domingo, 2 de outubro de 2016

Shimon Peres: Let's not whitewash a war criminal

A amoralidade, a subserviência ao lobby sionista e o desconhecimento de História de Barack Obama  não têm limite.
Se tivesse, o presidente dos Estados Unidos não teria comparado um criminoso de guerra com Nelson Mandela - respeitado justamente pela resistência ao regime de apartheid na África do Sul. Oposto, em todos os níveis e graus, a Shimon Peres, o sujeito amoral que Obama enalteceu em enterro por ignorância ou conivência com seus crimes. 
O político israelense Shimon Peres morreu na quarta-feira, dia 28 de setembro, com 93 anos.
Peres era uma mistura de Roberto Campos e Golbery do Couto e Silva.
Peres personificava a hasbara e o poder de bastidores, insasiável.
Peres representava na maioria da grande mídia, a disparidade entre a imagem que Israel vende para o ocidente e a realidade de sua sanguinária política expansionista no Líbano e na Palestina.
Peres nasceu na Belarússia em 1923, de onde emigrou para a Palestina, então sob mandato britânico, em 1930. Jovenzinho, aderiu ao Haganah, chamado por Albert Einstein e Hannah Arendt de organização terrorista israelita.
O Haganah foi responsável pela limpeza étnica de cerca de 50 cidades e cidadezinhas palestinas entre 1947-49, durante a Naqba - que continua até hoje, de outro jeito. Porém, apesar dos massacres e da deportação massiva dos palestinos pelo Haganah, Peres iludiu-se e iludiu que as forças armadas sionistas “upheld the purity of arms. no estabelecimento do estado de Israel. Chegando ao paroxismo de afirmar que os imigrantes judeus que chegaram à Palestina encontraram uma terra vazia. Antes de Israel existir, dizia, “there was nothing here”.
Peres era um ilusionista que poderia ser resumido nas seguintes frases:
Foi o arquiteto do programa nuclear israelense e ofereceu, a preços módicos, armas nucleares ao regime de apartheid sul-africano.
Definia os cidadãos palestinos de Israel (20% da população sobrevivente à Naqba) como "demographic theat".
Foi um dos protagonistas das colônias/invasões judias nos territórios palestinos ocupados.
Foi responsável pelo massacre de Qana no Líbano em 1996.
Defendeu com unhas e dentes o bloqueio de Gaza, assim como as operações militares e de racionamento de água e víveres. Era a favor do aniquilamento lento e rápido da população da Faixa.
Poderia parar aqui, mas esta esta definição rápida me parece inofensiva demais para um criminoso do naipe desse lobo voraz em pele de ovelha.
Peres foi a vitrina internacional do sionismo. Ao ponto de receber o Prêmio Nobel da Paz em 1993 por ter despojado os palestinos, junto com Yitzhak Rabin, de sua terra e de seus direitos humanos e cívicos fundamentais.
Peres não pode ficar para a história como o "pombo da paz" que não era. Tem de ser visto como o que era: protagonista da limpeza étnica dos palestinos nos Territórios Ocupados e no Líbano.
Peres entrou no departamento de defesa do estado auto-declarado de Israel em 1953.
Desse ano a 1965, serviu como diretor geral do Ministério da Defesa e depois como vice-ministro.
Como tal, foi responsável pelo programa nuclear israelense que nunca foi vistoriado pela International Atomic Energy Agency - IAEA.
Peres acreditava piamente na supremacia religiosa, e racial. A tal ponto que em 1975, encontrou o então ministro da Defesa da África do Sul PW Botha para vender nuclear warheads to the apartheid regime.
Foi Peres que autorisou o Mossad, serviço israelense de inteligência externa, a sequestrar em Roma o  whistle-blower Mordechai Vanunu - que revelou ao mundo o avanço do programa nuclear israelense.
A partir de 1966 Peres foi pivô do regime militar imposto aos palestinos. Regime que permitiu o espólio de terra e despejos de lares e propriedades.
Peres foi o ideólogo de um dos principais instrumentos de limpeza étnica: o artigo 125  Este, em suas próprias palavras era: a means to “directly continue the struggle for Jewish settlement and Jewish immigration.” Pois confisca lavouras dos palestinos para uso da IDF e esta terra é tida então como "incultivável".
Peres foi encarregado, com sucesso, de “judeinizar” a Galileia - populada majoritariamente por palestinos, sobretudo cristãos, sobreviventes da Naqba.
Em 2005, quando era vice-ministro do general carniceiro Ariel Sharon, então primeiro ministro, Peres promoveu  a imigração judia em Nazaré e em 104 municípios majoritariamente palestinos a fim de descristianizar a Galiléia - 100 delas são hoje majoritariamente judias devido às restrições de construções e transmissão de herança imposta aos palestinos.
O projeto de Peres de judeinização da Palestina foi além das fronteiras de 1967. E não começou com o Likud - partido de extrema-direita que governa Israel hoje - e sim com o Partido Trabalhista, tido como liberal-democrata.
Peres era um dos maiores defensores dessa política que implementou entusiasticamente entre 1974 e 1977, como ministro da Defesa de Israel no governo de Rabin. Aliás, os dois estabeleceram várias invasões judias na Cisjordânia, tais como Ofra. Todas com o mesmo princípio de roubar terra palestina.
E enquanto surrupiava recursos naturais, propriedades, e oprimia os palestinos, a dupla dinâmica do Partido Trabalhista - Peres & Rabin - mantinha a hasbara das "negociações de paz".
Que fique claro. Até o último suspiro, Peres usou toda sua influência para sabotar todo e qualquer esforço de paz. Ele estve à mesa ou nos bastidores de todas as negociações que capotaram. 
