5th October 2015 | International Solidarity Movement, Al-Khalil team | West Bank, occupied Palestine. Abed al-Rahman Shadi Obeidallah, 12 was still in his school uniform when he was rushed in a civilian car to Beit Jala hospital from Aida refugee camp in Bethlehem today.
The boy, from from a Al Kahder village, was shot in the heart during confrontations at Aida camp as violence explodes across the West Bank prompting the Red Crescent to declare a level 3 state of emergency across the occupied Palestinian territories. Another boy was shot in leg with live ammunition during the attack. 06/10/15. SHOT DEAD IN A SCHOOL UNIFORM. Budour Youssef Hassan. Abdulrahman Shadi Obeidallah is the fourth child killed by Israeli forces occupying the West Bank so far this year.
A Cisjordânia está pegando fogo e Mahmoud Abbas, em vez de apoiar seus compatriotas como fez Yasser Arafat em 2000, se uniu a Binyamin Netanyahu para tentar apagar o incêndio que a passividade do primeiro e a ganância racista do segundo vêm alimentando há anos.
Os israelenses estão morrendo de medo de uma Terceira Intifada no horizonte... ou em andamento?
A violência está aumentando mas ainda não dá para afirmar que a sociedade civil palestina está pronta para aderir massivamente a uma nova prolongada insurreição contra o ocupante israelense. Mas os jovens estão aderindo em peso. Para mim, está com cara, som e violência repressiva de intifada. Eis um vídeo de Belém no dia 06.
Imagens do Ha'aretz no mesmo dia
Imagens da RT em Belém no mesmo dia. Observem o medo dos soldados israelenses. São medrosos até em bando. Deve ser por isso que usam de extrema crueldade quando atacam sob proteção de sua parafernália militar.
Daí a covardia de atos como este registrado abaixo. Um bando de soldados bate em um palestino sozinho, desarmado e desamparado, no dia 07, em Ramallah. E atacam a repórter da RT com gás para que pare de filmar.
E este ataque ao menino de 8 anos em setembro do ano passado.
Um dos muitos abusos que acontecem diariamente na Cisjordânia.
Não dá mais pra segurar; explode coração. Já dizia o nosso poeta tupiniquim para definir bem o que a juventude palestina está sentindo.
Fotos da Intifa... Ups... Não pode dizer a palavra...
On Tuesday, 06/10, Al Jazeera Inside Storydiscussed the escalating violence in Palestine, especially in Jerusalem.
Hosted by Laura Kyle, the other guests were Ian Black, Middle East Editor forThe Guardian, and Gregg Roman, a former official with Israel’s defense ministry and director of Middle East Forum.
Middle East Forum is an advocacy group founded by the notorious Islamophobic and anti-Palestinian demagogueDaniel Pipes.
Roman also called for a massive Israeli military assault in the occupied West Bank along the lines of “Operation Defensive Shield,” the 2002 incursion that killed 500 Palestinians.
Black said we may be at the beginning of another major escalation of violence and Israel’s security” approach cannot bring a resolution. The only way forward, Black said, is to go back to “fundamentals” and “find some way to negotiate about the future.”
Is Israel maintaining the status quo at al-Aqsa mosque?
Este vídeo mostra policiais israelenses à paisana invadindo hospital em Nablus, na Cisjordânia no domingo passado para sequestrar um paciente palestino.
This video shows Israeli undercover forces invading a hospital in the occupied West Bank city of Nablus early on Sunday morning and kidnapping a Palestinian patient.
Meanwhile, two more Palestinians were killed by Israeli forces Sunday and Monday, including a 12-year-old child.
Samir al-Khayyat, the medical director of the Specialized Arab Hospital,told Ma’an News Agencythat the Israeli agents, disguised as Palestinians accompanying a patient, entered the hospital around 4am.
They went up to the third floor and kidnapped 23-year-old Karam al-Masri from his bed at gunpoint. The Israelis reportedly disabled securitycameras, but apparently not all of them.
The video above has been published by several Palestinian and Israeli media outlets.
The one-minute long clip cuts between several angles which show a group of about a dozen men walking through various parts of a hospital. At about 40 seconds it shows the men carrying or struggling with a person.
Second later, two men run past the camera with guns drawn.
Dressing up agents as what Israel believes Arab or Palestinian civilians to look like – so-calledmistaravim– is an old tactic used in everything from acting as provocateurs and spying todozens of extrajudicial murders.
