thousands of Egyptians gathered in Tahrir Square for a rally in support of newly-elected president.

August 02, Morsi swore in new cabinet and the Prime Minister Hesham Qandil urged Egyptians to rally behing the government.
Morsi retained military chief Field Marshal Hussein Tantawi as defence minister while giving the Muslim Brotherhood and its allies several portfolios.
The cabinet reflected the precarious balance of power between the president, a former member of the Muslim Brotherhood, and the military, which retains broad powers after transferring control to Morsi.
Aug 13, there's an Army shake up.
Morsi orders the powerful head of the army and defence minister, Field Marshal Hussein Tantawi, and several senior generals into retirement and canceled constitutional amendments issued by the military restricting presidential powers. This move welcomed by thousands who gathered in Tahrir Square.
Aug 19, the presidential state-media announced that Morsi will visit Iran after his first foreign trip to China, to attend the Non-Aligned Movement meetings on August 30. MENA said Morsi's visit would be the first such visit by an Egyptian head of state to Tehran since the Iranian revolution of 1979. At his visit on August 30, he criticised Syria saying it is an "ethical duty" to support the Syrian people against the "oppressive regime" in Damascus.

September 03, Egypt state TV lifted ban on veiled presenters.
Fatma Nabil became the first woman in half a century to present the news to the nation while wearing a hijab. The ban on female news readers wearing the Islamic veil had long been criticised by liberals and human rights activists as an infringement on personal freedoms - particularly in a country where the vast majority of adult women cover their heads.
Sep 09, Egyptian army announced coordination with Israel in security sweep that began in August after 16 soldiers were killed in Sinai.
Egyptian army colonel Ahmed Mohamed Mohamed Ali told a news conference in Cairo on September 8 that 32 "criminal elements" were killed and 38 suspects arrested, including non-Egyptians, during the operation which began on August 7. "Egypt is coordinating with the Israeli side over the presence of Egyptian armed forces in Sinai. They know this," he said. 
The deployment of the armed forces on all the territory of Sinai is not a violation of the peace treaty between Egypt and Israel." An Israeli diplomatic source, who asked not to be identified, confirmed Ali's comments.

November 18, Supreme Administrative Court ruling allowed former members of Mubarak's National Democratic Party to run in Egypt's parliamentary election.
The National Democratic Party (NDP), the party of former president Hosni Mubarak, was officially disbanded in April, but dozens of former high-ranking members are planned to run as independents in the election. In its decision, the court argued that it could not deprive ex-NDP members of "their right to participate in political life."
Nov 22, Morsi assumed wider powers.
Morsi has issued a declaration giving himself greater powers and effectively neutralising a judicial system that had emerged as a key opponent by declaring that the courts are barred from challenging his decisions. He framed his decisions as necessary to protect the revolution that toppled Hosni Mubarak nearly two years ago and to cement the nation's transition to democratic rule.
Nov 24, Egypt judges condemned Morsi's new powers.
The Supreme Judicial Council, Egypt's highest judicial authority, has criticised President Mohamed Morsi's move to grant himself sweeping new powers that would protect his decisions from being challenged as an "unprecedented attack". Thousands of chanting protesters packed Cairo's Tahrir Square, the heart of the 2011 revolution, demanding Morsi to quit and accusing him of launching a "coup".
Nov 30, Constituent assembly approved articles of disputed new constitution, as opposition continued protests.
The assembly - boycotted by liberals and Christians - has been accused of rushing through approval of the document, which is at the centre of a political crisis pitting Mohamed Morsi, the Islamist president, against several opposition parties. Morsi called on Egyptians to vote in a December 15 referendum in a statement after the ceremony, amid mass Islamist rallies in Cairo. Al Jazeera's Sherine Tadros, reporting from Tahrir Square, said the draft was being viewed as the "Muslim Brotherhood constitution".

