domingo, 17 de março de 2013

Obama dá as caras do segundo mandato



A resposta à pergunta que a mídia internacional se fazia sobre o Novo Barack Obama, o do segundo mandato, o que mostraria realmente a cara na política internacional, chegou no início de 2013 e continuou até o mês de março.
Não foi uma resposta com medidas radicais.
Foi com dois novos "ministros" e o novo diretor da CIA que mostrou a linha securitária deste mandato.
John Kerry virou Secretary of State, como vimos na semana passada, e com seu papel no Oriente Médio, ele deve voltar a estas páginas.
Mas hoje vamos ver dois homens ligados diretamente à Defesa e à Segurança que George W. Bush transformou em cavalo de batalha e que Barack Obama continua a galopar. Com algumas nuanças, mas em certos pontos, nem tanto.
Comecemos pelo homem da foto acima. Chuck Hagel. O ex-senador Republicano que foi para o Ministério da Defesa.
Hagel na Defesa é mais significativo do que um discurso de dez páginas e promessas vagas.
Hagel na Defesa é uma caução à política dos drones de espionagem e armados.
Hagel na Defesa é também uma vingança premeditada. Um tapa na cara da AIPAC, dos demais lobbys sionistas e uma mensagem clara ao "novo" governo de Israel: Engoli seu apoio a Romney calado, mas o troco não tarda por esperar.
Como Obama é homem de conciliação, de reflexão e poucas palavras, escolheu um herói da guerra do Vietnã que detesta guerra para dar o recado: Enough is enough!
Em Israel, os liberais pacifistas acolheram a nomeação de Hagel com salva de palmas.
Os sionistas radicais, Como Binyamin Netanyahu e seus cupinchas, têm de engolir o sapo calados.


Abro parêntese eleitoral antes de continuar.
Para uma brasileira, o sistema eleitoral estadunidense é anti-democrático. Mais próximo dos biônicos dos nossos militares que do de um país que tem como símbolo uma estátua da Liberdade.
É incrível que ninguém lá, nem os cientistas políticos, questione esse sistema arcaico em que o presidente não é eleito por sufrágio universal e sim por um colegiado.
Às vezes, muitas, acho que o liberalismo e o modernismo dos gringos são mais uma fachada do que um fato.  
Eles estão sempre falando em liberdade de expressão, de culto, de ação, mas o discurso repetitivo é mais um mantra que encoberta as derrapagens.
A liberdade de expressão existe só na medida em que expresse o concenso comunitário.
Em todos os níveis.
Jornalistas são perseguidos e demitidos por não se conformarem e até Obama pisou na bola com o Matt Damon por causa de uma crítica legítima ao seu trabalho na Casa Branca.
Em 2008, o ator tinha feito campanha dedicada para o candidato democrata. Depois, desencantou-se do presidente eleito pelas mesmas razões que muitos desencantaram. Aí declarou que não estava gostando de sua performance, e o Presidente respondeu que também não gostara da performance do ator no filme de George Nolfi The Adjustment Bureau.
Uma resposta infantil como a do Fernando Henrique ao Chico Buarque em outra época, em contexto similar. Resposta que revela a fragilidade da tolerância, quando se é o alvo.
Voltando à vaca morta, até os liberais de Nova Iorque, no fundo, são conservadores na alma. Há um verniz liberal na maioria dos habitantes de Manhattan, de Brooklyn Heights, mas até esta é sujeito ao modismo.
O que todos querem por lá é mesmo continuar a mesma vidinha dos avós e dos pais e passá-las aos filhos.
Vira e mexe recorrem aos Founding Fathers para reforçar um argumento gasto ou enferrujado. É como se o mundo deles tivesse parado em 1776, quando a República foi criada.
Como se os parâmetros políticos que John Adams, Benjamin Franklin, Alexander Hamilton, John Jay, Thomas Jefferson, James Madison e George Washington definiram então fossem atemporais e imutáveis.
Como se o mundo não evoluísse e o sistema adequado a um país renascido na independência não fosse ultrapassável. 
Segundo Joseph J. Ellis, "The Founding Fathers of the U.S. emerged in the 1820s as the last survivors died out. 'The founders,' or 'the fathers,' comprised an aggregate of semi-sacred figures whose particular accomplishments and singular achievements were decidedly less important than their sheer presence as a powerful but faceless symbol of past greatness."
Neste parágrafo de seu livro The Foundig Brothers, publicado em 2000 nos EUA, o historiador premiado com um Pulitzer, além de resumir a idiossincrasia gringa em poucas palavras, deixou entender, de maneira talvez involuntária, que a decadência do país levaria seus compatriotas a recorrer cada vez mais ao mito dos Founding Fathers.
Análise que se confirma ao pé da letra.
O poder, qualquer e quão real seja, ao esvanecer-se, brutal ou paulatinamente, deixa quase sempre no ex-poderoso uma nostalgia incurável.
Conto nos dedos de uma mão as pessoas que conheço, que perderam ou renunciaram ao poder, que tenham se conformado ao novo status quo com facilidade. Estas poucas que conseguiram eram pessoas extrordinárias - na profissão que exerciam e na consciência absoluta da efemeridade.
Mas isto é uma excessão que confirma a regra do apego à notoriedade.
Voltando ao sistema eleitoral dos EUA, o mais interessante é que foi calcado nos sistemas europeus do século XVIII, sobretudo do britânico. Que de aristocrático e colonial, já evoluiu bastante, apesar da sacrossanta House of Lords. Hoje, para a direção do país, do nobre ao faxineiro, todo voto conta.
O processo estadunidense de eleição de govenadores, senadores e deputados também não é muito democrático. Deixa muito pouco espaço para o voto ideológico. Daí a dificuldade ou impossibilidade de crescimento dos partidos ecológicos que estão na moda nos países ocidentais menos lá.