Masri’s family issued astatement to Palestinian mediaexpressing their concern over his fate and calling for international medical bodies to intervene. The statement said that Masri, a mechanical engineer, was being treated for injuries to his right arm sustained in a work accident.
Israel’sYnet reportedthat the “investigation into the wanted person who was arrested by the security forces in Nablus was placed under gag order, and the arrest was made as part of a larger series of arrests in Nablus as a result of Thursday night’s terrorist attack.”
This is a reference to thekilling of two settlersin a drive-by shooting on the road between two Israeli settlements built in the Nablus area in violation of international law.
International, Israeli and Palestinian human rights agencies consistently say that Israel’s system ofmilitary courtsdoes not afford detained or accused Palestinians minimal standards of due process and rights.
The invasion of a hospital constitutes a war crime under theFourth Geneva Convention, which the UN Security Council, the Red Cross and other international bodies have repeatedly affirmed applies to Israel’s occupation of the West Bank including East Jerusalem and the Gaza Strip.
The kidnapping of Masri comes amid ongoing, and by many accounts escalating, violence in the occupied West Bank as Israeli Prime MinisterBenjamin Netanyahuhasorderedever harsher collective punishment against Palestinians.
On Monday, 12-year-old Abdulrahman Shadi Obeidallah was fatally shot by Israeli forces in Aida refugee camp in Bethlehem. The child was taken by civilian car to nearby Beit Jala hospital where he underwent emergency surgery for a bullet wound in the chest, but did not survive,Ma’an News Agency reported.
Overnight, Sunday to Monday, Israeli occupation forces shot 18-year-old Huthayfa Othman Suleiman, fatally wounding him in the chest. The youth was reportedly shot during confrontations between Palestinians and Israeli occupation forces in the northern West Bank, near the city ofTulkarem, Ma’an News Agencyreported.
Three other youths were injured by live fire in the same confrontations. The Palestine Red Crescent Society declared a state of emergency on Sunday, after more than a dozen attacks on its medical personnel and ambulances by Israeli soldiers and settlers.
Palestinians have faced a brutal crackdown by Israeli soldiers and violent attacks and property destruction by Israeli settlers in revenge for Thursday’s killing of the two settlers in the West Bank.
On Saturday, Muhannad Halabi, a Palestinian from the West Bank village of Surda,fatally stabbedan Israeli soldier and a West Bank settler in the Old City of occupied Jerusalem.
Israeli forces have ordered the destruction of the Halabi family home, a form of collective punishment, illegal under the Fourth Geneva Convention, that Israel reserves exclusively for Palestinians.
A minha semana passada foi americana. Com um protagonista do nosso continente, o Papa, e dois estrangeiros, o presidente da Rússia Putin e o presidente da Autoridade Palestina Abbas.
Francisco me cativou ainda mais com sua moral que orgulha os 1.2 bilhões de católicos do mundo inteiro. Hoje, na geopolítica mundial, é figura de proa da arca universal. Foi a Cuba e levou os cubanos aos joelhos com sua presença e com o tête à tête emocionante com Fidel; foi aos EUA e lá convenceu Obama a receber Raul Castro, deu lição de moral a políticos, bispos, diplomatas e entusiasmou gregos e troianos em toda parte. É um dos três líderes mais poderosos da Terra. Com a qualidade de construir pontes entre os povos em vez de miná-las ou bombardeá-las como fazem os demais.
Vladimir Vladimirovitch cumpriu a palavra, encostou Obama na parede em tête à tête e disse: A Síria é minha e ninguém tasca! Vou limpá-la para vocês (que criaram o problema armando indiscrimandamente 'rebeldes' gregos e troianos), mas tenho uma condição sine qua non: Aliviem as sanções e parem de fazer bobagem na Ucrânia, inclusive armando os grupos fascistas. Obama fez o que faz sempre, resmungou mas conformou-se em deixar Putin determinar sua proeminência, embora publicament tenha continuado a cantar de galo. Frango, de fato, pois Moscou e Kiev já estão se reconciliando a despeito dos esforços ocidentais de cortarem os laços ancestrais que Nikita Sergueievitch Kruschov quebrou após uma bebedeira.
Na quarta-feira, dia 30 de outubro, a mensagem que o comandante militar russo mandou para os diplomatas estadunidenses foi clara e curta: "We bomb in one hour. Stay out of our way." Ponto Final. Vídeo abaixo.
