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domingo, 24 de abril de 2016

IAW IX : Boycott, D, Sanction Israel! Brasil: Sou contra o golpe.

Banksy em Gaza

Ouvi de um idoso cientista russo o relato detalhado e emocionado do sítio de 872 dias que os nazistas impuseram a Leningrado (nome de batismo, São Petersburgo, hoje recuperado) a fim de esfomear a população até morrer de inanição e eles conquistarem um cemitério, e não a metrópole cosmopolita e ex-capital da Rússia.
O sítio durou do dia 8 de setembro de 1941 a 27 de janeiro de 1944. Exatamente 2 anos, 4 meses, 2 semanas, 5 dias, lembrou ele, de voz embargada.
Durante o sítio, os russos perderam 579.985 soldados e 642 mil civis, de fome, e cerca de 400 mil em tentativas frustradas de evacuação.
O assunto veio à tona em conversa sobre a ameaça de golpe no Brasil pela direita gananciosa e sobre o sofrimento interminável dos palestinos ocupados e martirizados, até quando? 
(Aliás, as fotos da Leningrado de então lembram Gaza de agora.)
Do sítio passamos a música e compositores de resistência, e obviamente, a Dimitrié Dimitriévich Shostakovich (1906-1975) que considero o último grande compositor clássico.
Na verdade, o tema Shostakovich entrou em pauta com Ludwig van Beethoven (meu ídolo musical, junto com Chico Buarque, por razões similares) e sua Heróica, a Terceira Sinfonia, que levou à Sétima de Shostakovich, a Leningrado. Aí o debate foi de qual das duas, obras primas da retratação da guerra, era mais fiel ao tema, mais envolvente, mais comovente.
Por definição e paixão cega, votei na Heróica quase por reflexo; talvez também um pouco por, até então, não ter estabelecido com Shostakovich a mesma familiaridade de sons, emoções e cumplicidade que tenho com Ludwig desde que aprendi Pour Elise no Conservatório quando era menina, embora seja admiradora das artes russas em geral.
A Heróica conheço de cor e decorado e costumo murmurá-la, junto com as outras oito, do começo ao fim sem perder uma nota. Já as 15 sinfonias do Shostakovich, só tenho duas gravações, uma de 1952 com o maestro tcheco Karel Ančerl (1908-1973) e a orquestra sinfônica de Praga, e a outra com o maestro russo Rudolf Borisovich Barshai (1924-2010, fundador do Quarteto Borodin em 1945) dirigindo a Orquestra Sinfônica de Colônia - o que não deixa de ser uma ironia, ou uma revanche enrustida, já que a Leningrado foi composta durante o sítio nazista e ajudou psicologicamente os russos a resistirem e ganharem a guerra, segundo os sobreviventes. E em minhas décadas de vida só ouvira as sinfonias completas ao vivo duas vezes. Uma delas com o maestro retratado abaixo pelo pintor Lev Russov em 1980, o nativo da ex-capital russa Yevgeny Mravinsky (1903-1988).
Mravisky e a Leningrado
Desde a conversa instrutiva, voltei a assistir a Leningrado dirigida e interpretada com paixão e emoção russas e fiquei arrepiada imaginando o efeito que teve nos soviéticos, de cultura incomparável, durante o longo e duro combate à Wehrmacht.
Fiquei sabendo dos detalhes da vida de Shostakovich pela boca do filho do compositor, e da história da Sétima, de sua volta ao mundo recorde - em apenas um ano, foi interpretada mais de cem vezes, fato único na história da música clássica - e de seu papel durante a guerra durante e para a qual foi composta.
Aí prestei atenção dobrada no Alegretto do primeiro movimento que anuncia a invasão inexorável no bater dos tambores, no pisotear das botas dos soldados nazistas às portas de Leningrado; daí para a tentativa de evacuação das famílias, no curto movimento Moderatto, seguido do Adagio do sítio interminável, da placidez do Neva que matava a sede, mas não a fome da população que definhava, de cabeça alta; culminando com a genialidade visionária do Allegro non troppo do último movimento de vitória do Exército Vermelho e do povo russo. Este, escrito em dezembro de 1941, quando diariamente a população morria às centenas em casa e em todas as frentes, mas que resistia, com patriotismo e "dopada", daí em diante, pela Leningrado e sua premonição de vitória.