Mas Barack Obama foi eleito, e embora na Câmara Federal continue sem maioria que o deixe governar direito, continua a contar com o Senado e com uma nova senadora que é peso pesado, Elizabeth Warren, que está ocupando a vaga deixada por Ted Kennedy.
Acho que ainda está em tempo de desejara Obama boa sorte.
E bom senso.
Será que é pedir demais? Bom senso é incompatível com um defeito de Obama que parece incorrigível: o do compromisso. Foi assim que venceu na política, foi assim que perdeu sua batalha econômica com os parlamentares e talvez seja assim que suas boas intenções sejam minadas e ele acabe dando com os burros n'água. (Não! Não lhe desejo nenhum mal. Espero que ganhe a parada!)
Aliás, foi por causa desta vontade de não se indispor com ninguém que passou a batata quente das armas, ou melhor, de desarmar a população estadunidense que dorme com revólver debaixo do travesseiro, a Joe Biden. Mas isto é uma questão nacional que não interessa às Relações Internacionais.
Roupa suja se lava em casa. Esta sangueira fica nas mãos dos colegas estadunidenses.

Voltando ao Obama I, um dos perigos da eleição de Romney, além da irresponsabilidade de novas guerras desnecessárias, era o do batalhão de Atos Institucionais que Obama ia deixar-lhe. Atos absolutistas que nas mãos de um líder inescrupuloso só causaria desastres.
Pois hoje em dia nos EUA, a polícia tem direito de deter um cidadão "suspeito de terrorismo" sem julgamento e por  duração indeterminada.
Das listas de pessoas assassináveis, "disposições matrizes", crescente frota de dronesveículos aéreos de combate não pilotados, ao direito de matar cidadãos estadunidenses sem processo, Obama dotou o presidente dos Estados Unidos de poderes quase absolutistas que deixam as liberdades individuais lá no tempo dos Founding Fathers.
Daí também a necessidade que Steven Spielberg sentiu de fazer o tal filme sobre Abraham Lincoln. No qual, diga-se de passagem, captou sem querer captar, a essência dos Estados Unidos. Dentro e fora. Ou seja, a do Quiet American que considera que todos os horrores são permitidos e perdoados; desde que sirvam à causa que lhes pareça válida.
No campo doméstico, as medidas de segurança nacional são exemplo que desnuda a farsa da liberdade. Um mito que Chuck Hagel cuidará de cercear ainda mais? com a política dos drones que pôs no mercado?
O presidente dos Estados Unidos é hoje juiz, júri e algoz potencial de todos os habitantes do país.
A NDAA (National Defense Authorisation Act) por exemplo, permite que o Presidente detenha qualquer concidadão sem julgamento e até sem provas - inspirada na lei similar israelense contra os palestinos.
A War on Terror que George W. Bush declarou após o ataque do Al-Qaeda em solo dos Estados Unidos em 2001, foi intensificada por Obama de maneira surpreendente, para um presidente democrata.
Os drones desarmados que já circulam no mundo inteiro (até em nossas fronteiras) para vigiar as riquezas alheias, e os drones armados, usados para torpedear sem nenhum gringo correr risco de vida, estão sendo fabricados a toque de caixa e estima-se que em 2020 a frota conte com 30.000 unidades.
Estes drones agora autorizados também em solo nacional para vigiar os próprios estadunidenses estão ajudando a apagar a tocha da Liberdade.