Além do genocídio a curto, médio e longo prazo que Peres arquitetou e levou a cabo políticamente dentro da Palestina, não deixou o Líbano em paz.
Em 1996, durante sua gestão como primeiro ministro, ordenou a “Operation Grapes of Wrath". Definida no site da IDF como “massive bombing of the Shia villages in South Lebanon in order to cause a flow of civilians north, toward Beirut, thus applying pressure on Syria and Lebanon to restrain Hezbollah.”
De fato, foi uma operação militar sangrenta para fins eleitorais que resultou na morte de 154 civis e no ferimento grave de 351 - que passou para a posteridade como o massacre de Qana.
Na época, a operação só parou porque pela primeira vez (em Gaza tal crime de guerra seria posteriormente banalizado) a força aérea israelense bombardeou um abrigo das Nações Unidas matando 106 civis. O crime internacional foi um choque que a ONU não engoliu facilmente, declarando que contrary to Israeli denials, it was “unlikely” that the shelling “was the result of technical and/or procedural errors.” Ficou claro quando participantes do massacre não demonstraram na televisão em Tel Aviv nem um grama de arrependimento. Muito pelo contrário, já que os mortos eram “just a bunch of Arabs”. Peres também ficou impassível: “Everything was done according to clear logic and in a responsible way. I am at peace.”
No capítulo Gaza, desde 2006 que Peres foi o maior embaixador israelense da hasbara.
O bloqueio devastador e genocida, as três grandes operações militares destrutivas, e a indignação internacional, nada abalou o discurso e a arroogância de Peres.
Peres sempre foi coerente com sua ideologia sionista apoiando o apartheid dentro de Israel, e a ocupação, colonização, brutalidade militar e punição coletiva nos territórios palestinos ocupados.
Em 2009, durante a Operation Cast Lead, Peres travestiu os protestos das ONGs israelenses de Direitos Humanos, inventando que a “national solidarity behind the military operation” como “Israel’s finest hour.” Descreveu assim o objetivo da OCL: “it was to provide a strong blow to the people of Gaza so that they would lose their appetite for shooting at Israel.”
Durante a Operation Pillar of Defence em novembro de 2012, Ynetnews definiu bem o papel de Peres: Ele “took on the job of helping the Israeli public relations effort, communicating the Israeli narrative to world leaders.” Enquanto repetia as mantras do projeto Israel para a imprensa estrangeira, internamente, no início da ofensiva, Peres estatuou a punição coletiva "avisando"  o Hamas que "if it wants normal life for the people of Gaza, then it must stop firing rockets into Israel.”
Em 2014, durante a Operation Protective Edge, Peres reassumiu seu papel de embaixador de whitewash Israeli war crimes. Logo após o assassinato dos quatro meninos palestinos na praia, em vez de desculpas, ele culpou quem? Os palestinos: “It was an area that we warned would be bombed,” he said. “And unfortunately they didn’t take out the children.” Mentira descarada. Os meninos brincavam perto do hotel dos jornalistas estrangeiros justamente porque era seguro.
Quanto ao bloqueio condenado internacionalmente e considerado uma punição coletiva genocida, Peres nunca teve escrúpulo de defender este crime: “If Gaza ceases fire, there will be no need for a blockade.”
 Peres não defendia a punição coletiva só na Palestina. No Irã também. Em 2012, ao ser interpelado sobre a catástrofe de seis milhões de iranianos serem privados de tratamento contra câncer por causa das sanções e bloqueios estabelecidos pelos Estados Unidos (sob pressão de Tel Aviv), o lobo disse: “If they want to return to a normal life, let them become normal.”
O conceito de Peres de 'normalidade' e 'humanidade' eram extremamente deturpados por sua ideologia de supremacia religiosa e racial.
O pior da vida desse ser desumano é que ele morreu sem arrepender-se de sua mentalidade tacanha e maudade.
Até o fim manteve sua visão de "paz" com a Palestina: “The first priority is preserving Israel as a Jewish state. That is our central goal, that is what we are fighting for.” Disse isso em 2014 e no ano passado reiterou sua posição: “Israel should implement the two-state solution for her own sake,” so as not to “lose our [Jewish] majority.
Uma coisa é inegável a respeito de Shimon Peres: foi coerente consigo mesmo e com sua má índole até a morte, apoiando a repressão violenta da Terceira Intifada. Foi coerente também com o discurso de Rabin no Knesset um pouco antes de ser morto em 1995, quando deixou clarou que os Acordos de Oslo buscavam oficializar uma "entidade" palestina que fosse "less than a state”. Jerusalém seria sua capital despojada da população palestina nativa, key settlements wiould be annexed and Israel would remain in the Jordan Valley.
Alguns anos atrás Peres disse que os palestinos se self-victimised: “They victimise themselves. They are a victim of their own mistakes unnecessarily.”
Condescendência cruel e hasbara indecente que caracterizaram perfeitamente esse sujeito para quem "paz" só rimava com subjugação colonial.
Que Peres vá para o inferno! encontrar Ariel Sharon, o general buldozzer, e Yitzhak Rabin, o general whitewashed of his war crimes só porque foi assassinado por fanáticos obtusos que não entendiam a duplicidade de palavras e atos.
Shabbir LakhaPeres, Oslo and Peace. 
Inside story: Shimon Peres - a man of peace or a war criminal?
 