O grande compositor foi evacuado de sua cidade e a primeira orquestra a tocá-la foi a Sinfônica do Bolshói de Kuibyshev no dia 5 de março de 1942. Foi transmitida por rádio para a União Soviética inteira. Enfim, onde as ondas radiofônicas chegavam, e foi ouvida nas casas levantando o moral dos russos desmoralizados pelas perdas que não paravam e o inverno rude que os maltrava.
Bundesarchiv Bild 183-R77767, Berlin, Rotarmisten Unter den Linden.jpg
(Até o Exército Vermelho conseguir hastear a bandeira soviética em Berlin no dia 02 de maio de 1945 - ao vencer a última ferrenha batalha que começara no dia 16 de abril após libertar suas cidades, enxotar os invasores, libertar a União Soviética até a Ucrânia, Polônia, os campos de concentração - 25 milhões de seus cidadãos estavam mortos; quase um quarto dos 110 milhões recenseados em 1940) 
Enquanto a vida em Leningrado se esvaía, no dia 29 foi a vez da orquestra do Bolshói de Moscou. De lá a partitura foi contrabandeada para os aliados como uma preciosa arma de resistência através de Teerã, países árabes, Europa, até chegar à BBC, cuja orquestra ensaiou em tempo recorde e a pôs no ar no dia 22 de junho explicando que era a sinfonia de resistência, vinda de Leningrado; e os ingleses a escutaram religiosamente até o Big Ben soar.
De Londres a partitura foi para Nova York e os três maiores maestros que os EUA abrigavam, brigaram para estreá-la. Foi o italiano Arturo Toscanini (1867-1957), anti-fascista refugiado nos EUA, que a dirigiu no dia 19 de julho, com difusão radiofônica de Leste a Oeste dos Estados Unidos.
(A anedota é que Toscanini gravou-a e mandou um disco para Shotakovich, que ao escutá-lo, ficou possesso de raiva dizendo que estava tudo errado, o espírito, o ritmo e os tempos. Em inglês, definiu-a como um "lousy, sloppy hack job".)
Apesar do sítio desumano, os russos acabaram conseguindo contrabandear a partitura para Leningrado, na calada da noite, para ser tocada pela Filarmônica, fechada desde 1941. Só 15 músicos ainda estavam vivos, famintos, esquálidos, mas o maestro Karl Eliasberg juntou um a um e quebrou o galho - a partitura original exigia mais de 100 músicos. O dia da estréia foi simbólico, 9 de agosto de 1942, dia que Hitler marcara para celebrar a queda de Leningrado. Só que em vez de derrotados, os sitiados lhe lançaram um novo desafio através da cultura que os caracterizava.
Não há nenhuma gravação dessa noite histórica. Apenas a lembrança dos presentes, sobreviventes, que até hoje recordam o evento retratado acima, com lágrimas nos olhos. Desse dia em diante, a Leningrado virou o hino de resistência da Rússia e da cidade.
Um oficial alemão contou a posteriori que ele e outros soldados entenderam que jamais dobrariam os russos, que jamais conquistariam as cidades sitiadas, a Rússia, quando, em um dia que receberam ordem de Berlin de atacar, forçar passagem, derrubar as barricadas de Leningrado e destroçá-la, ouviram a sinfonia ressoar como um incalável canto de batalha. Fora gravada na Filarmônica, autofalantes a tocavam no volume mais alto, e a população a cantarolava, assim como os soldados que defendiam Leningrado, inexpugnável.
Fiquei arrepiada só de ouvir o relato. Imagino os alemães, ao sentirem a tenacidade do povo que tentavam sufocar e que teimosamente encontrava força para respirar, e mais.
Aliás, o oficial alemão acrescentou que naquele dia muitos soldados da Wehrmacht desertaram, cientes que os que sobrevivessem aos invernos rigorosos, envelheceriam nas trincheiras, mas Leningrado jamais se renderia aos invasores, aos ocupantes bárbaros.
No século XIX Napoleão não conseguira dobrar os russos, e o oficial, estudado, com certeza lembrou-se do fato histórico, maldizendo o demente que os obrigava a domar um povo indomável.
Como os reservistas do Breaking the Silence sabem que Israel, derrube quantas casas derrubar, espezinhe quanto espezinhar, prenda, torture e assassine quantos assassinar, jamais conseguirá dobrar a determinação e perseverança dos palestinos, jamais conseguirá subjugar a palestina, que, como Leningrado, sabe que a razão está de seu lado e, cedo ou tarde, primará sobre as cruéis tentativas de conquista do inconquistável.
Breaking the Silence: Why do we speak out abroad?

