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domingo, 23 de julho de 2017

Com Jerusalém não se brinca Jerusalem, the heart of the matter



AJ: More than 900 Palestinians have been injured in confrontations with Israeli forces in the last 10 days over the al-Aqsa Mosque compound, according to the Palestinian Red Crescent.


Palestinian hospitals, already overstretched, fear a large influx of injured if tensions, which erupted on July 14 after Israel closed the sensitive site in occupied East Jerusalem, continue.

They also highlighted that most of the injuries inflicted by the Israeli forces were from rubber-coated steel bullets.


International human rights groups have long condemned Israel's use of such bullets.

Binyamin Netanyahu, Trump, Macron, ainda não entenderam que com Jerusalém não se brinca.
Acho Jerusalém cheia de más energias e quando lá estou, prefiro refugiar-me no Monte das Oliveiras onde a paz reina e não se vê nem yishuv (colonos sionistas) nem soldados das forças de ocupação israelense agredindo palestinos.
Será que quando do alto do Monte Jesus olhou para a cidade e previu tantas lágrimas a serem derramadas, sabia que sionistas abastados iam promover a ocupação da Palestina a partir do século XIX e a limpeza étnica da nação inteira a partir do século XX, culminando com a capital nacional?
Como a ocupação da Palestina, o processo de judeização de Jerusalém é flagrante e chocante, para quem conheceu Jerusalém há mais de trinta anos.
Israel voltou a trancar o acesso à mesquita de Jerusalém pela terceira vez desde que ocupou militarmente a Cisjordânia há cinquenta anos. Depois de reabrir a mesquita, instalou detectores de metal para passagem obrigatória dos fiéis que iam ao culto, gerando uma revolta geral entre os palestinos e em várias partes do mundo
Por que? Para quem pega avião sem parar, o detector de metais é uma banalidade.
Porém, neste caso, como todos os que Israel cria, tem uma razão escondida, grave.
A parafernália representa uma ameaça concreta porque é um passo a mais que Tel Aviv dá na conquista total da capital palestina e na mudança do statu quo do sítio. Palestinos cristãos estão orando com seus compatriotas em solidariedade porque eles também são privados de acesso à basílica da Natividade.
As leis internacionais garantem aos muçulmanos propriedade do local e proíbem qualquer construção estrangeira sem autorização das autoridades religiosas islâmicas.
É uma questão crucial que os palestinos sempre levaram muito a sério e os cristãos sempre defenderam os direitos de seus compatriotas muçulmanos porque são da pátria inteira.
Já no início da execução do projeto sionista de tomada da Palestina, houve uma tentativa de ocupação do sítio por fundamentalistas yishuv apoiados por milícias. Gerou a revolta al Buraq, nome árabe do muro ocidental da mesquita.
No dia 15 de agosto de 1929, centenas de afiliados ao comitê do imigrante lituânio Joseph Klausner pelo muro ocidental, dentre os quais, muitos da organização Betar do movimento revisionista de Vladimir Ze’ve Jabotinsky liderados por outro lituânio, Jeremiah Halpern, marcharam em direção ao local gritando “o muro é nosso!” causando um grande alvoroço. Lá chegando, hastearam a bandeira sionista em um minarete cantando Hatikvah, um canto de guerra que virou o hino nacional de Israel.
Diz a lenda israelense que a marcha foi pacífica e só alguns elementos agiram mal. Porém, a provocação era explícita e as intenções dos yishuv que levaram biombos para separar as mulheres dos homens e cadeiras era óbvia da etapa seguinte - a construção de uma sinagoga. Anciães palestinos forçados ao êxodo durante a Nakba ainda se lembram que havia sim, muitos, armados com barra de ferro e até espingarda.
A passeata contou com a proteção da polícia britânica, mesmo assim, a faísca incendiou a frustração dos palestinos como se fosse fogo na palha. A revolta resultou em muitas perdas humanas: 133 yishuv foram mortos e 339 feridos; 110 palestinos foram mortos e 232 feridos.
A conclusão de Walter Shaw, presidente da comissão britânica de investigação do evento sangrento, entregue em 1930, atestou a causa fundamental da violência:“sem a qual os distúrbios em nossa opinião ou não teriam ocorrido, ou teriam sido pouco mais do que uma rebelião local, é o sentimento dos árabes [palestinos] de animosidade e hostilidade em relação aos judeus [sionistas] devidas à decepção de suas aspirações políticas e nacionais e o temor por seu futuro econômico" e "os árabes [palestinos] temem os imigrantes judeus [sionistas] não só pela ameaça que representam a seu meio de subsistência, mas também por sua possível supremacia no futuro”, ou seja, como uma ameaça à sua cultura e à sua soberania nacional futura.
Em novembro a conferência islâmica organizada em Jerusalém solicitou o cumprimento da proteção ao direito de propriedade do muro ocidental, sagrado também para os muçulmanos, e conseguiu.
Este é o muro hoje chamado das Lamentações. Faz parte do complexo da Mesquita al-Aqsa, construída no ano 705 pelo califa Umar no local da cidade antiga no qual o imperador Justiniano construíra um complexo cristão constituído de escola, hospital e a Nea Ekklesia de Theotokos dedicada a Nossa Senhora, consagrada no ano 543. Antes de Cristo, o sítio alojava o templo hebraico construído pelo rei Herodes (protagonista do “massacre dos inocentes”) e destruído pelo futuro imperador romano Titus no ano 70 da era cristã.
Buscas arqueológicas comprovam a pré-existência da basílica.
Dito isto, do muro das Lamentações que os yishuv conseguiram conquistando, mas sem poderem construir nada, os israelenses passaram ao ataque para conquistar a cidade inteira, desapropriando os palestinos e dificultando pouco a pouco o direito inalienável sobre seus sítios sagrados.
Primeiro foram os problemas de moradia, decretos amorais que retiram dos palestinos o direito de propriedade, depois foram os despejos ilegais, as desapropriações em benefício dos invasores civis estrangeiros chamados colonos (os yishuv atuais), punições coletivas na forma de toque de recolher e checkpoints que impedem o trânsito livre dos palestinos; enfim, a lista é longa e as infrações do ocupante, múltiplas. Sem contar o crescimento em volume e influência do Movimento do Templo, fascisto-sionista que quer derrubar tudo e construir um templo judaico.
Agora, em Jerusalém, não é apenas a soberania palestina que está em perigo. Também os sítios sagrados. E não apenas os muçulmanos, os israelenses estão fazendo escavações debaixo das igrejas cristãs para tentar encontrar indícios que possam desviar a fim de fabricar direitos anteriores ao cristianismo. 
Por enquanto, o feitiço virou contra o feiticeiro e só têm descoberto relíquias cristãs, como disse acima. E como, por enquanto, é impossível falsificar objetos arqueológicos, ainda estamos protegidos, mas nem tanto.
Graças a Deus, e ao papa Francisco, a Igreja reconhece a Palestina e fez um acordo de proteção do nosso patrimônio.
Mas e os muçulmanos? Netanyahu, Trump e Macron estão brincando com fogo, pois na falta de padrinho e de apoio de seus ditadores venais, há vários twitters #savealAqsa na internet e a população árabe está se solidarizando com os palestinos simplesmente por causa da mesquita. Passeatas em Beirute, Amman, Tunis, e várias capitais reuniram milhares de pessoas.
O pau vai quebrar porque é claro que o objetivo de Israel é apropriar-se do local.