December 02, Constitutional Court judges ceased work after court house is blocked by President Morsi's supporters ahead of key rulling.
"[The judges] announced the suspension of the court sessions until the time when they can continue their message and rulings in cases without any psychological and material pressures," the court said in a statement. The top court had earlier announced it had postponed its ruling on the legitimacy of the constituent assembly, citing "administrative'' reasons.
Dec 05, Egyptian police have fired tear gas at opposition protesters demonstrating against President Morsi's drive to hold a snap referendum on a controversial draft charter, as the country plunged deeper into crisis. Thousands had taken to the streets waving Egyptian flags, chanting for the downfall of the president and denouncing the Muslim Brotherhood, from which Morsi emerged, for having "sold the revolution" that toppled Hosni Mubarak.
Dec 09, under pression, Morsi annuled the decree that expanded his powers.
However the referendum on a draft constitution would, still go ahead as planned on December 15, said Selim al-Awa, an official acting as spokesman of a meeting Morsi held earlier with other political leaders. "The constitutional decree is annulled from this moment," al-Awa said. The decree and the referendum were at the heart of anti-Morsi protests that have rocked Egypt in the past two weeks.
Dec 15, scheduled constitutional referendum took place amid nationwide clashes.
Voting has ended in the first round of the constitutional referendum in Egypt, with initial results indicating that supporters of the draft document have a narrow lead heading into the second round. The Muslim Brotherhood said the group's tallies showed that 56.5 per cent of voters had supported the constitution, while 43 per cent had voted 'no'.
Dec 22, on the second round of the referendum charter drafted by Islamist supporters of President Mohamed Morsi won 63.8 percent of the votes.
The final official turnout was 32.9 percent of the country's 52 million eligible voters. All decrees issued since the revolution that removed former leader Hosni Mubarak from power in February 2011 stood null and void. These included both those passed by Morsi and those passed by the country's supreme military council, which ruled over Egypt for 16 months after the revolution.

January 06 2012, Finance portfolio and interior ministry, which controls police, changed hands as part of measures to salvage economy.
Egypt's government has sworn in 10 new ministers in a reshuffle of the cabinet aimed at mapping out ways of handling the country's struggling economy. The shake-up has come as a delegation of International Monetary Fund officials prepared to meet Egyptian authorities to discuss a $4.8bn loan and painful economic restructuring.
Jan 25, Police and protesters clashed as opposition groups called for rallies to mark second anniversary of 2011 revolution.
Egyptian security forces have fired tear gas and protesters hurled stones and Molotov cocktails in a day-long demonstration, raising fears of a violent anniversary of the 2011 uprising that toppled President Hosni Mubarak. Youth activists and opposition groups have called for large rallies on the anniversary in Cairo's Tahrir Square and in front of the president palace in the Heliopolis suburb.
Jan 30, The opposition called for a broad national dialogue with Egypt's government as violence continued in Cairo.
Egypt's liberal opposition leader Mohamed ElBaradei has called for a broad national dialogue with the government, all political factions and the powerful military, aimed at stopping the country's eruption of political violence that has left more than 60 dead in the week before.

February 21, Morsi announced that Egypt would hold parliamentary elections in several stages beginning April 27.
It was announced that the election process would take place in four stages: April 27-28, May 15-16 and June 2-3 and 19-20. Meanwhile, The National Salvation Front, the main opposition bloc in Egypt, declared that it would not participate in elections, saying there must first be a law guaranteeing a free and fair vote.

Mars 07, Electoral commission canceled timetable for parliamentary elections which were set to begin on April.
The state media's report, following a court ruling threw the entire polling process into confusion. The elections committee had issued its decision to scrap the voting schedule after "the committee saw the details and reasons for the ruling by the Administrative Court".

April 06, Five Egyptians have been killed and eight more wounded in clashes between Christians and Muslims in a town near Cairo.
In one of the worst sectarian violence for months, four Christians and one Muslim were killed in El Khusus, north of Cairo, when members of both communities started shooting at each other. President Mohamed Morsi has condemned deadly clashes at the Cairo headquarters of the Coptic Christian pope as "an attack against himself", ordering a quick probe into the violence.

May 07, Egypt announced cabinet reshuffle including removal of two ministers involved in IMF loan talks.
Prime Minister, Hisham Qandil's announcement brought nine changes to his cabinet, increasing the representation of Morsi's Muslim Brotherhood in the government. These included the appointment of Amr Darrag, a senior official in the Brotherhood's Freedom and Justice Party, as planning minister.

June 24, Egypt's army chief Abdel Fattah al-Sisi delivered strongly-worded statement ahead of major anti-government protests expected to take place upcoming week.
He has warned that the army will not stand by and allow Egypt to fall into "a dark tunnel of conflict", ahead of major anti-government protests planned for the upcoming week. Sisi asserted that "there is a state of division in society, and the continuation of it is a danger to the Egyptian state. There must be consensus."
Jun 30, Egypt is gripped by anti-Morsi protests.
Hundreds of thousands of people have gathered throughout Egypt to demand the resignation of President Mohamed Morsi, with three reported deaths and buildings burned in sporadic violence. Protesters packed Tahrir Square in Cairo - the focal point of the revolution - blaming Morsi for a stagnant economy, worsening security and an ongoing lack of basic services Many waved red cards and chanted "irhal" - "leave".