Depois veio o segundo bombardeio abaixo, que levantou controvérsia quanto ao alvo: Daesh ou 'rebeldes' apoiados pelos EUA? Qualquer que seja o alvo, é impossível combater em duas ou três frentes ao mesmo tempo. Usando a língua dos gringos, It's high time the US call off their dogs and let Assad's and Putin's armies put an end to ISIS once for all, in Syria.
Se os líderes dos 'rebeldes' pensassem no país e não em si, ajudariam o exército regular ou o deixariam combater o inimigo comum.
Putin na ONU
Invasão terrestre: HET! NO ground operations!
A Casa Branca está torcendo para os russos engajarem tropas no terreno para que a Síria vire o Afeganistão deles. Se os russos não entraram nem na Ucrânia que é quintal deles, por que entrariam na Síria? Putin é gato escaldado, conhece a história e pensa. Foi por isso que explicou a Barack Obama e vai tentar explicar ao obtuso François Hollande o óbvio: Por enquanto, o Daesh está expandindo as fronteiras de seu Estado Islâmico. Quando terminar, os tchechenos e outros extremistas do Cáucaso (por volta de dois mil, segundo seus cálculos) vão voltar para casa e semear o terror nas ruas de Moscou, de São Petersburgo, de Volgogrado (ex Stalingrado). Assim como nas ruas de Paris, Londres, Nova York, etcétera e tal. Apesar da miopia crônica que predomina em Wasington, Obama entendeu a visão a médio e longo prazo do presidente da Rússia que foi treinado para detetar e deter a cobra antes do bote. On the record, vai divulgar comunicados indignados, mas Off the record vai deixar Putin fazer o trabalho sujo que protegerá também suas fronteiras em futuro próximo.
E la nave va.
Mahmoud, por seu lado, prometera soltar uma bomba (política) na Assembleia das Nações Unidas e acabou soltando um traque. Decepcionou, uma vez mais. Parei de acreditar nos discursos onusianos do presidente da Autoridade Palestina, definitivamente, no ano passado. Cada vez que é questionado por seus compatriotas, enrola o keffyeh no pescoço (e não na cabeça como Yasser Arafat), vira Abu Mazen, gesticula e em seguida baixo os braços e volta a ciscar como uma galinha intimidada e esfomeada.
Nem vou deter-me no assunto porque sei, como ele sabe, que é bobagem renegar os Acordos de Oslo dizendo o óbvio: "We cannot continue to be bound by these signed agreements with Israel and Israel must assume fully its responsibilities of an occupying power, because the status quo cannot continue... We will start the implementation of this declaration by all peaceful and legal means. Either the Palestinian National Authority will be the conduit of the Palestinian people from occupation to independence, or Israel, the occupying power, must bear all of its responsibilities. Israel’s refusal to commit to agreements signed render us an authority without real powers."
Acusando Israel (“repeated, systematic incursions upon al-Aqsa aimed at imposing a new reality”) avisando que ("such actions create an explosive situation"), denunciando as promessas de peace talks e hasbara de Netanyahu ("It is no longer useful to waste time in negotiations for the sake of negotiations; what is required is to mobilise international efforts to oversee an end to the occupation in line with the resolutions of international legitimacy. Until then, I call upon the United Nations to provide international protection for the Palestinian people in accordance with international humanitarian law”) são palavras vãs, sem medidas concretas apropriadas.
De certa maneira, o embaixador de Israel (debochado como Netanyahu) está certo, no vídeo acima. Fazer tal discurso sem expor ponto por ponto repudiado e 'esquecer' de revogar publicamente o acordo de cooperação securitária com Israel é mero estertor e não ameaça crível ou grave.
Aliás, omitiu também a dissolução da Autoridade Palestina que preside.
Digam o que disserem, essas três lacunas esvaziaram suas declarações que para bom entendedor foram um sopro e não um trovão.
Um membro da delegação palestina descreveu da seguinte maneira o presidente cujo único poder real tem sido de ajudar Israel a manter seu povo no cabresto: “Abbas feels he has played the ‘good guy’ and done what the international community has asked of him at every turn and has received nothing to show in return. He feels betrayed and let down.”
Se fosse comparar a Palestina de hoje com a França durante a Segunda Guerra, diria que Abbas é Vichy; Khaled Meshaal e Marwan Barghouti são Charles de Gaulle; Ismail Hanyieh é Jean Moulin.