BRASIL
UNE CONVOCA paralisação universitária na quinta-feira, dia 28 de abril

Conversa Afiada

 O golpe do impeachment
Pessoalmente, o que mais me chateia nos atos da quadrilha Temer&Cunha, além de serem golpistas, é terem me distanciado dos meus entes queridos, famililares e amigos de infância, a maioria absoluta, golpista. Enfim, eles se dizem pró-impeachment e as razões me são incompreensíveis.
Morro de vergonha, por eles e por mim, do egoísmo, da insensibilidade e da incapacidade de enxergar o leão visível.
Acreditam nas redes sociais, na Globo e na Veja como se fossem mídias independetes e fiáveis, e ingurgitam dados, ignorantes de sua incapacidade de processá-los e analisá-los corretamente.
Até os portugueses estão vendo o óbvio. Imagina!
E a CNN - English legendado em português

Como o Duvevier, sou da esquerda que quer viver bem e quer que todos vivam do mesmo jeito. Ao contrário da nossa classe médiaalta - egoísta e míope - que quer esbanjar dinheiro privando os demais do mínimo direito básico.

Sou de Goiânia. Capital rica de um estado agro-industrial. Desde que a Dilma foi eleita, só se ouve por lá - na classe Veja-Global - reclamações inacreditáveis para um europeu, até milionário, de direitos que na Europa são antigos e inalienáveis. Bolsa família, salário desemprego, enfim, os benefícios que reduzem a precariedade da maioria do povo brasileiro.
Ouvi inclusive queixas sobre o trânsito porque "agora todo mundo tem carro!", de famílias com vários na garagem.
Ah, e glozam dos nordestinos, ou melhor, da "incapacidade de eles entenderem que as melhorias que tiveram na região nos últimos anos não são reais e sim manobra". Como se por serem desfavorecidos por clima e outros pela vida, os nordestinos fossem burros ou inocentes úteis - como estes que repetem a propaganda das redes sociais telecomandadas e da Veja-Globo, como papagaios desbocados.
Eu sempre achei e acho que investir no Nordeste é bom para o Brasil inteiro. Acaba com a migração econômica e o sul pode continuar a enriquecer sem o ônus desse peso (que dizem morto, por mero preconceito, de novo, incompreensível) dando condições para o nordestino permanecer no seu canto. Ninguém gosta de migrar, emigrar, por necessidade. Ninguém. Sair de seu canto, obrigado, para melhorar de vida, é um sofrimento diário. É só perguntar para todos os refugiados.

Ditadura e Democracia para quem não sabe a diferença entre os dois regimes

Será que há mesmo quem queira, tirando os ligados à patota golpista - o Brasil de Temer, de Cunha, vendido aos Estados Unidos, elitista e autoritário?
Eu, quero um Brasil democrático que cresça e enriqueça todos os estados da Federação e com liberdade.
O contrário puxaria/á todos pra baixo.
Só os interesseiros e manipulados não veem isso.
Voz contra o golpe


Beth Carvalho: Não vai ter golpe de novo, reage, reage meu povo!


PALESTINA

Uma das coisas que mais ouço de sionistas ou inocentes úteis do mundo inteiro sobre a Palestina é que os palestinos deveriam fazer como Ghandi, na Índia, e conquistar a independência de maneira pacífica. Primeiro, peço-lhes que estudem história a fundo e que falem depois de conhecer o percurso de Ghandi do início ao fim, sem contar que a Inglaterra estava a milhares de distância e, no final, dispunha quase apenas da cumplicidade dos marajás locais para manter a Índia colonial.
Depois pergunto o mesmo que Ali Abumina, por que os ocupantes israelenses podem ser cruéis, violentos,  e os ocupados têm de se deixar exterminar de braços cruzados, pacificamente, até o último deles?

*Ben White's latests articles: ..
Israel and its supporters resort to legal action to curb .