Falando em Peres & Rabin que deslancharam as invasões judias na Palestina, Ben White explica seus crimes: Israel settlements explained.

"My youngest​, ​always cutely wide-eyed​,​​ nine-year-old brother Yousef was given an assignment at school​:​ To write about a ​personal ​experience​ that has taught him a ​positive virtue or moral value such as love, peace, helping others​.
Whenever I made a suggestion, he ​replied, “I don’t have any ​thing to say​ on this​.​” ​H​e couldn’t think of any positive ideas even when I tried to give him lots of hints. His own thoughts were​:​
Could I write about the last war and how I ran into the basement when the next building was blown off, and how we saw dead bodies, and how warplanes were bombing everywhere in the night but the resistance won at last?
Should I write that Papa died just after I was born because of the blockade, and then the first war started… then the second… then the third and there is no electricity and no water?
I failed entirely to remember some tranquil memories that he or people in his very young age​-group​ had lived throughout this madness. It’s a generation that ha​s opened ​its eyes ​to a  blockade, conflict and ​death, with absolutely no ​prospect of ​ ​normality. I ended up that night feeling deeply helpless with a burning chest and an incurable wound. It​ reaffirmed ​my belief  that violence ​will never solve our problems." Mohammad, from Gaza.

The National Theatre of Norway apologize for the cooperation with Israeli Habima theater.
PCHR : 
Prisioneiros:  

In early June, during the month of Ramadan, the Israeli water company, Mekorot, cut back water supply to several Palestinian communities in the northern West Bank, including the village of Salem, which is located east of Nablus and has a population of about 5,000. These communities suffered from an acute water shortage throughout the summer, and continue to suffer from it today. Israel has exclusive control over the supply of water to the entire West Bank, and the amount of water it supplies to Palestinians falls short of the minimum recommended by the World Health Organization, and far short of the amount supplied to Israelis. In this video, Rand ‘Awad, 43, married mother of three, speaks about living with a water shortage and the many difficulties caused by the recent cutback.
BRASIL
DIRETAS, JÁ! 
Temer assume o golpe: Golpeachment ocorreu porque Dilma recusou "ponte para o futuro."


Caros Amigos 

Carta Capital 

Conversa Afiada

domingo, 25 de setembro de 2016

Rogue Israel: "democracia", opressora e opressiva

  
Sou o protótipo de uma raça que pessoas como o tal Zuckerberg querem extinguir para que todo mundo, no mundo todo, fique à mercê do Big Brother - do George Owell.
Não tenho celular, não tenho facebook, não tenho instagram, não consulto wikipedia, não tenho twitter - mas consulto os de um punhado de colegas de nacionalidades variadas que praticam verdadeiro jornalismo. Deve haver outras redes sociais que desinformam, mas estou por fora.
Uma das razões de minha auto-exclusão desse mundo fictício e nocivo ao conhecimento - chamado rede "social" - é a consciência da manipulação da "informação" que tais sistemas veiculam e a censura que exercem sobre minorias sem padrinhos.
Tais como os palestinos.
Na semana passada, Facebook bloqueou centenas de milhares de palestinos. Começando com jornalistas e terminando com estudantes secundaristas.
Segundo boatos bastante credíveis, a censura deveu-se a um acordo feito entre Israel e Facebook, leia-se Netanyahu e Zuckerberg - o primeiro, criminoso de paz e guerra; o segundo, mau caráter que estende a mão esquerda a um programa de erradicação de enfermidades e a com a direita acaricia os genocidas de Tel Aviv e capitalistas empedernidos.
O bloqueio foi suspenso ontem, devido à proporção que o arbítrio tomou na imprensa independente e da intervenção de ONGs de Direitos Humanos e juristas.
Na mesma semana, o papa Francisco condenou a desinformação praticada pelas redes sociais e redes midiáticas, definindo tal prática como crime.
Em primeiro plano, Francisco visava a mídia de Silvio Berlusconi - o Roberto Marinho italiano.
Mas o assassinato moral que os órgãos de "imprensa" desse indivíduo execrável pratica na Itália em nome de uma direita fascistóide é semelhante ao que a nossa Globo nacional pratica no Brasil em seu apoio aos golpistas judicio-parlamentares em 2016 - como fez em 1964 com os golpistas militares.
Golpes de estado só são viáveis com a cumplicidade da mídia.
Seu sucesso depende exclusivamente da manipulação da informação.
Sem a mídia, nada é possível.
Hoje em dia, o perigo é maior ainda por causa das redes sociais. Uma frase mentirosa jogada em um Facebook ou um Whatsap em Israel ou/e nos Estados Unidos chega ao Brasil em um segundo, se dissemina como pólvora e explode em Brasília.
Vide a diabolização de Putin. Que repito, não é nenhum santo - longe disso. Porém, não é o diabo encarnado, como são Binyamin Netanyahu (e seus cupinchas), Tony Blair e Hillary Clinton.
Como o Lula, que a "elite" parlamentaro-judiciario-financeira brasileira tenta pintar como o maior corrupto do país.
Lula terá de ir para o cárcere quando a quadrilha Temer-Cunha e seus anõezinhos forem condenados a prisão perpétua por banditismo agravado e por sucatear nosso país para os Estados Unidos.
Enquanto isso não acontecer, enquanto os prefeitos e governadores corruptos do PSDB, PMDB e outros partidos que privatizaram nosso ensino e nossa saúde disfarçando em terceirização sem nenhuma vigilância jurídica - sem dúvida alguma para poderem roubar através de artifícios menos vulneráveis à Polícia Federal - não estiverem atrás das grades, eu fecho com a Frente Ampla por eleições diretas e vou fazer campanha e votar no candidato anti-golpista. Qualquer que seja, menos a Marina porque tenho medo do obscurantismo evangélico e mantenho distância de franquias gringas.
Quero deixar para as novas gerações um Brasil melhor do que o Brasil arbitrário e elitista no qual eu cresci vigiada nas salas de aula. Quero deixar para as novas gerações um Brasil mais justo, mais equilibrado, mais educado, culto e com saúde; e não um Brasil em que a maioria sobrevive fazendo malabarismo e uma minoria vive enclausurada em condomínios murados, em prédios vigiados por guardas armados, e transitam em carros blindados.
É disto que a nossa "elite" não se dá conta: seu egoísmo e ignorância a condena ao sobressalto e a priva de liberdade.
Por analogia, os israelenses (maioria deles) que apóiam a política genocida de ocupação da Palestina condenam-se à guerra permanente; condenam seus descendentes a serem assassinos; condenam seu país ao suicídio talvez até através de uma guerra civil.
Pois como no Brasil com a política de exclusão socio-econômico-cultural os pobres só vão aumentar (em vez de diminuir como estava acontecendo), os palestinos jamais se deixarão escravizar e resistirão até conseguirem seu Estado e sua liberdade.
Precisa ser obtuso e cego pela cobiça para não enxergar este óbvio.