Inside Story: Is Israel traying to change the status quo around al-Aqsa?

Israel has been using the pretext of security to quietly continue the ethnic cleansing of Palestinians from their land.
INSIDE AL-AQSA

Palestinians clash with Israeli occupation forces outside al-Aqsa : Tensions grow in occupied East Jérusalem after Israel implements new security measures at the Mosque compound. Palestinian worshippers have clashed with Israeli security forces outside a gate to the Old City in Jerusalem, as tensions continue over the new security measures implemented at the al-Aqsa Mosque compound.
Israeli security forces were seen dragging a worshipper, while another police officer appeared to punch a Palestinian man during the confrontation on Wednesday.
Stun grenades were fired as police forces tried to disperse the crowd, while several people were seen throwing objects in response. "For Palestinians this is about the fact that Israeli forces are an occupying force and the potential that Israel is in contravention of the UN articles guaranteeing freedom of worship, guaranteeing that occupying forces do not change any part of the status quo within the city."

Jerusalem is especially volatile right now: The Israeli rabbinate forbids Jews to pray on the Temple Mount until the third temple is built, but Temple Movements are challenging that edict. Once on the fringes of society and power, right-wing Temple Movements are enjoying a surge in influence, in part because of aggressive messaging that frames their crusade to pray on the Temple Mount as a simple human and civil rights issue. Since 2000, they have gained favor from mainstream political and religious leaders on the right, including Deputy Defense Minister Eli Ben-Dahan.. 


U.SLawmakers Seek to Criminally outlaw support for Boycott campaign against Israel: The criminalization of political speech and activism against Israel has become one of the gravest threats to free speech in the West. In France, activists have been arrested and prosecuted for wearing T-shirts advocating a boycott of Israel. The U.K. has enacted a series of measures designed to outlaw such activism. In the U.S., governors compete with one another over who can implement the most extreme regulations to bar businesses from participating in any boycotts aimed even at Israeli settlements, which the world regards as illegal. On U.S. campuses, punishment of pro-Palestinian students for expressing criticisms of Israel is so commonplace that the Center for Constitutional Rights refers to it as “the Palestine Exception” to free speech.
But now, a group of 43 senators — 29 Republicans and 14 Democrats — wants to implement a law that would make it a felony for Americans to support the international boycott against Israel, which was launched in protest of that country’s decades-old occupation of Palestine. The two primary sponsors of the bill are Democrat Ben Cardin of Maryland and Republican Rob Portman of Ohio. Perhaps the most shocking aspect is the punishment: Anyone guilty of violating the prohibitions will face a minimum civil penalty of $250,000 and a maximum criminal penalty of $1 million and 20 years in prison.
The proposed measure, called the Israel Anti-Boycott Act (S. 720), was introduced by Cardin on March 23. The Jewish Telegraphic Agency reportsthat the bill “was drafted with the assistance of the American Israel Public Affairs Committee.” Indeed, AIPAC, in its 2017 lobbying agenda, identified passage of this bill as one of its top lobbying priorities for the year.

Why a cultural boycott of Israel besides economic and academic?

As awareness of Israel’s oppression of Palestinians grows, more and more artists from across the world are joining the cultural boycott. Support for the cultural boycott and cancellations of performances receive very significant media exposure in Israel, showing ordinary Israelis that there is increasing opposition to Israel’s denial of Palestinian rights.

Israel overtly uses culture as a form of propaganda to whitewash or justify its regime of occupation, settler-colonialism and apartheid over the Palestinian people.