Enquanto os drones armados estavam sendo usados no Paquistão e no Yêmen para destruir propriedade alheia e matar estrangeiros, ninguém nos Estados Unidos se preocupava.
Mas quando se fala em usá-los em casa, aí os defensores de valores liberais se alarmam. Sobretudo após a quase eleição de um homem como Mitt Romney, passível de tomar a decisão errada.
Os "islamitas nacionais, por exemplo, estão à mercê da mesma discriminação ativa sofrida pelos japoneses durante e logo após a Segunda Guerra. De vigilância ídem.
Aliás, "graças" às novas prerrogativas policiais ganhas com a War on Terror que o Movimento Occupy Wall Street foi foi sendo contido.  O cerceamento das manifestações e passeatas foi feito com meios anti-democráticos que se usados alhures seriam criticados com lição de moral.
Em um mundo ideal, Obama começaria a pensar em revogar seus Atos Institucionais antes das próximas eleições. Sem o eleitorado latino ele jamais teria sido eleito. Mas nada garante que o potencial futuro candidato democrata, a estrela ascendente Julian Castro, receba a mesma mãozinha da população white se for o candidato do partido. E se a dona Hillary teimar em candidatar-se....
E como a tendência Republicana é que o partido continue a ser controlado pelo Tea Party, ou seja, a ala venal e fanática dos conservadores, seria bom que Obama prevenisse porque não seria nada fácil remediar.
Um país com tal arsenal militar e com a população se empobrecendo irrremediavelmente... enfim, foi assim que os alemães elegeram Adolf Hitler e fizeram vista grossa (não todos, mas a maioria) aos crimes bárbaros cometidos em suposto "interesse nacional".
Das system, O Sistema, era a propaganda política hitlerista 80 anos atrás. Para que estas palavras não virem karma, seria bom que os Estados Unidos fosse modernizado e os Atos Institucionais revocados.
A população de nenhum país do planeta é totalmente imune ao vírus do extremismo e do fascismo. O "acidente" em julho de 2011 na Noruega é prova disto. Se até no 1° Mundo, ou seja, na Escandinávia, tem extremistas, imagine o 2° Mundo e um país desigual como os EUA!


Sem transição, passo ao órgão de apoio externo à Casa Branca e ao Ministério de Defesa dos EUA. Ou seja, a CIA. Cujos atos, no final das contas, afetam o mundo todo - como o nosso Cone Sul pôde constatar na Operação Condor que patrocinou os golpes militares no Brasil, Chile, Argentina e Uruguai, com as consequências drásticas que a história recente está aí para provar a quem tem menos de 50 anos.
Só para lembrar, A Central Intelligence Agency, vulgo CIA, foi criada em 1947. No pós-guerra. Inspirada no Military Intelligence Section 6, vulgo MI6 britânico. Uma divisão do Secret Intelligence Service, vulgo SIS.
O Secret Service Bureau (SSB) de sua majestade engloba o MI6 - de Inteligência externa - e o MI5 - de Inteligência interna - e opera sob controle de um comitê nacional de Inteligência. O SSB foi criado em 1909 para controlar as operações de Inteligência no exterior. Sobretudo as atividades do governo imperial alemão. O MI6 e o MI5 se consolidaram na Primeira Guerra Mundial e representaram um papel importantíssimo para os aliados na Segunda Guerra.
Impressionados com a organização do ex-colonizador, os EUA quiseram ter a mesma coisa em casa. Um serviço de Inteligência calcado nos moldes ingleses. Inclusive com o recrutamento dos agentes em uma grande universidade. Na Inglaterra era a Universidade de Cambridge. Nos EUA seria a de Yale.
(Aliás, Robert de Niro fez um filme excelente sobre a construção da CIA, cujo trailer está abaixo)
Pois bem, o tempo passou, a CIA virou o Big Brother planetário que faz e desfaz revoluções, governos, e alimenta ditadores e mercenários nas zonas de interesse volátil dos Estados Unidos.
A CIA espiona por todo lado e seus diretores participam até de negociações externas entre governos alheios aos EUA, como é o caso do conflito Israel vs Palestina.
Uma de suas crias mais controvertidas foi John O. Brennan, que retorna ao "lar" por cima após 25 anos de serviço e quatro de "ostracismo". Ostracismo da CIA e de fachada, já que seu afastamento não impediu seu admirador recém-eleito presidente de contratá-lo como conselheiro anti-terrorismo da Casa Branca.
Obama lhe deu este cargo porque noviço no cargo de presidente e conciliador nato, não ousou então peitar a imprensa e as ONGs de Direitos Humanos que denunciavam em altos brados que Brennan havia aprovado, ou no mínimo feito vista grossa, ao uso e abuso de métodos de tortura bárbaras.
Foi então que Obama, em vez de nomeá-lo diretor da Central de Inteligência, deu-lhe um cargo ainda mais importante.