Aliás, o discurso de Abbas e Vichy é muito parecido: Não sou colaborador, faço tudo para proteger meu país e meu povo. Vichy ficou para a história com a má-fama que se sabe. Está na hora de Abbas virar Abu Mazen e inverter o processo histórico para ser lembrado de outra forma.
Está mesmo é passando da hora, pois seu discurso na ONU foi motivado por um fato irrefutável - os palestinos estão cansados de serem enganados, expoliados, humilhados e exterminados.
Na Cisjordânia, a celebração do hasteamento da bandeira palestina na ONU foi animada, mas super-vigiada por soldados e policiais israelenses armados.
A última pesquisa feita na semana passada na Cisjordânia revela que 57 por cento da população apoiam uma Terceira Intifada. Três meses atrás, os prós eram 49%. Se fizessem a mesma pesquisa na Faixa de Gaza o número seria muitíssimo mais alto.
Esta porcentagem é semelhante à do período que antecedeu a Segunda Intifada em 2000. Bastaria ou bastará uma gota d'água para a revolta recomeçar e o fogo alastrar. Khalil Shikaki, que fez a pesquisa, concorda: "If a spark comes along, there is absolutely no doubt that the Palestinian situation today is very, very fertile for a major eruption.”
Sem a Segunda Intifada, Itzhak Rabin jamais teria concordado em assinar os Acordos de Oslo mesmo sabendo que não passava de uma armadilha para Yasser Arafat. Infelizmente, Tel Aviv só respeita, só ouve e só entende a linguagem da violência, que é a que usa sempre. (É por isso que se dá tão bem com Washington.
Pelo que vejo no terreno, a Terceira Intifada está começando, apesar de certos analistas a descartarem porque o movimento atual não tem características da Primeira nem da Segunda, exceto no tocante ao descontentamento. Porém, é justamente o fato da Segunda ter sido totalmente diferente da Primeira que acho que a Terceira também marcará pela diferença.
Se não houver um gesto concreto de Israel ou da ONU que responda à insatisfação e à impotência dos palestinos, a Insurreição será incontrolável.
Nesse ínterim milhares de palestinos cidadãos de Israel recordaram o October Massacre na quinta-feira passada com passeatas de milhares de pessoas em Nazaré e Sakhin. e com a presença de parlamentares palestinos eleitos ao Knesset. O Massacre de Outubro aconteceu em 2000, quando a IDF matou 13 manifestantes durante uma passeata na Galileia.
Nenhum dos policiais envolvidos nos assassinatos foi condenado e um deles foi inclusive promovido.
As palavras de ordem das passeatas foram as mesmas de 15 anos atrás: The end to Israeli police tactics, que visam ativistas palestinos com medidas drásticas não usadas contra os judeus israelenses.
Desta vez, com a espada de Dâmocles da Terceira Intifada sobre a cabeça de Binyamin Netanyahu, este ordenou que os policiais controlassem seu ódio e preconceito e se mantivessem calmos.
Com certeza, se tivesse havido uma única morte a Intifada seria incontrolável, pois as atitudes dos soldados e policiais israelenses com os palestinos tem piorado assustadoramente.
Amjad Iraqi, da ONG Adalah que advoga pelos direitos cívicos dos cidadãos cristãos e muçulmanos árabes de Israel (quase 1/4 da população global) explicou: "It's been 15 years since 2000 and nothing has changed in both the
way they [Israeli police] view Palestinians and how they treat them in
practise. There has been an increase in 'targeted
arrests and brutality' during protests by Arabs. Thousands of complaints are filed against the police, and charges are hardly ever made."
Adalah mostrou mais de 11 mil denúncias de maus tratos de cidadãos palestinos só entre 2011 e 2013. Apenas 3 por cento resultaram em condenações levíssimas. É claro que os palestinos em Israel são cidadãos de terceira classe (os de segunda, são os judeus de origem africana) e sem direitos. Haneen Zoabi, membro do partido Balad diz que o massacre de 2000 foi uma mensagem do governo: "It meant we were enemies ... It meant Israel won't punish any police
officer for having killed Palestinians, and that we [Palestinians] are
not in the position of real citizens. It shows that there is no difference between how Palestinians from
both sides of the Green Line (separating Israel and the occupied
territories) are treated ... Israel didn't investigate, didn't address
anything in the courts."