Just as South African anti-apartheid activists had called on international artists, writers and cultural institutions to culturally boycott South Africa, PACBI urges international cultural workers and cultural organizations, including unions and associations, to boycott and/or work towards the cancellation of events, activities, agreements, or projects involving Israel, its lobby groups or its cultural institutions. International venues and festivals are asked to reject funding and any form of sponsorship from the Israeli government.

Thousands of artists across the world now refuse to perform in Israel, including a host of global superstars such as Roger Waters from Pink Floyd, Lauryn Hill and Chuck D.
Israeli government officials have summed up how Israel instrumentalizes culture to cover up its grave violations of international law. "We are seeing culture as a hasbara [propaganda] tool of the first rank,” one official admitted, “and I do not differentiate between hasbara and culture." The Israeli ministry of foreign affairs provides funding to Israeli artists and writers with the condition that they as “service providers” should “promote the policy interests” of Israel. Many Israeli artists act as “cultural ambassadors” for the state. When international artists perform at Israeli cultural venues and institutions, they help to create the false impression that Israel is a “normal” country like any other. The absolute majority of Palestinian writers, artists and cultural centers have endorsed the cultural boycott of Israel, and there is a growing number of anti-colonial Israelis who support BDS, including the cultural boycott of Israel.

PALESTINA
Meanwhile, in Hebron, the ethnic cleansing goes on... Enquanto isso, em Hebron, a limpeza étnica continua.



OCHA  




BRASIL - DIRETAS, JÁ!

RUSSIA
Russia and China start their first drills in Baltic

SYRIA
Illegitimate coalition' must pay for destroying Syria – Damascus to UN

USA
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domingo, 2 de outubro de 2011

"Estado Judeu" e Ocupação de fato



Os EUA estão diretamente fora da rede de exploração da matéria prima bilionária.Porém, perseguem a quimera do gaseoduto Pipelineistan (Turcomenistão/Afegasnitão/Paquistão).
Oficialmente chamado Trans-Afgan Pipeline - TAP (Gasoduto Trans-Afgão) e que talvez vire TAPI, caso a Índia entre realmente no negócio.
Washington é obcecada com o TAP desde meados da década de noventa quando Bill Clinton negociou sua exploração com os Taliban até eles baterem o pé quanto às taxas de trânsito e Clinton recuar porque queria levar todas as vantagens.
Antes do ataque às Torres Gêmeas em 2001 o governo Bush já havia substituído a retórica do “tapete do ouro” por “tapete de bombas”.
De uma certa forma, representando o advogado do diabo, nesta equação financeiro-militar Ben Laden veio a calhar.
Os EUA não se conformam em perder esta mina de ouro potencial que, apesar do custo de construção avaliado em U$10 bilhões, garante uma renda fixa milionária a longo prazo pela qual os EUA está desesperado.
Os Pashtuns nacionalistas eram uma pedrinha no sapato na época do comandante Massud e esta pedra virou uma pedrona chamada Taliban, no caminho deste contrato.
Contudo, dez anos e U$5.4 trilhões mais tarde, em Washington, o sonho com o Gasoduto ainda suplanta o pesadelo das mortes e da destruição que ele vem custando.
Com os Taliban no comando o gasoduto é inviável. Todos sabem.
Com a guerra interminável também, mas as tropas aliadas estão cuidando bem da faixa pela qual o gás transita.  
Se os EUA tivessem usado as vias diplomáticas no início do milênio e tivessem concordado com as condições tarifárias propostas pelos Taliban, o lucro com o TAP seria menor do que cobiçavam, mas não teriam sofrido nem infligido nenhuma perda humana.
A paz reinaria (pelo menos lá) e a Casa Branca não estaria à mercê de contractors, de credores, e sobretudo, não precisaria fomentar conflitos para vender seus serviços e faturar com o único poder que lhe resta; o das armas.

Um pouco da beleza do Afeganistão em imagens de alguns lugares que gosto.

Rabino Yisrael Dovid Weiss fala sobre o sionismo

Free Gaza Movement: http://www.freegaza.org/;
Global BDS Movement: http://www.bdsmovement.net/.


Artists United: Freedom for Palestine


* Filmografia selecionada de Alexandre Nikolaievitch Sokurov, em russo e inglês, pois não sei como foram intitulados em português: The Lonely Voice of Man, Одинокий голос человека, 1978–1987; The Degraded, Разжалованный, 1980; Mournful Unconcern, Скорбное бесчувствие, 1983–1987; Empire, Ампир, 1986; Days of Eclipse, Дни затмения, 1988; Save and Protect, Спаси и сохрани, 1989; The Second Circle, Круг второй, 1990; Stone, Камень, 1992; Whispering Pages, Тихие страницы, 1993; Mother and Son, Мать и сын, 1997; Moloch, Молох, 1999Taurus, Телец, 2000; Russian Ark, Русский ковчег, 2002; Father and Son, Отец и сын, 2003; The Sun, Солнце, 2004; Alexandra, Александра, 2007; Faust, Фауст, 2011.
Documentários também incríveis, sobretudo a entrevista com o escritor Alexandre Solzenitzin, em 1998.
Apesar de gostar bastante de Sokurov, prefiro publicar aqui uma pérola mais rara e, no gênero, inigualável. Uma entrevista com o grande, imenso, Andrei Tarkovski. Mestre de vários cineastas contemporâneos cujos filmes são inigualáveis em matéria de reflexão e sensibilidade do mundo e dos seres humanos.