Falando nisso, os amigos sionistas milionários da ogra Clinton estão preocupados com o "arianismo" israelita em Israel. A tal ponto que puseram um anúncio de primeira página no NYTimes alertando - quem, não se sabe ao certo - para a queda da hegemonia judaica no "Estado Judeu".
É piada?, pode perguntar quem conhece a colonização da Cisjordânia; a importação de judeus loiros dos países da Europa do Leste e Argentina (os descendentes de alemães, é claro) para ocupá-las e "aprimorar" a raça, e o aliciamento de jovens jihadistas na Europa, na América e na Austrália para engrossar as colunas de criminosos da IDF.
Não, não é piada. A foto ao lado prova esta barbaridade.
Assim como a cumplicidade do jornal que publicou o anúncio e que enche seus artigos de frases tiradas diretamente do Israel Project.
É outro exemplo da mídia  a serviço de interesses escusos e de uma ideologia amoral.

Dando uma trégua à mídia e voltando aos políticos, Barack Obama vai ficar na história - dos jornalistas - como um poço sem fundo de hipocrisia narcisista.
Ele nos surpreende todo dia.
Quando se pensa que ele chegou ao fim de suas artimanhas sionistas - como os US$38bn deal, vem uma aberração maior ainda.
A da semana passada foi seu encontro com o genocida Binyamin Netanyahu. Um negócio da China para os dois países. Um negócio que atende à demanda insistente dos dois lobbies mais influentes dos Estados Unidos: o de armamento e o sionista, que estão de braços dados em todos os lugares em que armas são usadas,  bombas explodem, em que ocorrem massacres.
Pois bem, com todos os assuntos graves que Obama poderia e deveria tratar com Netanyahu, do que é que eles conversaram? Sobre golfe. Pois é, o esporte dos abastados.
E depois? Depois Obama disse a Netanyahu que após deixar o governo, ele e a esposa visitarão "Israel" com prazer, e muitas vezes.
Prova que Obama está mais próximo de Bill Clinton do que de Jimmy Carter.
Daí seu apoio à esposa do primeiro, ex-presidente dos Estados Unidos que permitiu que Israel pilhasse a Palestina nos Acordos de Oslo.
Esse Obama é mesmo uma caixinha de más surpresas. Merecedor do apelido que o colega israelense Gideon Levy deu-lhe: Patron of the Occupation