July 01, Anti-Morsi protests sweep Egypt.
Around 14 million of people (12% of the 84 million Egyptians) have taken to the streets of Cairo and other cities across Egypt, demanding the resignation of President Mohamed Morsi amid sporadic violence that left several people dead.
On the same day, the Army has asked Morsi to resolve huge protests against his rule or face intervention within 48 hours, placing huge pressure on country's first democratically elected leader. 
In a statement, the army called on all groups – opposition and pro-Morsi alike – to resolve the situation. "The armed forces repeat their call for the people's demands to be met and give everyone 48 hours as a last chance."
Amid unrest, five Egyptian ministers have tendered their resignations from Mohamed Morsi's cabinet, a senior official has said, as protests against the president's rule filled the streets of cities throughout the country. Those who resigned were the tourism minister, Hisham Zaazou; communication and IT minister Atef Helmi; the minister for legal and parliamentary affairs, Hatem Bagato; water minister Abdel Qawy Khalifa; and environment minister Khaled Abdel-Aal. 
July 02, Morsi has demanded the army withdraws an ultimatum to resolve the nation's political crisis, saying that he would not be dictated to. He faced huge pressure to resign from his position, and a warning from the military that politicians must resolve the crisis or face the army's transitional "roadmap".
July 03, The Egyptian army has overthrown President Mohamed Morsi, announcing a roadmap for the country’s political future that will be implemented by a national reconciliation committee. 
According to a senior member of the Muslim Brotherhood, Morsi is being held in a military facility with top aides.
The head of Egypt's armed forces issued a declaration suspending the constitution and appointing the head of the Supreme Constitutional Court, Adly Mansour, as interim head of state.

The state of Egypt’s economy is a mess.
Unemployment is rising, passing 13 per cent earlier this year, and youth unemployment is much higher. Growth has slumped from the 5 per cent annual rate seen before the 2011 revolution.
Egypt’s GDP is expected to expand by just 2 per cent this year, nowhere near enough to create enough employment for the estimated 700,000 new job seekers who join the workforce each year. The sizeable tourist sector is suffering. And a petrol shortage, which resulted in long queues for fuel as seen last week, fed frustration among anti-Morsi demonstrators in Cairo.

Nevertheless, Morsi is not entirely responsible for this disaster.
He raised public sector wages, which helped push the annual budget deficit to 14 per cent of GDP. Foreign investment slumped after he took office in June 2012, and this year the currency has shed some 16 per cent against the US dollar.
The central bank’s currency reserves are under pressure and it has been forced to accept support from allies in Qatar, Turkey and Libya. Egypt now has barely enough foreign currency to cover three months of imports. However, Mr Morsi did expand welfare programmes for the poorest, boosted wheat production to wean the country off food imports, and explored new ways for the government to raise debt.
Now the Egyptian stock market shot up 7 per cent after Mr Morsi was deposed on Wednesday evening, implying that the financial markets think things will get better now he has gone.
The US President, Barack Obama, has refrained from calling the move by the Egyptian army a coup, which means that American aid can keep flowing to the country.
But Egypt’s prospects remain cloudy. The next administration will need to conclude long-running negotiations with the International Monetary Fund to release a $4.8bn aid package.

Um comentário:

  1. Vejo a Irmandade Muçulmana formada por oportunistas que usam da religião em benefício próprio de modo que a liberdade religiosa na Síria permitiu a ela florescer a tal ponto na década de 80 que tentaram um golpe fortemente combatido pelo Bashar pai.
    Os agentes que conspiraram contra a Síria cooptaram a IM(mal menor)para o conflito sírio em troca de poder a começar no Egito em uma eleição suspeitíssima onde o candidato nasseriano foi vetado pelos militares na ocasião provavelmente a fim de facilitar as coisas para os mais alinhados com os interesses sio-estadunidense.
    Golpe ou não o fato é que a IM perdeu a serventia ao falhar(pelo menos a continuar a dinâmica atual)na derrubada do governo sírio e antes que pudesse se tornar um mal maior a queda foi oportuna para Israel,USA e porque não dizer para o mundo em geral afinal, um Islã político ninguém merece.
    Leitura indispensável do jornalista vencedor do prêmio Pulitzer Seymour Hersh em:
    file:///C:/Users/Eduardo/Documents/documento%20WEB/Press%20TV-%20A%20origem%20do%20conflito.htm

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