domingo, 11 de setembro de 2011

Declínio de um Império


Queima de livros após o Golpe militar no Chile,
patrocinado pela Operação Condor  
No dia 11 de setembro de 1973, a CIA e sua Operação Condor, no Chile, levou o general Augusto Pinochet ao poder em um Golpe de Estado em que o presidente Salvador Allende perderia a vida. O golpe foi seguido de queima de livros, prisões massivas no Estádio Nacional, tortura, execuções sumárias e o crime econômico de dar plenos poderes aos Chicago boys e sua teoria do choque.
Vinte e oito anos mais tarde, a Operação Condor que havia aberto as veias da América Latina, foi desbancada por outro grupo terrorista liderado por um homem que os EUA mesmo tinham criado.
O homem era o milionário saudita Ossama Bin Laden.
O novo grupo terrorista de dimensão internacional era o al-Qaeda.
Nesse ano eu disse que aquela era a marca do declínio do império estadunidense.
O futuro em que vivemos está provando que não estava errada.
Os EUA caíram na armadilha como patos de primeira viagem e começaram a corrida bélica monstruosa que foi fagocitando todas suas células vivas e estrangulando a energia ativa que até então os movia.
Na “guerra contra o terrorismo” que George W. Bush começou nesse dia com a cumplicidade dos concidadãos incautos, os Estados Unidos foram perdendo os princípios e os direitos individuais com cada nova medida de coerção da liberdade que era o valor do qual os estadunidenses mais se orgulhavam – ao ponto de permitir a expressão racista criminosa de grupos neofacistas como o Klu Klux Klan sem puni-lo.
Bin Laden era um homem horrendo, mas sua célula intelectual é de inteligência rara.
Bush e sua equipe perto da dele eram calouros.
Tanto que nem ouviram sua mensagem. Soltaram tantas bombas por todos os lados que ficaram surdos ao que realmente dizia o Al-Qaeda.
Os demais ouviram que Bin Laden dizia que o único jeito de derrotar os EUA era sangrá-los até exauri-los do que mais prezavam - dinheiro e liberdade.
O meio de derrubá-los era provocar uma série de conflitos, pequenos, mas dispendiosos, nos quais seus inimigos gastariam o que tinham e o que não tinham até chegarem à bancarrota que anunciaria o início do fim do império que dominava o mundo.
O escritor francês Beaumarchais, em seu libreto da ópera de Rossini O Barbeiro de Sevilha, diz que Quando se cede ao medo do Mal já se sente o mal do medo.
Em 2001 os EUA cederam ao mal do medo que lhes foi corroendo as riquezas e a energia até perderem os meios e o fôlego no espaço de uma década, apenas.
Hoje vigiam seus concidadãos noite e dia, fecham escolas públicas e vivem de crédito alheio. Até brasileiro.
Sem educação, vão acabar chegando onde estávamos quando a Operação Condor exportava terrorismo de Estado, tortura e dava as cartas.
O dramaturgo russo Anton Tchekhov dizia que Nada une tanto quanto o ódio: nem amor, nem admiração, nem amizade.
O ódio dos Bush pôs os EUA de joelhos e o medo os fez vender a alma para o diabo. Barack Obama conseguiu resgatá-la aos pedaços, mas não tem peito nem meios de recuperá-la. O declínio está em marcha.  

Massacre de civis em Fallujah, no Iraque
Uma tragédia é uma tragédia. Qualquer que seja a vítima e quantas sejam elas.
O valor de uma vida é o mesmo. Qualquer que seja a origem e a idade do assassinado.
No dia 9, o mundo inteiro celebrou o triste aniversário da explosão do pulmão financeiro de Nova Iorque. E as 2.997 vítimas diretas, instantâneas, foram lembradas e devidamente lamentadas.
Pouquíssimos falaram nas vítimas indiretas, imediatas e mediatas, desta data célebre.
Muito mais pessoas morreram no Afeganistão e no Iraque nos últimos dez anos do que nos EUA, via terrorismo, de 2001 para cá.
Até 2010, 19.629 pessoas haviam sofrido morte violenta no Afeganistão e 900.338 no Iraque.
O Afeganistão conta 48.644 feridos e o Iraque 1.690.903. Sem contar as centenas de milhares de homens, mulheres e crianças forçados ao êxodo e que engrossaram o número total de refugiados, acolhidos em tendas do Alto Comissariado de Refugiados da ONU ou desabrigados.
Não há como lembrar no dia 9 de setembro apenas as vítimas do ataque às Torres Gêmeas, pois a Moral e a Justiça deveriam caminhar de mãos dadas para evitar que a história se repita e derrapagens.
O grande pensador e matemático francês Blaise Pascal dizia, no século XVII, que a Justiça sem Força para ministrá-la é impotente; e a força sem justiça é tirânica.
No século seguinte, outro francês ilustre, o barão de Montesquieu, disse que a tirania mais cruel é a exercida à sombra da lei e com cores de justiça.