Nesse ínterim, na ONU, ficou mais claro para os incautos porque os USA e Israel destruíram a Síria para derrubar Bashar el Assad. Embora as atenções estivessem voltadas para o duelo verbal entre Binyamin Netanyahu e Mahmoud Abbas.
Foi batalha de palavras vãs e vagas.
O primeiro ministro de Israel latiu a de sempre.
O presidente da Autoridade Palestina metamorfoseou-se de vassalo de Israel/EUA em chefe de estado - como sempre acontece na ONU - porque precisava dizer o que seus compatriotas esperavam. Discurso, nada mais. Na Cisjordânia, Abu Mazen está proibindo eleições e reprimindo a terceira Intifada intimando os estudantes e botando muitos no cárcere. De mãos dadas com Tel Aviv. 
Aliás, chegar ao aeroporto Ben Gurion, única porta aérea para a Palestina, hoje em dia, está se tornando uma operação dificílima - para jornalistas, descendentes de árabes, ativistas ocidentais, e quem quer que tenha nome ou cara que desagrade os jovens jihadistas judeus que fazem a primeira  revista e em seguida, dos agentes do Shin Bet e do Mossad.
Tirar a roupa de cidadão de ficha limpa em aeroporto é proibido pelas leis internacionais.
Em Ben Gurion, virou uma prática corriqueira e quase pública. Desde a década de 90 que esta revista é feita em cômodos reservados a tortura psicológica, longe dos olhos dos outros passageiros.
Mas Israel está tão seguro de sua impunidade -  garantida por Obama e pela ogra Clinton - que agora já às vistas.
Acontece que quer Israel e os EUA queiram quer não, a ocupação já é de domínio internacional público. Não adianta Israel tentar abafar as atrocidades que comete contra os palestinos - humilhação, tiro ao alvo, coerção, chantagem, "dieta" de 75 calorias, "racionamento" de comida, água, bombardeios com armas convencionais e químicas, exterminação individual e coletiva, enfim, todo mal que uma mente desumana consegue arquitetar e pôr em prática, sem piscar.
Uma das estratégias que Tel Aviv usa para implementar a limpeza étnica da Palestina na surdina (?) é a barragem e a deportação de jornalistas e ativistas estrangeiros.
Adeportação já era prática corrente em relação aos palestinos desde 1967.
Mas agora é extensiva a observadores, médicos e ativistas ocidentais de todos os horizontes profissionais. Check it out.
An analysis of UN data show that a recent surge in reports of deportations of individuals attempting to transit through Israel to work with Palestinians is the result of an official strategy implemented by the Israeli government beginning in January of this year.
Reports submitted to the Access Coordination Unit (ACU) of the United Nations Office of the Resident and Humanitarian Coordinator show that in 2015, only 1 percent of the 384 “incidents” encountered by UN, journalists and international NGO employees and consultants resulted in deportations. Rather, the vast majority of the problems (76 percent) were delays.
The same pattern was observed in the previous three years.
However, to date in 2016, 9-10 percent of all 232 incidents ended in deportation.
The numbers collected by the UN ACU do not include activists and independent workers who try to enter the Palestinian territories through Israeli-controlled crossings, for whom anecdotal reports of deportations have trickled in steadily over the past several years but have soared recently.
No one appears to be collecting these numbers, outside of the Israeli government.
And unfortunately, the Right to Enter Committee—a group of mostly Israeli attorneys who had specialized in these cases—has not been active since about 2010. 
Most of those who have been deported were verbally informed of 10-year bans on returning to any Israeli-controlled border, and forced to sign a statement acknowledging they will no longer be allowed to obtain a visa at the Israeli border, as most travelers can.
Although in the past has been widely known that Israel has discriminated against many travelers of Arab or Muslim heritage, increasingly ethnic and religious characteristics have appeared to play a minimal role; Christians, and even Jews, anyone tagged as sympathetic to Palestinians and capable of effective advocacy is at risk.
Israeli government now is instituting the old policy of "mowing the grass" that it uses in its military operations in Gaza to rid itself of dissenters.
For example, a new joint task force, established by the Israeli interior and public security ministries, is urging Israeli citizens to call a hotline with information about individuals involved in BDS (boycott, divestment and sanctions) activities, thus allowing them to be deported.
Likewise, local officials for international NGOs such as World Vision and the UN Development Programme have recently been falsely accused with financially supporting the Hamas movement that governs Gaza.
The analysis of UN ACU data show that in addition to deportations, reported incidents also include long delays (the most common) and a forced cancellation of the “mission.” 
Such incidents occur at all Israeli-controlled crossing points, with the majority occurring at (in order of frequency) the Erez crossing into Gaza, the Allenby bridge from Jordan into the West Bank and Ben Gurion Airport in Tel Aviv.
It is increasingly looking like Israel - "the only democratic country in the Middle East" - has launched a systematic campaign to prevent substantive challenges to denial of Palestinian human rights.
And to date, the international community is looking the other way. 
Expressing “concern,” as international spokespersons often do, is not sufficient. 
Formal complaints against Israel should be filed with international bodies until the Palestinian people are allowed to decide on their own visitation rights. 
Otherwise, is this not the definition of a prison?
"Seeing the Israeli occupation forces last night, raiding the house of my cousins Bassem and Jawaher abu Rahma, who were murdered by the Israeli occupation forces in cold blood, in peaceful demonstrations and seeing how they wake the family up in the middle of the night, to steal their computers and phones and not letting anyone enter or leave, because they declare it a closed military zone, makes me so deeply mad and sad for all what this family have to go through. I don't know what to say. It's hard for me to see all the injustice that my family face by living under the Israeli occupation. It's hard to see part of your family lose their beloved ones and it's that's not the only thing. They can't even have a peaceful night to sleep, because they were born under the occupation. They are forced to live this life because they stand on their land they refuse to leave. It's hard for me to see the owners prevented from entering the house to see their children, because there are strangers inside blocking the way and declaring it a closed military zone, when in fact they are vandalising, and stealing computers and phones. They also raided 3 other Palestinian houses in the village where they took their computers and phones as well. But this is the reality in Palestine, you may not know about. This is the life under the Israeli occupation in Palestine." Video below:
São pessoas como o ativista australiano no vídeo abaixo que Israel proibe de entrar na Palestina ou que são deportados quando não dizem Amén aos ocupantes. Robert Martin is an Australian activist who lives in Melbourne. Robert was drawn to Palestine at the commencement of Israel's Gaza attack. Robert began to investigate what actually was happening in Palestine and couldn't believe what he was reading. He knew he couldn't rely on mainstream media for the truth so he decided to see for himself.
Robert had read and watched plenty of interviews and documentaries on Issues faced by both sides.
Robert knew he was in for an eye opening trip immediately after the Israeli army entered the bus he was in and asked to see his passport. After disembarking the bus he was invited to the front of the line to have his passport checked again, this shocked Robert a bit as he saw so many Palestinians in the line and he refused to push in the line.
Robert made a trip to Bil'in as he had made contact with Hamde Abu Rhama and was keen to see the village in which Hamde lived. Robert was being given a quick tour of the village (it's small as so much of its land has been taken) when he saw the truth of live under occupation. Hamde and Robert had been chasing some animals as Hamde wanted to take pictures of them and they were interrupted by soldiers. An army van came rushing down the road, stopped quickly and a few soldiers stood up and shouted they must move. This startled Robert as it was so unexpected, Robert asked the soldiers what was happening. He then, as usual in such cases, was faced with an M16 being pointed straight at him as the other soldiers told him to leave.
Robert had to know more and asked some questions as to why he wasn't allowed to be there as he was clearly away from the Apartheid Wall and clearly away from the barb wire also. The soldiers threw something at in Robert's direction and it exploded with an incredibly loud noise that Robert had never experienced in his life. To the soldiers amazement and surprise Robert did not move and again questioned the soldiers.. The only response Robert received was they were protecting Israel and they had rules that we must follow.
The next day Robert was having coffee and with a few people from the village when a distressed call came in explaining the soldiers were at the only play ground taking equipment. Robert saw everyone in a panic and insisted he tag along to see what was happening.
They got to the hill and were stopped by heavily armed soldiers and a truck that had a small crane on it. Robert had not been in the village of Bil'in for even 24 hours and he was again faced by the strength of the Israeli army insisting he leave with a M16 at his head. For whatever reason Robert refused and walked towards the soldiers filming with his iPhone and he asked the soldiers what they were doing. Again the soldiers told him to leave or he would be shot. He continued towards the soldiers and again asked what they were doing. Thee were some younger People from the village behind him watching and to his amazement they all started running a away. He saw the truck with the equipment already loaded and again demanded the soldiers give him an answer. The soldiers were taken back by Robert and his inability to be intimidated by these soldiers clearly provoking a fight. The soldiers began to retreat even though they again said I'd he continued they would shoot him. As they left they threw another object at him that exploded and began to smoke..
Everything Robert had read and heard about could not have prepared him for what he had just witnessed as the disregard towards the Palestinians was too blatant to believe, without seeing it.
BRASIL