No segundo mandato, criou coragem e pôs o homem lá onde o queria há quatro anos.
Assim fechou o círculo da política dos drones.
Brennan é o arquiteto das operações "secretas" de Obama no Yêmen.
Brennan seguiu de perto a escalada dos ataques dos drones armados no Paquistão.
Brennan é o homem que ia para a televisão justificar, com discursos inacreditáveis de cinismo oportunista, a "legalidade" e a "moralidade" dos targeted killings - assassinatos comandados.        
Quer queira quer não Brennan é o homem da tortura e do assassinato puro e simples através dos drones armados.
Alguns veteranos e especialistas externos na CIA questionam a nomeação, aprovada pelo Senado, deste homem de 57 anos que era um deles, mas que consideram distanciado. Questionam como ele poderá, após anos submerso nos porãos do anti-terrorismo, levar a Agency para o cerne de sua missão - de roubar segredos de governos estrangeiros e fornecer análise em longo-prazo.
Mas fecho este capítulo com uma frase do ex-candidato republicano à presidência John MnCain. O senador republicano foi torturado quando preso durante a guerra do Vietnã e é um dos maiores oponentes ao "interrogatório coercivo" - como a tortura é referida aos ouvidos sensíveis. Declarou logo depois da nomeação do novo diretor da CIA, que estava preocupado com o papel que Brennan "played in the so-called enhanced interrogation programs while serving at the C.I.A. during the last administration, as well as his public defense of those programs.”
Mas digam o que disserem, Obama está determinado a fazer as coisas à sua maneira, neste segundo mandato. A herança que deixar vai ser o que ele é. A História julgará. Por enquanto, os drones continuarão a espionar cidadãos estadunidenses, nós e o mundo, e a bombardear quem e o quê o Quiet American julgar nocivo ao seu way of life e para a paz fictícia reinar dentro dos EUA.