E a injustiça leva a atos desesperados. Como o de sexta-feira à noite, quando cerca de mil pessoas desarmadas derrubaram o muro da embaixada de Israel no Cairo e alguns deles penetraram no prédio e o depredaram.
É um alerta a Netanyahu: A cumplicidade do Egito é coisa mesmo do passado.  
Tudo começou em uma passeata na Praça Tahrir, onde uma multidão exigia que os militares, em poder interino desde a deposição de Mubarak, procedam às reformas prometidas em fevereiro.
Desde o assassinato dos cinco guardas de fronteira egípcios pela IDF (exército israelense) no mês passado, que as passeatas e manifestações na porta de embaixada israelense no Cairo têm sido frequentes. A palavra de ordem é que o Egito expulse o corpo diplomático, já que Israel se recusa a desculpar-se formalmente aos egípcios pelo assassinato dos policiais.
Após hesitar, o Ministro do Exército mandou centenas de soldados conterem os manifestantes até atirando com balas de borracha. Quase a metade dos participantes da passeata foi parar no hospital e Barack Obama logo telefonou para Binyamin Netanyahu, em solidariedade. Hillary Clinton puxou a orelha do Ministro das Relações Exteriores do Egito para que o país honre a Convenção de Viena que obriga a proteção de propriedade diplomática.
Sabendo disso, um dos heróis da Revolução da Tahrir em fevereiro perguntou: E que Convenção Internacional protege nossos policiais na fronteira e Cisjordânia e Gaza?

Primeiro ministro turco Recep Tayyip Erdoğan com Lula
no ano passado, em Brasília
Israel tanto fez e tanto faz que conseguiu se indispor com a Turquia, o único aliado político e econômico que tinha no Oriente Médio.
O veredito da ONU de sua pseudo-legalidade no bloqueio de Gaza e no ataque da Flotilha no ano passado foi um daqueles casos que se parecem com histórias de amor mal-acabadas do quem perde é que ganha. Ganhou na ONU, mas esta vitória é uma derrota.
Os EUA ficaram preocupados e seu embaixador internacional, o Secretário Geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, chegou até a pedir que os dois países façam as pazes. Isto vimos na semana atrasada.
Na semana passada conjecturava-se em Washington do por que da Turquia ter finalmente, após ter voltado atrás às represálias do ano passado, que sucederam o assassinato dos nove turcos na abordagem israelense pirata do navio Mavi Marmara.
Para mim a resposta é simples. A Turquia é pragmática. E o ex-prefeito de Istambul e atual primeiro ministro Recep Tayyip Erdoğan e mais pragmático ainda.
Até 2010, seu país estava ilhado em sua política liberal laica, que visava à integração na União Européia e Israel era o único parceiro que lhe restava.
Em 2011, a Tunísia e o Egito estão sacudindo a poeira do passado e o mundo árabe está se emancipando e criando um grande mercado.
Por que então arriscar ir contra a corrente popular, e suas próprias convicções, quem sabe? apoiando maus atos de em parceiro acidental que o mundo inteiro condena?
Erdoğan mantém que além da expulsão do embaixador israelense de Ankara, vai contestar o veredito tendencioso da ONU submetendo ao Tribunal Internacional a ilegalidade do bloqueio de Gaza, e vai sim fornecer escolta naval aos navios turcos que levarem ajuda humanitária à Faixa.
Binyamin Netanyahu acabou apresentando semi-desculpas à Turquia pelo assassinato dos turcos no ano passado. Ele chamou o assassinato de “erros operacionais” e prometeu indenizar as famílias das vítimas do dia 31 de maio. Resta saber se, pesando os prós e os contras, Erdoğan, realmente, se satisfará com as desculpas esfarrapadas.
O ex primeiro ministro inglês Winston Churchill disse, no século XX, que O orgulho prefere se perder a perguntar o caminho.
O jornalista francês Rivarol disse, no século XVIII, que O orgulho está sempre mais perto do suicídio do que do arrependimento.

No início do ano, August Burns Red, uma das maiores bandas cristãs metalcore do mundo aderiu ao Global BDS Movement cancelando seu mega show marcado para junho em Israel. Foi uma decisão humanisto-política de boicote à política de apartheid israelense na Cisjordânia.
Daí os sionistas foram atrás de outro cantor que (a troco de quê, de um cachê milionário?) concordasse em tapar o buraco e redourar a imagem do governo de extrema-direita que destrói casas palestinas em Jerusalém para construir colônias judias.
Dizem as más línguas que muitos recusaram participar deste embuste. Até um tupiniquim alienado fazer o triste papel de relações públicas de uma situação que Jesus Cristo certamente condena, lá do alto.
A imprensa nacional aplaudiu, a burguesia que podia pagar a viagem derramou lágrimas, mas o que Roberto Carlos fez mesmo foi o triste papel de envergonhar o Brasil que sabe que ser cristão é ser solidário com os mais fracos.

Enquanto Roberto Carlos cantava para os endinheirados, o escritor e diretor de ópera e teatro britânico Jonathan Holmes (http://www.jonathanholmes.net/) e fundador do Teatro Britânico de Jericó, inaugurava a Tempestade, de Shakespeare, para jovens palestinos que vivem em um campo de refugiado de Aida, em Belém, na Cisjordânia.
A peça foi encenada em inglês (com sinopses esporádicas em árabe), mas apesar desta dificuldade, parte do público ficou até o desfecho da trama shakespeariana.
Os que só falam árabe ficaram assim mesmo fascinados com a semelhança do que une o que vivem à Tempestade.
Os que entendiam as palavras, se emocionaram com a abordagem do dramaturgo inglês de uma disputa territorial entre pessoas de culturas diferentes e iguais.
Uma das cenas que mais agradaram os jovens palestinos foi a de Próspero perdoando seus antagonistas. Bom sinal.
Quem estiver na Palestina ou em Israel neste semestre poderá assistir a esta ótima montagem da Tempestade. De Belém a peça seguirá para Nablus e depois para Haifa. E caso perca estas representações especiais, poderá assisti-la a partir do dia 21 de setembro (dia seguinte à votação da ONU do Estado da Palestina) até o dia 22 de outubro em Londres, na Igreja Cripplegate Saint Giles, conhecida do dramaturgo e onde um de seus principais atores foi enterrrado, em 1661.
Deixo a Hala al Yamani, professora na Universidade de Belém a palavra final sobre a Tempestade: Um irmão detém o poder e o outro nada, mas no fim o poderoso dá ao outro a liberdade que lhe negava. Nós temos de conquistar a nossa. Não acho que a peça seja política. É sobre algo mais. É sobre humanidade.