domingo, 18 de setembro de 2016

Rogue Israel & USA vs Palestine: The $38 billion military deal

 
Barack Obama começou a presidência descumprindo suas promessas de justiça na Palestina e está terminando o segundo mandato presenteando o diabo com os resquícios de alma que ainda possuía.
"We affirm today the unbreakable bond between the United States and Israel". Foi com essas palavras que Susan Rice, a US National Security Adviser, fechou um negócio genocida em Washington na semana passada.
Após cerca de onze meses de negociação, na quarta-feira, dia 14 de setembro de 2016, os Estados Unidos e Israel assinaram um acordo de 'cooperação' militar que garante ao rogue state of Israel US$38 bilhões durante 10 anos. De 2019 a 2028. Durante 2017 e 2018, Israel continuará recebendo seus US$3 bilhões costumeiros que usa e abusa em seus crimes de guerra no Oriente Médio.
Como se sua frase acima não bastasse, em nome de Obama, Rice teceu elogios a um genocida: "We are all thinking of and praying for president Shimon Peres," que espero seja recebido no inferno por Ariel Sharon já torradinho e sofrido, graças à justiça divina.
Sem vergonha, Rice fez questão de retraçar a cumplicidade de Obama na limpeza étnica da Palestina gabando-se: "Since 2009, the U.S. provided almost $24 billion in military aid to Israel. We are proud that no other administration has done so much to enhance Israel's security. We can't know what will happen in the next ten years, but the US will always be there for Israel."
Como se a bajulação de Rice não bastasse, Obama fez questão de acrescentar em comunidado: "Both prime minister Netanyahu and I are confident that the new MOU [the deal] will make significant contribution to Israel's security... The continued supply of the world's most advanced weapons technology will ensure that Israel has the ability to defend itself from all manner of threats."
Amoral até a última palavra. A mais alta tecnologia bélica contra estilingues, pedras e facas de cozinha na Cisjordânia, e uns foguetes artesanais na Faixa de Gaza.
Covardia pouca é bobagem.
Aliás, as colônias/invasões judias na Cisjordânia cresceram durante o governo de Obama mais do que nos precedentes. Por que será?
A aberração não para aí. Em caso de novas operações militares (chamadas guerra a fim de esconder a disparidade covarde dos massacres), além dos US$38 bilhõezinhos, Israel continua com o direito de solicitar e obter mais milhões e bilhões para sistemas de mísseis.
O porquê de Obama assinar esse acordo tão perto de deixar a Casa Branca indica duas coisas: Israel teme que Trump ganhe, ou, querem deixar a ogra Clinton começar o governo sem este ônus para poder apoiar outros acordos impopulares.
The following are the main points of the agreement: 
− Israel will get $3.8 billion dollars annually, $500 million of which will be allocated to developing missile defense systems.
− Israel commits not to approach Congress for additional budgets for missile defense systems. In the event of an emergency, Israel can request additional budgets for missile defense systems, but only if the administration agrees to it.
− The agreement does not prevent Israel from asking Congress for additional aid on security issues, such as the fight against tunnels or the development of cyber defense systems.
− Once the agreement goes into effect, there will be a gradual phasing out of Israel’s right to use 26 percent of the American aid to buy equipment from Israel defense industries.
− When the agreement goes into effect, Israel will immediately stop using 14 percent of the American aid to buy fuel for the Israel Defense Forces.
Beyond that, a senior US official admitted: “Like any understanding, changes can be introduced by mutual agreement. With regards to missile defense, in an extreme situation or in the event of a major armed conflict involving Israel we would be able to consider changes together if needed. We have proven we have given Israel additional assistance in times of need like Operation Protective Edge in 2014. There is no reason to think this will not be the case in the future, if needed.”
The senior American officials noted that the new aid pact was formulated during a period of very difficult budget pressures in the United States. Even though there have been continuous reductions in foreign aid budgets, the amount give to Israel under the new agreement is more than under the old one – both in nominal terms and in real terms.
“Now that’s going to go towards building a further arsenal of state-of-the-art U.S. equipment, while simultaneously supporting U.S. industry and jobs. It’s a win-win for Israeli security and the U.S. economy.”
Win-win for both rogue states.
Lose-lose for Palestine, Lebanon, and the world.
 Inside StoryHow will new US-Israel military deal affect Middle East?
Palestinos: Não reclamem!
In 2013,Yesh Din began systematically documenting incidents in which Palestinian crime victims chose not to file a complaint with the Israel police. According to Yesh Din's records, out of 413 incidents of ideologically motivated offenses documented by the organization between 2013 and 2015, 30 percent of the victims explicitly specified that they were not interested in filing a complaint with the Israel Police.
Um palestino de 18 anos foi assassinado na semana passada simplesmente por entrar na buffer zone que Israel estabeleceu na Faixa de Gaza e que toma quase 1/4 do exíguo território. 
OCHA 
Palestinian Center for Human Rights
International Solidarity Movement – Nonviolence. Justice. Freedom.
B'Tselem | The Israeli Information Center for Human Rights in the ...