Nos últimos quinze anos, mais de 40 palestinos cristãos e muçulmanos, cidadãos de Israel, foram mortos em passeatas pacíficas. Sem nenhuma repercução interna, externa, nem na vida dos assassinos.
PS. Após outro ataque em colonos judeus na Cisjordânia, Israel acabou de bloquear o acesso de Jerusalém antiga aos palestinos. Lenha na fogueira.
Inside Story: The End of Oslo Agreement?
Inside Story - Can Netanyahu change Al Aqsa status quo?
Mea culpa: A 48-Year Long Sin. As a Jew, an Israeli, and a former soldier, I cannot forget, and I expect the same of the society to which I belong. I expect us all to question the orders that guide our soldiers in Gaza. What was the policy that informed these orders? .read more ›
Direitos Humanos: What does flag at UN mean to Palestinians?Al Jazeera speaks to Palestinians in the West Bank and Gaza Strip about what the flag-raising at the UN means to them.
Por outro lado, a torcida para que a Rússia dê com os burros n'água na Síria é tanta que é até mau-olhado. Putin deveria mandar benzer seus soldados. Em Washington torcem ainda mais para que Putin ponha tropas no solo e que fique atolado como os EUA ficaram no Afeganistão, cuja campanha militar querem comparar com a da Rússia na Síria sem nenhum base. Já que os EUA em 2001 bombardearam o Afeganistão por vingança e a Rússia está bombardeando a Síria para salvar o que ainda pode ser salvo (pouca coisa) e prevenir danos posteriores em seu país.
De fato, Putin ingeriu-se na Síria por duas razões.
Primeiro para assentar sua autoridade na área. A foto ao lado mostra sua inferioridade militar na região dominada por EUA e OTAN.
A segunda é para garantir que as centenas de russos aliciados pelo ISIS não voltem para cometer atentados em Moscou, São Petesburgo (ex Leningrado), Volgogrado (ex Stalingrado)... Foi o que explicou a Obama, que tem vista curta, e é o que está explicando aos demais membros da OTAN: Vocês também têm cidadãos lá, que vão voltar quando o Daesh tiver feito suas conquistas regionais.
Putin foi treinado para ver além de um palmo. Barack Obama e François Hollande só enxergam o que está na cara e que pode render lucro ou/e ajudá-los nas pesquisas de opinião de imediado. (E é nas mãos de pessoas deste tipo que está o destino da humanidade!).
O canal de televisão russo Zveda (Estrela), disse na semana passada que os para-militares estão escondidos em ruínas de Palmyra, mas que estão sendo cercados: "The militants, who had been keeping the city under control and destroying priceless ancient monuments for months, are being killed in the air raids of the Syrian Air Force. During the most recent attack, 40 terrorists were destroyed in the province of Homs. And many militants of the Islamic State lay down their arms and surrender. "On September 20, in the village of Kanaker [município de Damasco]more than 500 fighters of the Islamic State and so-called moderate opposition laid down their arms," Syrian agency SANA reports, adding that there is a video of ISIS militants yelling to government troops. The militants were said to be mercenaries from Iran, Turkey and Sudan. They received weapons from Saudi Arabia, Jordan and Lebanon. There are also many US-made weapons and heavy equipment, reporters say."
Navios russos a caminho de Tartus
Pelo que sei, a Rússia dispõe na Síria de aeronaves Su-30CM polivalentes, complexos de mísseis móveis Pantsir-S1, helicópteros de combate Mi-24, helicópteros polivalentes Mi-17 e bombardeiros Sukhoi Su-24M .
Apesar de ter assistido de camarote (de sua base naval em Tartus, a única cidade síria incólumeaté agora, foto ao lado) à escalada da guerra civil na Síria e à infiltração do Nusrah durante quatro anos, nas últimas semanas era claro que a Rússia ia interferir porque chegaram muitos conselheiros militares em Damasco e seis MiG-31.
E pela primeira vez Moscou forneceu a Assad satélites de inteligência. "Previously, Jihadists managed to avoid attacks from government forces because NATO was providing them with satellite information on time. Now, it appears that NATO no longer shares the intelligence data with the Islamic State, although the alliance still continues providing this information to Frente al Nusra", dizem os russos.