No Yêmen, a luta continua e as passeatas estão aumentando de intensidade 
A Liga Árabe tomou a dianteira da OTAN na Síria e exige:
Assad, reformas, já!


Interpol procura (vivo ou morto?) :
Abdullah Senussi (chefe da polícia secreta líbia)
Saif al-Islam Gaddafi (filho do déspota líbio que talvez se encontre na Nigéria)
Muammar Gadddafi (temido por cirenaicos e tripolitanos)





A resposta do jornalista John Pilger à declaração de Barack Obama que as 
Forças Armadas dos EUA são "the finest fighting force in History".


The reason that Israel has been able to appropriate Palestine unto itself with American aid and support is that Israel controls the explanation of the Israeli-Palestinian conflict. At least 90% of Americans, if they know anything at all of the issue, know only the Israeli propaganda line. Israel has been able to control the explanation, because the powerful Israel Lobby brands every critic of Israeli policy as an anti-semite who favors a second holocaust of the Jews.” Paul Craig Roberts, 2007




Artistas contra o Apartheid: http://youtu.be/V28HnPTYz-I;
Free Gaza Movement: http://www.freegaza.org/;
Global BDS Movement: http://www.bdsmovement.net/.

domingo, 15 de maio de 2011

Al Naqba - A Catástrofe

A semana foi tumultuada na Líbia, em que Khadafi se ajoelha e busca uma saída “honrada”; no Baheim, em que de assassinatos Al Khalifa passa ao ataque até nas empresas privadas - cerca de dois mil funcionários chiitas foram demitidos sem justa causa; na Síria, onde Bashar Al-Assad continua sem saber se toma o partido da nova ou da velha guarda, provocando uma debandada de famílias para os países vizinhos em uma procissão que enche as estradas; no Egito, em que apesar da carga das forças sectárias, milhares de democratas voltaram à Tahrir para apoiar a Palestina e reclamar o direito dos vizinhos à liberdade que eles acreditam ter conquistado; e na Palestina, em que Jerusalém foi palco de mais confrontos de pedras contra balas, em uma tragédia de um povo apátrida que continua indignando justos e democratas de todas as nacionalidades.


A semana precedeu este 15 de maio, aniversário da Naqba, como é chamado o êxodo compulsório de 726 mil palestinos no processo de criação do Estado hebraico.
Israel montou um aparato militar impressionante nos Territórios Ocupados, com presença militar ostensiva de soldados armados até os dentes cercando e bloqueando vias, cidades e vilas da Cisjordânia e reforçando o cerco de Gaza, no intuito de reprimir as manifestações previstas neste 63° aniversário.
Os jovens não se deixaram intimidar nem na Cisjordânia nem em Gaza e saíram para manifestar enquanto os refugiados dos países vizinhos desafiavam barreiras, arames farpados e minas para rever familiares e pisar na terra da qual estão distanciados.
O resultado foi sangrento. Tanto nas fronteiras quanto em Gaza, onde os israelenses atacaram com tanques e artilharia pesada e já no início da tarde já se contava quarenta e poucos feridos dentre os quais alguns em estado grave. Na Cisjordânia os soldados atacaram com gazes, cassetetes e prenderam quem conseguiram alcançar. Após terem matado anteontem um jovem de 17 anos a bala, hoje foram até comedidos, em comparação ao que fizeram em Gaza.
Uma das manifestações abortadas antes do início, aconteceria em Lifta, símbolo concreto da Naqba. Lifta é uma das últimas cidades-fantasma palestinas despopuladas em 1948 que não foram destruídas ou que ainda não foram recicladas em colônias para judeus recém-imigrados. Lifta era uma das cidades mais prósperas da Palestina e produzia bordados artísticos disputados. Hoje é um sítio histórico, pertinho de Jerusalém, cobiçado pelo governo de Israel que quer transformá-lo em um tipo de balneário para judeus abastados, apesar das vozes que se levantam na Palestina e até em Tel Aviv para a sua preservação tal qual ou pelo direito dos palestinos reocuparem as casas tiradas dos avós ou dos pais.
Parafraseando Stéphane Hessel - grande humanista de 93 anos, membro ativo da Resistência ao Nazismo que conseguiu escapar dos Campos de Concentração de Buchenwald e de Dora, co-redator da Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948 e engajado no Global BDS Movement em 2011 - Os judeus têm a Shoah e os Palestinos a Naqba.


Durante a Naqba, centenas de cidades palestinas foram "despopuladas" nos distritos desintregados do Acre, Baysan, Beersheba, Gaza, Haifa, Hebron, Jaffa, Jenin; Nazaré, Ramle, Safad, Tiberias, Tulkharm e Jerusalém. E segundo as Nações Unidas, a diáspora dos 726 mil é hoje constituída de cerca de 6 milhões de refugiados sonhando com o Hakk al-Awda, Direito de retorno.