Como ando em uma fase otimista, gostaria de acreditar que Barack Obama vai aproveitar esta segunda chance de fazer coisas certas.
Dentre elas, parar os tais drones que até o ano passado, só no Paquistão, mataram, sem falar nos adultos, mais de 176 crianças.
A título de comparação, dezesseis vezes o número que Ben Laden matou no ataque às Torrres Gêmeas em Nova Iorque.
Estima-se a mil e tantos civis mortos pelo mesmo dirigível letal.
A teconologia foi desenvolvida oficialmente para combater o Al-Qaeda.
As ONGs de Direitos Humanos questionam este programa militar e até alguns políticos. Estes, por causa das ramificações legais e diplomáticas do uso deste artifício letal.
Sem contar os drones preparados para uso em território nacional. Estes representam uma parte ínfima das medidas que atentam às liberdades individuais.
Não se esperava que um ex-professor de Direito autorizasse assaltos a liberdades civis e constitucionais básicas, mas Obama não se acanhou ao assinar embaixo.
Embaixo de autorizações para grampeamento de telefones, prisão indeterminada sem julgamento, punição "exemplar" de whitleblowers, convocação policial de ativistas pacifistas, confisco de computadores e celulares, repressão violenta de passeatas pacíficas e detenções em cadeia para controlar passeatas.
O ex-professor de Direito recorreu à defesa do Segredo de Estado para acobertar ações ilegais secretas, espionagem doméstica por policiais e agentes do FBI contra minorias e comunidades ativistas, chegando ao cúmulo de criminalizar o discurso político.
Se Obama quiser pode começar a redemocratização do sistema e a restauração das liberdades civis e individuais. Se não, temo que a imprensa fale cada vez mais em uníssono e o ativismo político-social, que sempre fez avançar as causas humanistas nos EUA, seja perigosamente abafado.
A outra guerra paralela à War on Terror é a War on Drugs, que também é outro fracasso que deveria ser revisado.
Obama poderia corrigir também a posição ambigua dos EUA na política ecológica internacional. Mas aí tem a estória das eleições dentro de quatro anos e os milhões das multinacionais que poluem mais.
Mas está ao seu alcance, se tiver coragem e for determinado.
Assim como está ao seu alcance parar de apoiar os regimes corruptos e autoritários nos países árabes. E Israel. Que é a causa principal da raiva dos árabes dos Estados Unidos.
Pois na verdade, a ocupação, a violência e a praga da corrupção do Mali ao Paquisão estão intimamente interligadas.
São parte de um sistema mais amplo que os Estados Unidos e a Europa ajudaram a moldar a fim de manter sua influência por lá.
A abordagem da política do Oriente Médio teria de ser feita a partir de uma agenda cujas prioridades fossem os Direitos Humanos, civis e políticos de todos os povos - homens e mulheres, xiitas e sunitas, judeus, alauitas e cristãos, árabes, amzigh, druzos, sahrawis, armênios e kurdos; todos, sem exceção. Só assim a Casa Branca conseguiria pressionar Israel, Arábia Saudita, Irã, Marrocos, a uma mudança fundamental no tratamento de seus concidadãos e fazer com que respeitem os cidadãos estrangeiros cujos territórios e vidas controlam.
Com Chuck Hagel, John Kerry e John Brennan, Barack Obama, se quisesse, poderia finalmente tratar com  Binyamin Netanyahu, Avigdor Lieberman, Ehud Barak sem complexo nenhum.
E vale lembrar que Hagel era uma das únicas vozes em Washington a defender a necessidade de negociar com o Hamas.
Mas deve ter mudado de ideia, já que Obama, nesta sua primeira viagem 2013 ao Oriente Médio, não concordou em encontrar Mahmoud Abbas com nenhum líder do Hamas e é bom provável que repita a lenga lenga conhecida do apoio a Israel e pressão sobre os palestinos para que abdiquem do mínimo.
Este posicionamento sectário só aumenta a divisão entre o Fatah e o Hamas. E só serve a política da extrema-direita sionista de dividir para reinar.
É pena que o orgulho, os preconceitos e os defeitos de Obama primem sobre sua inteligência e o bom senso.


Trailer de The Good Shepherd, de Robert de Niro. 


Pro-Palestinian campus activism is stirring debate at Harvard College as students marked the ninth annual international 'Israeli Apartheid Week'. Members of the Harvard Palestine Solidarity Committee posted more than 1,000 mock eviction notices on some dormitories, notifying residents their rooms were “scheduled for demolition in the next three days”.

The notices also provided information about the thousands of home demolitions that take place in the Occupied Palestinian Territories.
The US-based Anti-Defamation League expressed outrage over the tactic and called it "designed to silence and intimidate pro-Israel advocates at Harvard and campuses around the country". Several news sites in Israel and the US erroneuously reported that the notices targeted Jewish students on campus.


Trailer do documentário : My Neighbourhood
De Júlia Bacha e Rebekah Wingert-Jabi Bacha 
(completo no link abaixo do Guardian




Um comentário:

  1. A política externa americana vem se descaracterizando de seus interesses desde a morte de F. Kennedy em favor dos interesses dos fortes lobbys das armas e das IAPACs da vida.Obama em seu primeiro mandato sentiu o peso do lobby sionista e como não é bobo nem nada não quer deixar viúva.A minha percepção é q há um estado dentro de outro nos USA.Não espero qualquer iniciativa dura de nenhum presidente americano por melhor q seja suas intenções de colocar esses lobbys no seu devido lugar.
    Única solução:Nos países ditos democráticos a opinião pública tem um peso importante nas decisões de seus líderes e uma mobilização popular seria a única força capaz de vencê-los(a história passada e presente mostra isso),portanto enquanto a sociedade americana se sentir confortável no seu status quo nada muda.

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