A Semana contra o Apartheid Israelense terminou com muitas atividades culturais no Brasil, na Argentina e no Chile.
Nos Estados Unidos, a movilização continuou e a semana terminou com um golpe duro para os sionistas. Os estudantes de doutorado da NYU (New York University) votaram e aprovaram quase em plebiscito,   dos votos, a adesão ao BDS, e 57% aprovaram o boicote acadêmico. A Universidade de Massachussetts também aprovou o apoio ao BDS. Agora só falta acontecer um milagre e o Bernie Sanders ascender à Casa Branca.
E no Canadá, a União Nacional dos Estudantes lá, aprovou o das empresas que compactuam com os abusos israelenses ou atuam nos territórios palestinos ocupados.
Além disso, cada vez mais judeus no mundo inteiro estão achando que ligar sua religião, a mais antiga das monoteístas, a um país de apartheid de 68 anos é mais do que uma .
The Israeli Apartheid Week ended with several events in Brasil, Argentina and Chile.
In the United States, some universities were still organizing votes in favour of BDS. Among them,  the University of Massachussetts Grad Student Workers  BDS against Israeli apartheid. And NYU's Grad Student Union voted by  to join ; 57% voted to back the academic boycott. It was incredible.
Actually, more Jews have been decinding that linking their oldest monotheistic religio to a 68 year-old apartheid state might be a .
License to murder

Meanwhile, on April 19, mais de 5.000 Israelis gathered in Tel Aviv's Rabin Square in a massive outpouring of support of the Jihadist French-Israeli soldier who executed a wounded, immobile 21 years old Palestinian eon March 24.
The rally filled Israel's most well-known public square. An all ages crowd of mostly Mizrachi, but also Russian and Ashkenazi.
They displayed unbridled allegiance to the army and state, in a culmination of what was the largest public display of fascism since the last military operation on Gaza in 2014, when Israeli anti-agression protesters were beaten in the streets. Among the sea of flags and signs, one read “My honor is loyalty” - the exact motto of the Nazi SS.
As a matter of fact, in Netanyahu's coalition all the parties are zionists. They diverge only on numbers and sometimes on the means to reach their goal, but they all take the ethnical cleansing of Palestine for granted. They avoid the word genocide and use metaphorical terms, but the effect is death all the same.
Breaking the Silence: The Ten plagues of the Occupation

Enquanto universitários estrangeiros esclarecidos apoiavam a luta contra a ocupação e o apartheid, um bando de extremistas israelenses, mais de 5000, se reuniram na praça Rabin, a mais famosa do país, em apoio ao soldado jihadista franco-israelense que executou o palestino de 21 anos, ferido e imóvel, no dia 24 de março. O evento lotou a praça de pessoas de origens variadas, mas sobretudo de Mizrachi, russos e ashkhenasis de forma geral. Havia muitas bandeira e faixas, mas a que mais chocou os democratas foi a que explicitava a natureza dos participantes e a fascização da sociedade israelense: “Minha honra é lealdade” o lema dos SS nazistas durante a Segunda Guerra.
Hoje em Israel, na coalizaão governamental, todos os partidos são sionistas em um grau maior ou menor. Todos concordam com a limpeza étnica da Palestina, embora usem metáforas para denominar o genocídio.
AJ+:  Dr. Mads Gilbert on Gaza

Espero que o prólogo músico-cultural não tenha sido chato, dissuasivo de ler o assunto principal.
Hoje, é a resistência a ameaças de golpe, no meu Brasil adorado; e à limpeza étnica da Palestina, através da ocupação física da Cisjordânia e do genocídio lento dos palestinos da Faixa de Gaza.
Quando vi as fotos de Leningrado durante o Sítio, vi Gaza, destroçada, esfomeada, desesperada, mas de abeça alta.
Os nazistas tentaram matar toda Leningrado de fome, porém, a cidade resistiu e muita gente sobreviveu para contar a história de sua terra e a História julgar.
Já faz dez anos que os israelenses tentam matar os gazauís de fome, de sede, psicologicamente, através de armas e sítio infame, contudo, os palestinos resistem, sobrevivem de teimosia, de amor pela pátria.
Como com a Wermarcht, alguns soldados da IDF entenderam que o bloqueio, as ameaças, os despejos, as prisões, os palestinos jamais renunciaram à terra que lhes pertence de fato e de direito.
Sem esquecer da Cisjordânia, dedico este blog à Faixa de Gaza e aos gazauís, guerreiros, que resistem e resistirão, com certeza, até o último deles.
This last post concerning Israel Apartheid Week is dedicated to the Gaza Strip.  