Além destes refugiados externos, por volta de cem mil palestinos que ficaram no recém-criado Estado de Israel foram compulsoriamente desalojados de suas cidades, “por razões de segurança”, e outros ex-residentes de Ikrit e Birim, hoje refugiados na fronteira com o Líbano e centenas que fugiram durante a guerra de 1967, foram proibidos de retornar às suas casas. Hoje ocupadas por israelenses, mas das quais ainda conservam a chave como todos os demais exilados no Líbano, Síria, Jordânia, Egito e Territórios Ocupados.


A chave é o símbolo da Naqba. Todos os chefes de família de refugiados palestinos carregam este objeto místico, preservado como o bem mais caro, protegido como uma jóia de valor inestimável, as chaves da casa que ficam no bolso (muitas vezes até amarradas), que mostram com uma saudade pungente e antecipando a satisfação de "um dia"! voltar a usá-las para abrir a porta do lar herdado dos antepassados, como dizem com os olhos que brilham de ansiedade, embaçados.


Porto do Acre durante a diáspora palestina.

Distritos e cidades palestinas desapropriadas e esvaziadas em 1948:

Acre: al-Amqa • Arab al-Samniyya • al-Bassa • al-Birwa • al-Damun • Dayr al-Qassi • al-Ghabisiyya • Iqrit • Iribbin • Jiddin • al-Kabri • Kafr 'Inan • Kuwaykat • al-Manshiyya • al-Mansura • Mi'ar • al-Nabi Rubin • al-Nahr • al-Ruways • Suhmata • al-Sumayriyya • Suruh • al-Tall • Tarbikha • Umm al-Faraj • al-Zeeb.

Baysan:Arab al-'Arida • Arab al-Bawati • Arab al-Safa • al-Ashrafiyya • al-Bira • Beisan • Danna • Farwana • al-Fatur • al-Ghazzawiyya • al-Hamidiyya • al-Hamra • Jabbul • Kafra • Kawkab al-Hawa • al-Khunayzir • Masil al-Jizl • al-Murassas • Qumya • al-Sakhina • al-Samiriyya • Sirin • Tall al-Shawk • al-Taqa • al-Tira • Umm 'Ajra • Umm Sabuna, Khirbat • Yubla • Zab'a • al-Zawiya.

Beersheba: al-Imara • al-Jammama • al-Khalasa • Auja al-Hafir.

Gaza: Arab Suqrir • Barbara • Barqa • al-Batani al-Gharbi • al-Batani al-Sharqi • Bayt 'Affa • Bayt Daras • Bayt Jirja • Bayt Tima • Bil'in • Burayr • Dayr Sunayd • Dimra • al-Faluja • Hamama • Hatta • Hiribya • Huj • Hulayqat • Ibdis • Iraq al-Manshiyya • Iraq Suwaydan • Isdud • al-Jaladiyya • al-Jiyya • Julis • al-Jura • Jusayr • Karatiyya • Kawfakha • Kawkaba • al-Khisas • al-Masmiyya al-Kabira • al-Masmiyya al-Saghira • al-Muharraqa • Najd • Ni'ilya • Qastina • al-Sawafir al-Gharbiyya • al-Sawafir al-Shamaliyya • al-Sawafir al-Sharqiyya • Simsim • Summil • Tall al-Turmus • Yasur.

Haifa: Abu Shusha • Abu Zurayq • Arab al-Fuqara • Arab al-Nufay'at • Arab Zahrat al-Dumayri • 'Atlit • Ayn Ghazal • Ayn Hawd • Balad ash-Sheikh • Barrat Qisarya • Burayka • al-Burj • al-Butaymat • Daliyat al-Rawha' • al-Dumun • al-Ghubayya al-Fawqa • al-Ghubayya al-Tahta • Hawsha • Ijzim • Jaba' • al Jalama • Kabara • al-Kafrayn • Kafr Lam • al-Kasayir • Khubbayza • Lid • al-Manara • al-Mansi • al-Mansura • al-Mazar • Naghnaghiya • Qamun • Qannir • Qira • Qisarya • Qumbaza • al-Rihaniyya • Sabbarin • al-Sarafand • Khirbat al-Sarkas • Khirbat Sa'sa' • al-Sawamir • Khirbat al-Shuna • al-Sindiyana • al-Tantura • al-Tira • Umm al-Shawf • Umm al-Zinat • Wa'arat al-Sarris • Wadi Ara • Yajur.

Hebron: 'Ajjur • Barqusya • Bayt Jibrin • Bayt Nattif • al-Dawayima • Deir al-Dubban • Dayr Nakhkhas • Kudna • Mughallis • al-Qubayba • Ra'na • Tell es-Safi • Umm Burj • az-Zakariyya • Zayta • Zikrin.

Jaffa: al-'Abbasiyya • Abu Kabir • Abu Kishk • Bayt Dajan • Biyar 'Adas • Fajja • al-Haram • Ijlil al-Qibliyya • Ijlil al-Shamaliyya • al-Jammasin al-Gharbi • al-Jammasin al-Sharqi • Jarisha • Kafr 'Ana • al-Khayriyya • al-Mas'udiyya • al-Mirr • al-Muwaylih • Rantiya • al-Safiriyya • Salama • Saqiya • al-Sawalima • al-Shaykh Muwannis • Yazur.