Outra certeza é que a base militar russa em Tartus dobrou nos últimos anos e o Kremlin está agindo em concertação com o Irã e o Iraque, este último, decepcionado com a miopia estadunidense e o primeiro, gato escaldado, sabe que não há como confiar em promessas e acordos feitos por e com a Casa Branca.
Putin considera o apoio dos EUA aos 'rebeldes' sírios "illegal and ineffective. The U.S.-trained rebels are leaving to join the Islamic State with weapons supplied by Washington. It turns out that only 60 of these fighters [5.400 ao todo] have been properly trained, and as few as four or five people actually carry weapons. The rest of them have deserted with the American weapons to join ISIS."
É verdade. E há meses que dura esta debandada e os EUA fazem vista grossa. Enquanto isso, aumentam sua frota.
Em 2012 a Rússia tentara manerar (falei nisso no domingo atrasado), como mostra o vídeo abaixo da Press TV no fim de fevereiro de 2012.
O vídeo abaixo mostra que Putin reiterou sua demanda, de outra maneira, em meados de setembro deste ano e foi criticado, como sempre.
Aliás os EUA escolhem mau seus aliados. Sempre. Mas no Oriente Médio este erro tático é ainda mais grave. A Turquia prefere combater o PKK (kurdo) do que ajudar os únicos que resistem ao Daesh em seu território: os kurdos. E com a proximidade das eleições em novembro, a tendência é piorar.
Nesse ínterim, Israel bombardeou três bases miltiares sírias em 'retaliação a dois foguetes extraviados que caíram nos 70% da planície dos Golã que surrupiou da Síria e ocupa até hoje.
Segundo Abu Ali al-Jawlani, porta-voz do Syrian Revolutionary Command Council (RCC) em Quinetra e nos Golã, "There is an ongoing battle in the area north of Quneitra. Whoever wins that area will control key routes that connect Quneitra all the way to the countryside of Damascus".
Israel quer chegar em Damasco? No dia 20 de agosto já bombardeara um carro perto de Quineitra matando cinco civis. Justificaram o assassinato dizendo que eram resistentes palestinos. Mas não eram. E se fossem? Que direito eles têm de invadir território estrangeiro para cometer crimes? Fazem isso porque confiam em sua impunidade. Com Putin na jogada, Israel está começando a preocupar-se. Barack é um lacaio, mas Vladimir Vladimirovitch não leva desaforo pra casa.
Obama está dizendo que a intervenção da Rússia na Síria (a dos EUA foi bem-intencionada, é claro...) é "recipe for disaster'. O Presidente dos Estados Unidos parece ignorar que desastre pior do que está é complicado. Quem viver verá.
Para quem quiser entender melhor o ponto de vista do outro lado, ou seja, de Bashar el-Assad e Vladimir Putin, selecionei os seguintes vídeos da RT (Russian TV International). De lambuja tem um debate da Al Jazeera sobre o papel do Irã na jogada.
RT: Entrevista com Bashar el-Assad (15/09/2015)
Cross Talk do discurso de Putin nas Nações Unidas
AJ: Can Teheran deliver a solution on Syria?
AJ Inside Story: Will Putin save Assad's Syria?
AJ War & conflict: Is Israel at risk of becoming an aparthei state?
Carta aberta de Roger Waters a Bon Jovi:
Dear Jon Bon Jovi, David Bryan, and Tico Torres,
Often in the pastIhavewrittendetailed, and sometimes even persuasive, letters to colleagues in the music business, encouraging them not to give succor to the Israeli government’s apartheid policies by performing in Israel.
Having readJon’s comments last week in Yedioth Ahronoth, I won’t waste my time drawing parallels with Apartheid South Africa and the moral stand that so many artists took then and that thousands are taking now in the face of decades of Israeli oppression of Palestinians.
So the die is cast, you are determined to proceed with your gig in Tel Aviv on October 3. You are making your stand.
The dead can’t remind you of the crimes you’ve ignored. But, lest we forget, “To stand by silent and indifferent is the greatest crime of all.”
Roger Waters
O autor e humanista sueco Henning Mankell, grande defensor dos direitos palestinos ao ponto de participar da Freedom Flotilla for Gaza em 2010, morreu na noite do dia 05 para o dia 06 de outubro. Grande perda para a causa palestina, para seus leitores assíduos e para a humanidade, que perde um ser extraordinário. Henning Mankell wanted to destroy the monster of Israeli apartheid. Sarah Irving
Número de prisioneiros políticos Palestinos no mês de setembro.