Upfront, Reality Check : Gaza is stil occupied

AJ+: Palestinian boy survivor tells story of watching his cousins being killed on Gaza's beach, during israeli military Operation Protective Edge in 2014.
 

B'Tselem: My own private Gaza 
I - 01/2013
II - 10/2013: Mummer Generation
III- 14/04/16 

AJ+: Palestinian boy tells story of watching his cousins being killed on Gaza's beach, 
during israeli military Operation Protective Edge in 2014.
 

AJ+: Gazan artist makes paint out of fruit and spices

TELESUR: Gaza

O dia 22 de março é o dia de celebração da água. A ONU organizou debates e eventos mediáticos, mas pouquíssimo se falou sobre a privação de água em que os palestinos vivem. Israel confisca os aquíferos da Cisjordânia ocupada e a Faixa de Gaza é abastecida de água insalubre. Para detalhes, ver o blog de . É por isso que estou concluindo a série Semana contra o Apartheid Israelense lembrando o estado da Faixa de Gaza e a extrema carência em que os gazauís sobrevivem. A tenacidade deles rivaliza com a de Leningrado e inspira.

AJ+: The Palestinians are asking for a basic human right: water

Today, nearly 100,000 people in  don't have access to safe . To learn more, check out our new infographic
residents get running water for  a week on average during the summer.
Press TV: Israel seals Gaza once again
Khaled Meshaal, líder do Hamas,
ameaça voltar à carga para que Israel cumpra a palavra de terminar com o bloqueio
AJ+: Bee-sting therapy in Gaza
Miko Peled presents his book in the US

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Rogue State of Israel XXXVIII : BOYCOTT to end the Occupation



Com o cessar-fogo decretado e publicado no blog de ontem (e voltarei ao assunto com detalhes), enquanto digiro e me informo nos bastidores, resolvi focar o blog de hoje no boicote que vai ajudar os palestinos a alcançar a liberdade de uma vez por todas. Pois o Hamas "ganhou" a batalha de Gaza, mas ainda falta muito para os palestinos ganharem a guerra e a liberdade.
Várias "personalidades" internacionais de todos os ramaos já aderiram ao BDS - Peter Gabriel, Brian Eno, Roger Maters, Sinead O'Connor, Stephen Hawking, Eric Cantona - mas eu escolhi começar minha campanha de hoje com uma pessoa por quem tenho um respeito imaculado: o cineasta britânico Ken Loach.
Ken Loach é uma das poucas pessoas realmente morais que conheço. Um homem íntegro, firme e honesto em qualquer circunstância e com qualquer pessoa. Um homem com sólidos e altos valores sócio-humanos e que os manteve da juventude até a vida adulta sem traí-los nunca. Um homem que corresponde às suas próprias expectativas e às alheias. Um homem que passaria (passou) necessidade mas jamais comprometeria seus princípios ou prejudicaria outrem. Um homem que nunca decepciona. Ken Loach é um homem realmente bom, um ser exemplar, realmente humano. Sua obra em si espelha sua grandeza.  
Pois bem, nesta semana no Festival de Cinema de Sarayevo, Ken Loach fez um apelo internacional para o boicote de eventos culturais (em todos os domínios - artístico e acadêmico) e esportivos que envolvam Israel.
Ao entregar o prêmio da Fundação Katrin Cartlidge a dois documentaristas palestinos - Abdel Salam Shehadeh and Ashraf mashharawi - por seu documentário sobre Gaza, Ken disse: "Precisamos de cineastas assim para contar histórias da qual participam a fim de podermos entender o conflito", e acrescentou, "Israel tem de virar um Estado pária!"
Conte comigo, Ken. Concordo com você plenamente.

Why should a Texan [or anyone else for that matter] boycott Israel?