  Judeus estadunidenses a caminho de Gaza - 12/09/16
 
BRASIL
DIRETAS, JÁ! 
Contra Temer, Chico Buarque volta a cantar 'Apesar de Você' 40 anos depois de ter cantado pela última vez: Veja o  vídeo.
Caros Amigos 
Carta Capital 
Conversa Afiada
Depoimento de Lula sobre a Lavajato
16/09/2016: 40 anos da Noite dos lápis na Argentina
 

domingo, 11 de setembro de 2016

ARBITRIO: From Brasil to Palestine


BRASIL: Frente Ampla por eleição. DIRETAS, JÁ!

A indiferença e o egocentrimo das classes dominantes levam fatalmente à corrupção moral e financeira. 
A corrupção moral e financeira leva inexoravelmente ao poder a qualquer preço.
A sede de poder a qualquer preço leva perigosamente à exclusão e ao arbítrio.
O arbítrio leva indubitavelmente à usurpação dos direitos inalienáveis à cidadania.
A usurpação dos direitos inalienáveis à cidadania leva ao controle da informação.
O controle da informação leva à perda do conhecimento.
A perda do conhecimento leva à ignorância individual e coletiva.
A ignorância em dose dupla leva ao enfraquecimento do indivíduo e da sociedade inteira.
O enfraquecimento do indivíduo e da sociedade leva ao empobrecimento cultural e educativo.
O empobrecimento cultural e educativo leva à alienação e à subserviência.
A alienação leva ao Brasil no qual cresci durante a ditadura militar - aculturação total.
A subserviência leva à rivalidade mesquinha, egoísta, a fim de obter favores e garantir-se o mínimo, em detrimento do civismo.
A rivalidade mesquinha leva à desumanização do cidadão.
A desumanização do cidadão leva à indiferença e ao egocentrimo, então, generalizados em todas as camadas sociais.
A indiferença e o egocentrismo generalizados levam ao suicídio social, com a vitória, amarga e ilusória, do individualismo.
Ponto final.
O arbítrio começa com a manipulação da informação. 
O maior inimigo do cidadão é a manipulação da informação que resulta sempre na privação de conhecimento.
O Brasil está vivendo um caso extremo, nítido, desta manipulação. Manipulação orquestrada pela Globo e pela editora Abril, mas apoiada massivamente pelos demais orgãos de imprensa escrita, televisiva de propriedade de grandes grupos capitalistas. Mais a chamada rede social dos Facebooks e outros veículos vulneráveis a operações de propaganda da NSA em cumplicidade com Tel Aviv.
O Brasil só atingiu o extremo do arbítrio, o GOLPEachment, porque nossa elite financeira é ignorante e egoísta; portanto, míope e suicida.
A classe média alta, a alta, o empresariado - na América Latina toda o problema é igual - parece viver apenas para uma conta bancária, de preferência em paraísos fiscais e de pelo menos seis dígitos. Sem preocupar-se com a qualidade de vida de ir e vir sem perigo.
Nossa elite financeira tranca-se em casas de muros altos, guarita com guardas super-armados, ou em condomínios que batiza de nomes estrangeiros achando que é chic e não entende que se condena a viver em um presídio.
Nossa elite financeira não entende que o mundo que cria para seus filhos e netos apoiando os (Fora!) Temer e (Cadeia!) Cunha é um mundo cada vez mais excludente e restrito para si mesmos.
Nossa elite financeira sofre de catarata social, além da carência crônica de cultura e de conhecimento.
Nossa elite financeira não entende que para deixar para os netos um mundo em que viverá bem e livre, tem de apoiar programas sociais que erradiquem paulatinamente a miséria, a pobreza, e melhore a condição de vida da sociedade inteira (em vez de puxar o tapete de governos que investem nestes).
Nossa elite financeira tem de entender que sem conhecimento, seus filhos e seus netos reproduzirão seus erros e acabarão vivendo em guetos ainda mais policiados e só poderão sair de casa em carros blindados, por ruas cercadas de muros, vigiadas por guardas munidos de armas tradicionais e químicas.
O Brasil inteiro tem de entender que o melhor para o país e para nossos filhos, netos, bisnetos, é Diretas Já! E votar em um/a candidato/a que construa um Brasil mais justo e mais instruído.
 