Jerusalém: Allar • Aqqur • Artuf • Bayt 'Itab • Bayt Mahsir • Bayt Naqquba • Bayt Thul • Bayt Umm al-Mays • al-Burayj • Dayr Aban • Dayr 'Amr • Dayr al-Hawa • Dayr Rafat • Dayr al-Shaykh • Deir Yassin • Ayn Karim • Ishwa • Islin • Ism Allah • Jarash • al-Jura • Kasla • al-Lawz • Lifta • al-Maliha • Nitaf • al-Qabu • Qalunya • al-Qastal • Ras Abu 'Ammar • Sar'a • Saris • Sataf • Sheikh Badr • Suba • Sufla • al-Tannur • al-'Umur • al-Walaja

Jenin: Ayn al-Mansi • al-Jawfa • al-Lajjun • al-Mazar • Nuris • Zir'in

Nazaré: Indur • Ma'alul • al-Mujaydil • Saffuriyya

Ramla: Abu al-Fadl • Abu Shusha • Ajanjul • Aqir • Barfiliya • al-Barriyya • Bashshit • Bayt Far • Bayt Jiz • Bayt Nabala • Bayt Shanna • Bayt Susin • Bir Ma'in • Bir Salim • al-Burj • al-Buwayra • Daniyal • Dayr Abu Salama • Dayr Ayyub • Dayr Muhaysin • Dayr Tarif • al-Duhayriyya • al-Haditha • Idnibba • Innaba • Jilya • Jimzu • Kharruba • al-Khayma • Khulda • al-Kunayyisa • al-Latrun • Lydda • al-Maghar • Majdal Yaba • al-Mansura • al-Mukhayzin • al-Muzayri'a • al-Na'ani • an-Nabi Rubin • Qatra • Qazaza • al-Qubab • al-Qubayba • Qula • Ramla • Sajad • Salbit • Sarafand al-Amar • Sarafand al-Kharab • Saydun • Shahma • Shilta • al-Tina • al-Tira • Umm Kalkha • Wadi Hunayn • Yibna • Zakariyya • Zarnuqa

Safad: Abil al-Qamh • al-'Abisiyya • 'Akbara • Alma • Ammuqa • Arab al-Shamalina • Arab al-Zubayd • Ayn al-Zaytun • Baysamun • Biriyya • al-Butayha • al-Buwayziyya • Dallata • al-Dawwara • Dayshum • al-Dirbashiyya • al-Dirdara • Fara • al-Farradiyya • Fir'im • Ghabbatiyya • Ghuraba • al-Hamra' • Harrawi • Hunin • al-Husayniyya • Jahula • al-Ja'una • Jubb Yusuf • Kafr Bir'im • al-Khalisa • Khan al-Duwayr • Karraza, Khirbat • al-Khisas • Khiyam al-Walid • Kirad al-Baqqara • Kirad al-Ghannama • Lazzaza • Madahil • Al-Malkiyya • Mallaha • al-Manshiyya • al-Mansura • Mansurat al-Khayt • Marus • Meiron • al-Muftakhira • Mughr al-Khayt • al-Muntar • al-Nabi Yusha' • al-Na'ima • Qabba'a • Qadas • Qaddita • Qaytiyya • al-Qudayriyya • al-Ras al-Ahmar • Sabalan • Safsaf • Saliha • al-Salihiyya • al-Sammu'i • al-Sanbariyya • Sa'sa' • al-Shawka al-Tahta • al-Shuna • Taytaba • Tulayl • al-'Ulmaniyya • al-'Urayfiyya • al-Wayziyya • Yarda, Safad • al-Zahiriyya al-Tahta • al-Zanghariyya • al-Zawiya • al-Zuq al-Fawqani • al-Zuq al-Tahtani



Tiberias: Awlam • al-Dalhamiyya • Ghuwayr Abu Shusha • Hadatha • al-Hamma • Hittin • Kafr Sabt • Lubya • Ma'dhar • al-Majdal • al-Manara • al-Manshiyya • al-Mansura • Nasir al-Din • Nimrin • al-Nuqayb • Samakh • al-Samakiyya • al-Samra • al-Shajara • al-Tabigha • al-'Ubaydiyya • al-Wa'ra al-Sawda', Khirbat • Yaquq

Tulkarm: Khirbat Bayt Lid • Bayyarat Hannun • Fardisya • Ghabat Kafr Sur • al Jalama • Kafr Saba • al-Majdal • al-Manshiyya • Miska • Qaqun • Raml Zayta • Tabsur • Umm Khalid • Wadi al-Hawarith • Wadi Qabbani • al-Zabadida • Khirbat Zalafa



Documentário de Ramez Kazmouz: Lost cities of Palestine

עדותו של אמנון נוימן, חייל בפלמ"ח, Testemunho de Amnon Neumann sobre a Naqba

Documentário de Ronen Berelovich: The zionist story

Documentário AL-NAKBA, da jornalista palestina Rawan ekl- Damen



Documentário: Collecting stories from Exile - Chicago Palestinians remember 1948
De Jennifer Bing-Canar
Com introdução e conclusão do grande Edward Said




Filme: Os Filhos de Eilaboun
De Hisham Kreiq
Conta a história da Naqba em uma cidade cristã









Documentário: Al Nakba : A Catástrofe dos Palestinos 1948
De Benny Brunner e Alexandra Jansse






Filme: O sal deste mar
De Annemarie Jacir
Conta o retorno de uma palestina à Cirsjordânia nos passos de seus pais,
vítimas da Naqba.





Filme: The Dupes
De Tawfik Saleh
Conta o êxodo de três palestinos após a Naqba, em busca de refúgio no Iraque

Documentário: Going Home
De Omar Al-Qattan
Segue o retorno do major Derek Cooper à Palestina em 1995, sua lembrança dos acontecimentos de 1948 quando fazia parte do Exército britânico, e seu relato à esposa da Naqba.