With the Gaza ceasefire in place - which I updated yesterday and will develop later - today I chose to focus on the boycott, which is the only way (besides putting pressure on our polititians) to help the Palestinians to free themselves from Israeli occupation.
Many people are already committed to spreading the word of BDS, but I chose a very special person to open this campaign today - the British film-maker Ken Loach.
Ken Loach is one of a few really moral persons I know. A man of integrity, firm and honest in his moral. An upright man who has solid and worthy ethical social-human standards and has stuck to them from youth to adulthood without failure. A man who lives up to his own expectations and to others'. A man who would rather be in need [and has been] than compromise his principles or wrong another person. He is trustworthy, a man who never disappoints you. Ken Loach is a Good Man, really, a real human.
Speaking at the Sarajevo film festival this week, Ken Loach has just called for a boycott of all cultural (Art and Academia) and sporting events supported by the Israeli state or with Israeli participation, and condemned the support offered to Israel by the US and UK.
When he presented the Katrin Cartlidge Foundation award to two documentary-makers from Gaza - Abdel Salam Shehadeh and Ashraf Mashharawi - he said "We need these film-makers to tell these stories because they are absolutely central to our understanding of the conflict", and added, "Israel must become a pariah state!"
I hear you, Ken, and agree with you a hundred per cent.

The case for Cultural, Economical and Academic Boycott of Israel
with introduction by Ken Loach


"The morning after Lailat al-Qadr, the death toll in Gaza was approaching its first thousand.Al-Qadr — the night before the last Friday in the holy month of Ramadan — is believed to be the night when the Quran was revealed to the prophet Muhammad. I spent this special night [the last day of Ramadan] with friends in the occupied West Bank city of Ramallah after participanting in the “48K March” for Gaza.The march began in Ramallah and went to Qalandiya checkpoint. What began as a peaceful event with families bringing their children and even babies in strollers, ended with young Palestinians with gunshot wounds being rushed in ambulances to the local hospital.Qalandiya crossing was fortified and air-tight, and the Israeli soldiers stationed on top were shooting live ammunition at the crowd.As the ambulances were speeding through the crowd, I couldn’t help but wonder why there is no hospital between Qalandiya and Ramallah, a good distance which includes the municipalities of Jerusalem, al-Bireh and Ramallah.The following night I was scheduled to leave Palestine to return to the United States. But Israeli forces sealed all the roads from Ramallah to Jerusalem for the night, and they were likely to be sealed the following day as well.At the crack of dawn, when things had quietened down, my friend Samer drove me to a checkpoint that he suspected would be open. It was open, albeit for Israelis only, and from there I made my way back to Jerusalem.That evening, as I was preparing to leave for Ben Gurion airport near Tel Aviv, people around me were trying to calm me down. “Don’t aggravate them, cooperate and they will be nice,” they said. “Why go through all this unnecessary inconvenience?”They were talking about the “Smiling Gestapo,” Israeli security officers at Tel Aviv airport that go by the squeaky clean name of the Airport Security Division.
Non-cooperation and resistance
Listening to this, I was reminded of Jewish communities under the Nazi regime who believed that if they cooperated and showed they were good citizens then all would be well. But the road from cooperation to the concentration camps and then the gas chambers was a direct one. The policies of racist discrimination and humiliation at Ben Gurion airport, and the policies of ethnic cleansing and murder of Palestinians in Gaza, emanate from the same Zionist ideology.
As we have seen over the past seven decades, cooperation and laying low do not make things ok.
Cooperation with the Israeli authorities might lead to short-term relief but it also validates Israel’s “right” to terrorize and humiliate Palestinians with our consent, “we” being all people of conscience. Whether we are Palestinian or not, the call of the hour is non-cooperation and resistance against injustice.
Today, Israel and its supporters lay the blame for the violence in Gaza on Hamas. But Israel did not start its assaults on the Gaza Strip when Hamas was established in the late 1980s. Israel began attacking Gaza when the Strip was populated with the first generation refugees in the early 1950s.
Palestinians, particularly in Gaza, are not faced with an option to resist and be killed or live in peace. They are presented with the options of being killed standing up and fighting or being killed sleeping in their beds.
Gaza is being punished because Gaza is a constant reminder to Israel and the world of the original sin of the ethnic cleansing of Palestine and the creation of a so-called Jewish state. Even though Palestinian resistance has never presented a military threat to Israel, it has always been portrayed as an existential threat to the state.
Moshe Dayan, the famed Israeli general with the eyepatch, described this in a speech in April 1956. He spoke in Kibbutz Nahal Oz, an Israeli settlement on the boundary of the Gaza Strip where Israeli tanks park each time there is a ground invasion of Gaza.
“Beyond the furrow of this border, there surges a sea of hatred and revenge,” Dayan said then. Ironically, when six months later Israel had occupied Gaza and my father was appointed its military governor, he said that he saw “no hatred or desire for vengeance but a people eager to live and work together for a better future.”
Still, today, Israeli commanders and politicians say pretty much the same: Israel is destined to live by the sword and must strike Gaza whenever possible. Never mind the fact that Palestinians have never posed a military challenge, much less a threat to Israel.
After all, Palestinians have never possessed as much as a tank, a warship or a fighter jet, not to say a regular army.
So why the fear? Why the constant, six-decade-long campaign against Gaza? Because Palestinians in Gaza, more so than anywhere else, pose a threat to Israel’s legitimacy.
Israel is an illegitimate creation brought about by a union between racism and colonialism. The refugees who make up the majority of the population in the Gaza Strip are a constant reminder of this.
They are a reminder of the crime of ethnic cleansing upon which Israel was established. The poverty, lack of resources and lack of freedom stand in stark contrast to the abundance, freedom and power that exist in Israel and that rightfully belongs to Palestinians.
Generous offer
Back at Ben Gurion airport that night, I was told that if I cooperate and plead with the shift supervisor it would make the security screening go faster. When I declined this generous offer, I was told they “did not like my attitude.”
They proceeded to paste a sticker with the same bar code on my luggage and give me the same treatment Palestinians receive.
As I write these words, the number of Palestinians murdered by Israel in Gaza has exceeded two thousand. Ending the insufferable, brutal and racist regime that was created by the Zionists in Palestine is the call of our time.
Criticizing Palestinian resistance is unconscionable. Israel must be subjected to boycott, divestment and sanctions. Israeli diplomats must be sent home in shame. Israeli leaders, and Israeli commanders traveling abroad, must fear prosecution.
And these measures are to be combined with disobedience, non-cooperation and uncompromising resistance. This and only this will show mothers, fathers and children in Gaza that the world cares and that “never again” is more than an empty promise".