Entretanto, como disse acima, o Brasil é a ponta visível do iceberg do resultado catastrófico da manipulação da informação que priva o cidadão de conhecimento.
Na América do Norte e na Europa, a grande mídia age com mais nuância e sua manipulação é menos evidente. Embora esteja presente em igual proporção, com vestimenta diferente.
Jornalistas sofrem pressão diáriamente para tirar espaço de assuntos que seus editores pressionados pelos patrões de imprensa querem condenar ao esquecimento.
O Yêmen, é um dos assuntos. Ou melhor, o papel criminoso que a Arábia Saudita representa nessa parte do mundo. A grande mídia teima em querer convencer o leitor ou o espectador que os yemenitas que estão sendo massacrados são xiitas perigosos dos quais os sunitas da Arábia Saudita estão nos protegendo com armamento fornecido pelos Estados Unidos. Não. A população yemenita é a maior vítima desta campanha desenfreada da Arábia Saudita pela hegemonia regional a fim de estender seu arbítrio além de suas fronteiras. Como fez patrocinando o Daesh em cumplicidade com o Qatar.
Aliás, fala-se pouco que o tal Estado Islâmico é sunita. Por que será?

Outro escândalo abafado é a pressão que Barack Obama sofre há anos para afastar-se ao máximo de Vladimir Putin. É impressionante. O lobby das coorporations e de armamentos, apadrinhado por Hillary Clinton, são os maiores responsáveis pela demonização e a incitação a uma nova guerra fria. Uma das poucas coisas positivas do governo Obama é sua resistência a ceder às pressões em relação à Rússia e ao Irã.
É por isso que o medo de uma Terceira Guerra Mundial patrocinada por Hillary Clinton é o pesadelo de todo governante europeu que a conhece um pouquinho.

The Listening Post: Globo's power to influence (30/08/16)


O arbítrio no Oriente Médio é mais forte ainda.
Israel já deixou de ser uma democracia que respeita as liberdades individuais e coletivas há muitos anos. Sem contar a censura que pratica. A última jornalista a sofre os efeitos desta foi Abby Martin, que adquiriu merecida proeminência jornalística na RT no programa Breaking the Set.
Abby é mulher, inteligente, competente, independente e preocupada com a aquisição e transmissão de conhecimento - enfim é jornalista na íntegra. Por isso, apavora políticos e multinacionais que prejudicam o mundo.
Prova disso, Israel vedou-lhe entrada na Faixa de Gaza - embora seja território palestino, só entra em Gaza jornalista credenciado por Tel Aviv. Ou pelo Egito, que no final das contas é o mesmo, já que Cairo hoje recebe ordens de Washington. Controle pouco é bobagem.
Abby está na Palestina preparando um documentário para seu ótimo programa na Telesur, The Empire Files. Na Cisjordânia, foi vigiada por onde andava. Discreta ou acintosamente. Como todos os jornalistas hoje em dia na Palestina, foi vigiada diretamente por agentes israelenses. E também por nativos, sob as ordens de Mahmoud Abbas, que instalou progressivamente um estado de arbítrio em que reprime, prendre e interroga seus compatriotas que incomodam o ocupante, de quem recebe ordens.
Arrest Warrant Issued For Amy Goodman in North Dakota After Covering Pipeline Protest.
Outra jornalista de primeira qualidade que está sendo prejudicada pelo arbítrio é Amy Goodman, produtora executiva do órgão de imprensa independente Democracy Now!. Amy está sendo perseguida em pleno Estados Unidos, que se diz campeão das liberdades democráticas. O governo de North Dakota lançou um mandado de prisão contra ela no sábado por causa de sua cobertura dos últimos conflitos sociais no estado.
Toda a minha solidariedade e apoio às duas eminentes colegas!

Falando em arbítrio e espionagem, Israel está distribuindo panfletos na Cisjorânia, em árabe, incitando os palestinos a denunciarem quem exercer o direito de boicote. Pois, a perversidade da ocupação é tão grande, que os produtos que os palestinos encontram no supermercado vém de onde? De Israel e das invasões judias que lhes despojam de seu patrimônio!


E a hasbara continua a todo vapor. Em seu último oficial, o crápula que governa Israel, ousa dizer que quem condena as invasões ilegais na Cisjordânia são defensores da "limpeza étnica que os palestinos (!!) estão querendo fazer ao exigir um Estado" deles. Desta vez, a hasbara não funcionou. OS EUA não gostaram de ser acusados. Netanyahu has no shame and no boundary. Netanyahu’s ‘ethnic cleansing’ earns strong rebuke from State Department and sparing outrage all over the world . This time the hasbara didn't work.

Enquanto isso, mais de 60 cidades espanholas declararam apoio total e irrestrito ao movimento BDS de boicote a Israel. Inclusive Santiago de Compostela.
O papa Francisco já começou a fazer millagre.


Boa notícia: Embora o criminoso de guerra Binyamin Netanyahu tenha sido recebido na Holanda com honras, a lua de mel entre os políticos e Israel está acabando. Apesar do lobby sionista continuar firme e forte, como mostra o vídeo abaixo.
 

BRASIL
Real News: Did the US play a role in Dilma's ouster?
 Protestos Brasil

The Future of Palestine
 The new anti-semitism and the holocaust
 Abby Martin: Chevron vs the Amazon