Reuben Bard-Rosenberg: The Palestine solidarity movement must remain intolerant of anti-Semitism - but the claim that anti-Semitism is a dominant or generalised feature needs to be exposed as the falsehood that it is.

Cientista Stephen Hawking
também boicota Israel

Desmond Tutu's plea to people of Israel: "Liberate yourselves by liberating Palestine!" 
Desmond Tutu's warning to the world: "Those who continue to do business or deal with Israel in any field are doing the people of Israel and Palestine a disservice.
The reason these tools - boycott, divestment and sanctions - ultimately proved effective [in ending the Apartheid in South Africa] was because they had a critical mass of support, both inside and outsiden the country. The kind of support we have witnessed across the world in recent weeks, in respect of Palestine and, I hope, shall continue and increase.
My plea to the people of Israel is to see beyond the momento, to see beyhond the anger to see a world in which Israel and Palestine can coexist - a world in which mutual dignity and respect reign".

Apartheid Adventures  I

Apelo de Desmond Tutu a Israel: "Libertem-se libertando a Palestina"!
Aviso de Desmond Tutu ao mundo: "Quem continuar a negociar ou lidar com Israel em qualquer que seja o plano [socio-cultural-esportivo-econômico] estará prejudicando Israel e a Palestina.
O porquê de estes mecanismos - boicote, desinvestimento e sanções - terem surtido efeito [para acabar o Apartheid na África do Sul] foi o apoio massisso dentro e fora do país. O tipo de apoio que estamos presenciando no mundo em relação à Palestina, e que, espero, continue e aumente.
Meu apelo ao povo de Israel é que olhe para a frente além do momento e além da raiva para ver um mundo onde Israel e Palestina coexistam - um mundo no qual a dignidade e o respeito mútuo reinem".
21/08/2014

Football in Palestine - Futebol na Palestina

Ocorrência quase diária na Cisjordânia, um colono que atropela um menino palestino brincando na rua.
Almost daily occurence in the West Bank, a rogue-settler runs over a Palestinian boy  

Meninos cisjordanianos cantam pelo direito à vida, à liberdade e à soberania 
em sua pátria Palestina: On This World
E em Gaza, seus primos que sobreviveram tentam continuar a viver